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A vida em revista Muito se aprende na faculdade de jornalismo. Como diretrizes principais, nos ensinam: "separe o joio do trigo... e publique o joio", "não deixe a verdade atrapalhar uma boa matéria" e "jornalismo é como salsicha: depois de saber como é feito, todo mundo pega nojo". Ah, mas isso são somente piadas da profissão. Não importa o que digam, ir à banca folhear revistas ainda é um passatempo que eu aprecio sem julgar a qualidade do material. Ou quase. Continue lendo "A vida em revista"Fla Wonka em 6 de maio de 2004 Animações by SBT Caverna do Dragão é o desenho predileto de 9 entre 10 órfãos da tv oitentista. Há ainda quem seja fã das criaturas de Hanna e Barbera, os magos do pincel. Esses podiam ser encontrados na Rede Globo todo sábado de manhã ou na Bandeirantes, quando a emissora ainda tinha programação digna para crianças. Apenas o SBT, pobrinho como ele só, apostava em animações de segundo escalão. Inesquecíveis, mas de segundo escalão. Continue lendo "Animações by SBT"Fla Wonka em 5 de maio de 2004 Sete notas, um show Domingo depois do almoço, a molecada deixava as brincadeiras na rua e corria se aboletar na frente da tv. Ali, dois rapazes entravam no palco forrado de brocado e espelhos falsos para cantar e, mais tarde, iniciar um acirrado confronto. Naim e Gilliard, queridinhos das tias por fazerem aquela pose de romântico sofrido, tinham que provar quem sabia mais sobre o cancioneiro popular. E então tinha início mais um “Qual é a Música?”! Continue lendo "Sete notas, um show"Fla Wonka em 4 de maio de 2004 Pronto: mudei Boa nova! Achei minha bonequinha cabeçuda que troca de face! A peça desapareceu em algum ponto de 1999, na última vez em que mudei de casa, e só deu o ar de sua imensa graça neste fim de semana. Ela estava atrás de um armário e foi encontrava porque eu finalmente troquei de apartamento. Tem três meses que virei uma pessoa previsível, sempre falando de imobiliária, FGTS e contrato – e, mais tarde, de azulejo, taco e tinta. Pois acabou. Fixei nova residência! Continue lendo "Pronto: mudei"Fla Wonka em 3 de maio de 2004 Com ou sem letrinhas? Sem. Quando a gente era pequeno, escolher um filme para ver no cinema tratava-se de diversão pura. Só duas regras precisavam ser atendidas pela resenha miúda do jornal: anunciar qualquer coisa “LIVRE” e vir com a inscrição “DUB.”. A segunda, importante, significava que nossas mães não iriam incomodar vizinhos de poltrona por cochichar o sentido das tais legendas no nosso ouvido. Continue lendo "Com ou sem letrinhas? Sem."Fla Wonka em 30 de abril de 2004 Uma garota e sua multi-face Certo dia, redigi muitas linhas aqui para explicar que tenho cara de nada. Estou convencida desse fato – e acho mesmo que, em grande parte, é uma desvantagem ser tão comum. Contudo, reconheço um ponto forte: tendo cara de coisa alguma, eu posso inventar rostos para cada ocasião. É como ter sempre uma roupa nova, mas sem gastar dinheiro! Continue lendo "Uma garota e sua multi-face"Fla Wonka em 29 de abril de 2004 Preparar... apontar... REC! Foi uma missão que me tomou semanas e mais semanas. Passei tempos enfurnada no quarto, jantando com o prato na mão e dispensando amigos ao telefone. Tomar banho requeria levar junto o rádio, companheiro que me ajudava na tarefa árdua. Poxa, como era difícil gravar músicas antigamente. “Falling to Pieces”, do Faith No More, era a minha relíquia macabra. Continue lendo "Preparar... apontar... REC!"Fla Wonka em 28 de abril de 2004 Irmãzinha-san aprendeu Quando a vida se torna uma correria, o que mais faz falta é tempo para ficar com aqueles que eu amo. Meu irmão, por exemplo. Antigamente, a gente conversava bastante no telefone e nos almoços de domingo. Hoje, é problema. Sinto saudade, ainda mais porque aquele rapaz gigante detém muito conhecimento dentro da cachola. E estabelece as teorias mais curiosas, engraçadas e acertadas que eu já vi. É como um “mestre kung-fu do cotidiano”. Continue lendo "Irmãzinha-san aprendeu"Fla Wonka em 27 de abril de 2004 Cine-curtição É sempre bom avisar: espectadores que não forem adolescentes enrustidos podem detestar “Kill Bill”, chegado ao cinema no último fim de semana. Como eu tenho uma garota bem boba a possuir minh’alma, achei uma maravilha! E para quem garante ser Quentin Tarantino um belo enganador, vale lembrar: pode até ser, mas cair na conversa dele mais uma vez não tem efeito colateral. Continue lendo "Cine-curtição"Fla Wonka em 26 de abril de 2004 Ver próximas páginas:
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