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Injustiça ao nascer da tarde No meu tempo de garotinha, a Sessão da Tarde era a hora feliz do dia. Eu já era parada por cinema, ainda mais por filmes bobocas, previsíveis e de final feliz – típicos da programação vespertina. Dia de “Curtindo a Vida Adoidado” ou “Férias Frustradas” era para se acompanhar com amigos convocados na rua, pipoca e Tang. Quando às demais produções, eu apreciava sozinha. E, mesmo não sempre aqueles que ficaram marcados como clássicos, eu apreciava demais! Continue lendo "Injustiça ao nascer da tarde"Fla Wonka em 3 de junho de 2004 Gente de vida fácil Não sou de desdenhar de qualquer profissão existente – exceto quando dizem que fulana é “socialite”, mas daí ignoro e pronto. Todo empregado tem seu valor até que me provem o contrário. Apenas acho que os repórteres de revista ou programas de fofoca andam preguiçosos e repetitivos. Eles não sabem mais inventar perguntas, ó que chato... Continue lendo "Gente de vida fácil"Fla Wonka em 2 de junho de 2004 Sonhos de uma noite de outono Longe de mim querer insinuar, com o título acima, que minha imaginação noturna se assemelha aos dotes criativos de William Shakespeare. Nunca, em tempo algum, eu seria capaz de imaginar príncipes guiados pelo fantasma do próprio pai ou uma linda história de amor onde... a dupla morre no final! Garanto para vocês, porém: muito roteirista de Hollywood iria gostar de se apoderar dos contos que rondam minha mente quando entro no terceiro sono. Mas a verdade é que me beneficio desses momentos. Eles falam e agem por mim. Continue lendo "Sonhos de uma noite de outono"Fla Wonka em 1 de junho de 2004 Cada cão, uma sentença Por natureza, toda família é meio esquisita. Quem não tem um primo rebelde, uma tia maldosa, um nono que curte entornar birita da forte ou irmã que namora um moço suspeito? Para conhecer um clã mais a fundo, porém, existe modo bem simples: basta reparar em qual cachorro circula pelos quintais daquela residência. Continue lendo "Cada cão, uma sentença"Fla Wonka em 31 de maio de 2004 Chatos de ocasião Já diria o sábio da montanha: o bom desta vida é que tudo passa. Dores passam, traumas passam, mal-humor passa. Até alegria esplêndida e momentos de êxtase passam. Para algumas pessoas, é bom que estes últimos passem mesmo. Porque existe uma categoria de gente que fica completamente cega ao menor sinal de mudança bacana no cotidiano. E toca agüentá-los... Continue lendo "Chatos de ocasião"Fla Wonka em 28 de maio de 2004 I love you, People+Arts Foi-se o tempo em que me envergonhava de admitir, mas hoje conto logo: bastou entrar em casa, eu ligo a televisão. Sou maníaca pela telinha – ainda mais se for daquele tipo a cabo ou satélite, que pega 945 canais, inclusive tvs comunitárias da Mongólia. A paixão existe desde que me entendo por gente, mas piorou recentemente. O caso é que, em vez de me apegar com seriados, agora sou fã decretada de um canal que mescla sabedoria com alguma futilidade. Continue lendo "I love you, People+Arts"Fla Wonka em 27 de maio de 2004 Fábulas imprudentes Sempre fui parada em uma história bem melosa e fantástica. Meu grande livro de fábulas, ganho lá pelos sete anos, é como uma bíblia pronta a dar alento e fazer sorrir. Adoro ver como as princesas se safam de maldições, como crianças se mostram sábias, como o mundo é coerente e delicado por aquelas páginas. Duro é que, como o passar dos anos, analisar os contos com olhos de adulta paulistana não faz muito sentido. Continue lendo "Fábulas imprudentes"Fla Wonka em 26 de maio de 2004 Manda para a telona! O primeiro filme que vi no cinema foi “Peter Pan”, da Disney. Depois disso, virei adicta de carteirinha: queria que todos os meus desenhos favoritos fossem parar na tela imensa, dentro daquela sala escura com som melhor que a nossa tv Telefunken. Não aconteceu, e hoje concordo que “A Formiga Atômica” ficaria estranha interpretada por um ator – quem seria ele, o Danny De Vito? Em compensação, outras animações bem poderiam ganhar passe para a telona. Continue lendo "Manda para a telona!"Fla Wonka em 25 de maio de 2004 Eternas barricadas loiras Muito antes dos concursos de Nova Loira do Tchan (ai, céus...), uma seleção de garotas com cabelos platinados virava assunto na mídia – e, muito mais, entre a molecada da escola. As meninas, moldadas para conter crianças histéricas e não deixar que a Xuxa desse mancada no andamento do programa, vestiam-se como modestas integrantes de fanfarra. Mas acabaram virando celebridades. Continue lendo "Eternas barricadas loiras"Fla Wonka em 24 de maio de 2004 Feito gente grande Nunca fui menina comportada. Bom, é claro que não era capaz de me atirar aos berros em chão de loja exigindo brinquedo ou de xingar pai e mãe – como veja moleques fazerem hoje e me deixa de queixo caído. Eu era criança destas que mexem em tudo, que “precisam ver com a mão”. Vez por outra, era chamada a me portar como mocinha. O legal é que, em horas decisivas de fingir educação, eu era um espetáculo. Continue lendo "Feito gente grande"Fla Wonka em 21 de maio de 2004 Ver próximas páginas:
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