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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Foi-se o tempo do esporte...

Com o texto a seguir, sei que estou me arriscando a levar latas de cerveja ou chaves de roda contra a testa. Sei que muitos vão se ressentir e até se aborrecer. Posso receber hate-mails ensandecidos enviados de todo lado por gente com gasolina Premium correndo nas veias. O problema é que não posso mais ficar calada: Fórmula 1 não é mais esporte, vá? E olha que já faz uns anos.

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Fla Wonka em 21 de junho de 2004


O que eles têm e nós não temos?

Um dos seriados mais famosos, populares e bem sacados da tv está em vias de cantar para subir. Depois de dez anos, Chandler, Joey, Mônica, Phoebe, Rachel e Ross vão deixar a telinha e levar consigo suas criancices tão divertidas. Carregarão, também, a amizade enorme que existe entre eles. Se bem que, vou dizer: não conheço gente de verdade que tenha aquele tipo de relação, não.

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Fla Wonka em 18 de junho de 2004


O mestre dos magos

Diretor de cinema, por definição, é um sujeito pirado e de muita sorte. Sorte e ousadia, porque convencer 400 pessoas alojadas em uma sala escura de que sua obra é especial, e não mais uma bobagem cinematográfica, é tarefa para poucos. Existiu um membro dessa classe capaz não só de abismar multidões, mas também de nos fazer crer que ele era um verdadeiro mágico. Alfred Hitchcock nunca tirou coelhos da cartola, que eu saiba – fez, sim, muito melhor do que isso.

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Fla Wonka em 17 de junho de 2004


Apelo ao livrão

Sempre detestei fazer prova. Até hoje, crescida, tenho horror de me envolver com qualquer espécie de teste. Fazer trabalho de escola, por outro lado, eu adorava! Isso sim era jeito de provar conhecimento: você lia sobre o assunto, separava as partes mais importantes e passava para o papel almaço. Muito mais sábio que esse “ctrl+C, ctrl+V” que a molecada faz hoje com a Internet. E ainda tinha direito a empetecar a coisa toda.

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Fla Wonka em 16 de junho de 2004


Como eles conseguiam?

Lá em casa, sou conhecida como "a mimada". "A caçula", "a queridinha" e "a privilegiada" são variantes dessa pecha. Tudo bem, eu assumo: apesar de ter apanhado quando necessário e levado bronca feito cachorro sarnento algumas vezes, em geral eu era mesmo paparicada pelo papai e pela mamãe. E eles eram especialistas no trabalho.

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Fla Wonka em 15 de junho de 2004


Só pivete, sem preconceito

Bom mesmo é ser criança e não dever explicações sobre seus gostos. Se saímos na rua vestidos de Branca de Neve ou Batman, todo mundo sorri e acha uma gracinha. Vá você fazer isso enquanto adulto! Passada a infância, é preciso escolher não só uma linha de estilo para vestimentas, mas também para todo o resto. O que ouvir no rádio, por exemplo: só estarás perdoado de cantar "Florentina" em público se tiveres menos de oito anos...

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Fla Wonka em 14 de junho de 2004


Sofrimento sem razão

Corriam os famigerados anos 80 quando o SBT anunciou: colocaria no ar, tardão da noite, uma série “sucesso de público e crítica nos Estados Unidos”. Naquele tempo, eu ainda não sabia que a descrição podia ser usada para qualquer programa dos ianques, visto que eles engolem todo tipo de balela. Pois engoli também, e passei a assistir, escondido da mamãe, à misteriosa e sorumbática “Lacie”. Começava a entender ali como a televisão podia ser deprimente.

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Fla Wonka em 9 de junho de 2004


Fama? Sério? Onde?

Segundo notícias quentinhas, parece que começou mais um reality show na Rede Globo. Voltou ao palco da observação indiscreta popular o tal de “Fama”, programa que visa levar ao estrelato um cantor anônimo qualquer. O que acho mais engraçado é que nenhum desses moços e moças vencedores de programas televisivos consegue o tão sonhado sucesso. Coitados, não vêem o óbvio.

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Fla Wonka em 8 de junho de 2004


Adivinhação casamenteira

Que estudar, que nada! Na escola, antigamente, a gente queria mais é diversão. Claro, tinha a hora de fazer as tais análise sintática e regra de três. Mas entre uma avaliação lingüística e um cálculo encardido, havia muito tempo para brincar de adivinhar o futuro. Meninas adoravam isso, e garotos não ficavam muito atrás. Com quantos anos você ia casar, onde passaria a lua-de-mel, que carro teria a família?

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Fla Wonka em 7 de junho de 2004


Covardia mitológica

Desde pequena, sou fã das lendas gregas e romanas. São contos vibrantes, com pessoas de gênio muito ruim ou muito bom, sempre prontas a nos dar uma bela lição de moral – ou, no mínimo, de insinuar que toda ação traz uma reação. O cinema e a televisão se beneficiam da mitologia quase anualmente, para meu desespero. Porque existem três personagens que, ainda hoje, têm o poder de me fazer esconder a cara sob o cobertor.

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Fla Wonka em 4 de junho de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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