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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

De menino???

Gente chata tem mania de botar gênero na diversão. Quando eu era garotinha, vinham sempre com aquela história de separar tudo em “coisa de menino” e “coisa de menina”. Meu kichute era tachado como tênis de garoto. Vibrar com o jogo de fubeca não era modo de uma mocinha se portar. Até na hora de ver tv tinha um pessoal aborrecido para dizer que eu via “programa de moleque”!

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Fla Wonka em 26 de fevereiro de 2004


A Derrocada

A história é contada e recontada pelos mais velhos às crianças. Não é uma fábula singela, daquelas com finais felizes. Quem, afinal, poderia apreciar a total perda de controle de três garotas jovens, bonitas, trabalhadoras e com toda uma vida pela frente? Uns dizem ser lenda, outros que é a mais pura verdade – e um retrato exato e cruel de como uma eleição pode determinar o futuro.

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Fla Wonka em 20 de fevereiro de 2004


Segurança pra que te quero

Com a chegada do feriado de carná, já estou ficando careca de tanto receber conselhos. E olha que meu cabelo tem mais volume que um urso pardo. É um batalhão de gente na tv dizendo que devemos economizar, usar, preservar, beber (água), não beber (água que passarinho não toma)... já estou ficando doidinha. Quando nos tornamos pessoas assim tão previdentes?

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Fla Wonka em 19 de fevereiro de 2004


Usuária de frascos e comprimidos

A grande vantagem do Garotas é que ele serve (e muito) para traduzir aquilo que acontece comigo, Vivi e Clarinha. Traduzir e exorcizar. Hoje, por exemplo, eu me encontro com febre, dor no corpo todo e a garganta fechada. Isso me impede de comer alimentos crocantes e de ser gentil com as pessoas – mas, em compensação, vai me inspirar para mais um texto oitentista e fazer esquecer a dor lancinante por uns minutos!

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Fla Wonka em 18 de fevereiro de 2004


Mestre da viagem fantástica

Ficção científica aventuresca é como o Michael Jackson: uns amam e acham do cacete, outros odeiam e querem ver no fundo de um poço de piche. Eu me acomodo na confortável posição “coluna do meio”. Mas, para dizer a verdade, só comecei a apreciar uma boa leitura longa por causa do gênio máximo desse gênero. Já ouviu falar em um senhor chamado Julio Verne?

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Fla Wonka em 17 de fevereiro de 2004


A mensagem do rock

Minha última sexta-feira à noite foi regada a gente bacana, riso solto e muito rock’n’roll. Não conhecia aquelas pessoinhas, não sabia que ia gargalhar daquela maneira e – surpresa máxima – não era eu quem comandava o som que tanto me deixou satisfeita. “Escola de Rock” foi quem fez tudo isso por mim! E fez tão bem que recebi o recado direitinho.

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Fla Wonka em 16 de fevereiro de 2004


Poderooooosa e inspiradora

Ela era a reencarnação de uma princesa egípcia com poderes sobrenaturais e capaz de comandar forças da natureza. É óbvio que, do alto dos meus cinco ou seis anos, não fazia idéia disso. Para mim, ela era apenas uma moça bonitona que usava uma pedra na testa e, de maneira esquisita, invocava o vento quando se metia em roubada. Hoje, em especial, eu penso... quem me dera ser a Ísis.

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Fla Wonka em 13 de fevereiro de 2004


Teu passado te absolve

São casos clássicos onde minha santa avó usaria “quem te viu, quem te vê”. Antes, eram pessoas de gabarito, na onda, com opinião e trabalho respeitados em qualquer roda de bate-papo. Daí, fez-se a tempestade e os cobradores devem ter batido à porta com mais força. Então, o que eram ícones da televisão viraram uns panacas.

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Fla Wonka em 12 de fevereiro de 2004


Quando o amor estraga

Confesso que adoro desenhar coraçõezinhos no canto das páginas e suspiro vendo namorados beijando no parque. O amor é lindo – mesmo muita gente tentando divulgar que ele é “uma flor roxa que nasce no coração do trouxa”. Esse belo sentimento só fica idiota quando usam-no para tapar buraco. Amor não é estepe, senhores roteiristas de cinema!

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Fla Wonka em 11 de fevereiro de 2004


Não me T.O.C.!

Faça um teste aí na sua mesa do computador. Espalhe uns papéis pela área, jogue canetas por cima, deixe o mouse pad meio torto e, se gosta de emoções fortes, marque o monitor com digitais. Deu incômodo? Você ficou pelo menos um pouco nervoso? Pois é... digamos que, se eu fizer isso por aqui, vou arrumar uma taquicardia. Acho que tenho aquele tal de Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

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Fla Wonka em 10 de fevereiro de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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· Vivi Griswold