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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Arrepiantes lendas nacionais

Tenho pra mim que patriotismo é um dever. Mas um dever bom à beça de cumprir. Sempre que posso, hasteio a linda bandeira aqui na minha micro-sacada ou entôo, desafinada, um trechinho do hino. A cultura brasileira, eu carrego no coração – porque é difícil achar outro país que junte tantas influências com criatividade. Meu problema com as peculiaridades nacionais reside num só lugar: o folclore.

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Fla Wonka em 7 de abril de 2004


Refeição de emergência

Minha santa mãe sempre foi uma lutadora. Desde que eu nasci, vejo essa senhora bacana fazer duas coisas: tingir os cabelos com Imedia 6.1 de L'Oréal e trabalhar. Por causa dessa última necessidade vital, forno e fogão nunca me foram eletrodomésticos estranhos. Mesmo assim, acontece muito da preguiça dar a mão para a falta de criatividade e a hora da comida virar um show de horror.

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Fla Wonka em 6 de abril de 2004


Sabichona por tabela

De tanto saltar de emprego para emprego, acho que me tornei uma redatora capaz de escrever sobre qualquer assunto. Pode ser sério ou de farra, denso ou fútil, necessário ou completamente desprovido de utilidade ao leitor comum. Passaram a pauta às minhas mãos, eu faço. O melhor de tudo é que, nos últimos dez anos, venho aprendendo horrores com esse “jornalismo-cais-de-porto”.

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Fla Wonka em 5 de abril de 2004


O ócio deve ser criativo – e permitido

Às vezes sinto que deveria me candidatar a algum cargo público. Não tenho a pretensão de achar que posso resolver a fome no país ou riscar do mapa, de vez, estes traficantes filhos de uma égua. Talvez minha contribuição seja mais eficaz no âmbito da rotina classe média. Alguém me apóia se eu virar senadora e instituir um dia de "Folga Oficial"?

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Fla Wonka em 2 de abril de 2004


Quem foi o louco genial?

Eu até me acho uma pessoa criativa. Tenho uma ou outra idéia mirabolante de vez em quanto, e várias delas já saíram do papel – para orgulho da minha cacholinha sonhadora. Não sei, porém, se conseguiria ter a metade da perspicácia dos inventores de brinquedo oitentistas. Ou os malucos consumiam remédios fortes ou realmente era um punhado de gente muito bacana.

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Fla Wonka em 1 de abril de 2004


Sou eu na fita

Era um momento de extrema tensão! Meu pai acabara de ser baleado por um alemão nazista mercenário filho da mãe. Cabia a mim conseguir o remédio curativo – mas devia passar por três provações. Primeiro, tinha que saltar por pedras seguindo o nome de Jesus. Depois, só uma garota penitente passaria pela armadilha das lâminas mortais. Por último, era preciso crer e atravessar uma ponte invisível. Fiz tudo, tive sucesso! Mas fui eu ou o Indiana Jones?

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Fla Wonka em 31 de março de 2004


Estranheza na certidão

Gafe é coisa que corre nas minhas veias. Cometo várias, e dos tipos mais constrangedores. Com nomes próprios, por exemplo, sou um desastre. Sempre caio na enorme imbecilidade de fazer comentários cretinos do tipo "nossa, Brigite é nome de garota de programa, hein? – só para dois segundos depois escutar "hum… minha irmã chama Brigite". Droga… Mas o que eu posso fazer se existem pais que bem poderiam pensar melhor antes de nomear seus bebês?

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Fla Wonka em 30 de março de 2004


Volta, Menino Veneno!

Vivemos em tempos estranhos onde gostar do que é dito "velho" virou moda. Talvez até muita gente ache que relembramos figuras do passado aqui no Garotas só para nos fazer de moderninhas. Posso garantir: eu, Vivi e Clara realmente acreditamos no talento de Léo Jaime, da Virginie e de outros ícones oitentistas que sumiram dos programas dominicais, mas não dos nossos corações. O Ritchie, por exemplo. Podem dizer o que for, mas ainda hoje, sendo cinquentão, ele me lembra artista dos bons.

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Fla Wonka em 29 de março de 2004


As terras por onde andei

É de conhecimento geral: todas as moedas que junto trabalhando vão para um cofrinho chamado "viagem". Não ligo para roupas caras, carreiras de sapatos, bares da moda. Meu carro é miúdo, minha casa é comum, meus pertences não são muitos. Nem ligo, porque o que vale nessa minha vida é rodar o país e o mundo colecionando histórias!

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Fla Wonka em 26 de março de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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