Página inicial > Flá Wonka
Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Show de feltro, arame e riso

Eu era só uma garotinha, mas lembro muito bem. Toda semana, um grupo de artistas precisava mover mundos e fundos para apresentar seu show de variedades na televisão. O problema era: tudo o que podia dar errado, dava. O dono do teatro criava caso, os convidados se perdiam no texto e os próprios artistas não conseguiam se portar como gente normal para o trabalho. Mas também, como poderiam? Não eram gente. Eram bichos, eram de espuma, eram marionetes! Eram Muppets!

Continue lendo "Show de feltro, arame e riso"

Fla Wonka em 2 de julho de 2004


Is (not so) good to be...

Existe um programa do canal a cabo E! chamado “Is Good To Be”. Ele conta “como é bom ser” várias celebridades – por causa de sua ascensão monetária. Por exemplo: Demi Moore foi garçonete, Jennifer Lopez era pobre de marré-marré-marré... Mais tarde, porém, elas aumentaram em alguns milhões suas contas. Mas se o trio hoje conhecido como Garotas Que Dizem Ni ficasse famoso a ponto de aparecer no E!, um novo show precisaria ser lançado: “Is Not So Good To Be”. Nosso gráfico financeiro só mingua, impressionante.

Continue lendo "Is (not so) good to be..."

Fla Wonka em 1 de julho de 2004


Hora do lanche, que hora tão feliz!

Quando se é criança e está rolando aula de matemática, nada no mundo parece mais lento que o relógio. O maldito quase anda para trás – de propósito, porque sabe o quando esperamos soar o sinal. Naqueles tempos, não tem período mais aguardado que o recreio (intervalo só existe depois da 5a série, antes é recreio mesmo). Claro, pois é ali que vamos encher a barriga de comida e a cachola com memórias.

Continue lendo "Hora do lanche, que hora tão feliz!"

Fla Wonka em 30 de junho de 2004


O tesouro do 414

Quando a década de 80 chegou aos seus meados, minha família contava com: uma casa térrea de três quartos não-quitada, um carro “da firma”, um Fiat 147, um poodle psicótico, um pai, uma mãe, três filhos. Além dessas modestas poses, contudo, tínhamos em nosso poder algo capaz de arregalar olhos na rua. Meu videocassete foi o primeiro exemplar do tipo a desembarcar do caminhão das Casas Bahia no Jardim Hollywood!

Continue lendo "O tesouro do 414"

Fla Wonka em 29 de junho de 2004


Tem festa no gueto!

Tudo bem: eu não morava exatamente em um gueto. Nasci e cresci em um conjunto habitacional classe-média destes com casas iguaizinhas desde o portão de ferro até o muro chapiscado. Por isso mesmo, vai ver, quase todas as famílias ali tinham o mesmo estilo de ser e viver. Tanto que eventos climáticos ou acontecimentos populares viravam sempre para o mesmo rumo.

Continue lendo "Tem festa no gueto!"

Fla Wonka em 28 de junho de 2004


Onde diabos foram parar?

Às vezes eu perco coisas em casa e não há meios de encontrar as danadas. Parece o mesmo tipo de efeito que assola os talheres da Clarinha e o armário da Vivi – eu queria mesmo uma explicação do Padre Quevedo sobre como esses mistérios acontecem. Mas tem situação pior. Lembro de vários itens que fizeram parte da infância, mas desapareceram da minha casa e de todas as demais como por encanto. Teriam sido tragados pela terra ou confiscados por órgãos do governo?

Continue lendo "Onde diabos foram parar?"

Fla Wonka em 25 de junho de 2004


Atenção: homens trabalhando

A reforma aqui em casa não acaba nunca. Já disse e repito: me sinto como a protagonista de “Um Dia a Casa Cai”, pedido a pasta de dente ou o saco de pão ao mais próximo moço da obra. E são tantos moços da obra! Ao todo, devem ter passado pelo meu “lar, poeirento lar” uns 20 especialistas em piso, elétrica, sinteco, marcenaria. Sabem do que mais? Não há como deixar de adorar a turma.

Continue lendo "Atenção: homens trabalhando"

Fla Wonka em 24 de junho de 2004


Mexa esse traseiro gordo!

Se tem um ditado sob o qual eu aplico feliz minha assinatura, é o bom e velho “cabeça vazia é oficina do diabo”. Todo mundo sabe o que significa: quando a mente não é ocupada com coisas interessantes, há tempo de sobra para o cultivo de minhocas. Ando vendo tanta gente sem nada a fazer, pensando bobagem... Cruzes, dá vontade de sair distribuindo idéias de tarefas! Talvez eles precisem disso mesmo.

Continue lendo "Mexa esse traseiro gordo!"

Fla Wonka em 23 de junho de 2004


Viagem por tabela

Na última vez em que arrisquei checar, minha conta bancária acusava cinco dezenas de lascas. Com contas e mais contas acumulando, já não consigo guardar bufunfa sequer para comprar um pastel na feira – que dirá planejar o que mais amo na vida, viajar. Mesmo assim, a cabeça é capaz de sonhar com destinos maravilhosos e acalmar a sanha de passear pelo mundo. Na tarefa gloriosa, o cinema me ajuda.

Continue lendo "Viagem por tabela"

Fla Wonka em 22 de junho de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold