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Arqueologia ali na esquina Ultimamente, tenho a impressão de que preciso usar chapéu de feltro, roupas e botas resistentes, picareta e lupa para encarar... uma visita ao jornaleiro. Haja espírito aventureiro para encontrar, em meios aos periódicos, algo que valha a pena ler – e que valha, ao mesmo tempo, cerca de R$ 8. Felizmente, ainda há esperança para os exploradores de estantes de banca de jornal. Fla Wonka em 29 de julho de 2004 Dobradinha de risadas Música sertaneja não é, nem de longe, a que eu mais gosto. Muita gente ainda defende aquela do estilo raiz, caipira mesmo, acompanhada de viola e sotaque. Tudo bem, essa até acho engraçadinha – mas daí a botar para rolar no som, não mesmo. Ainda assim, confesso nutrir uma grande curiosidade para com o meio. Já notaram o nome daquelas duplas? É riso pra mais de metro, sô! Continue lendo "Dobradinha de risadas"Fla Wonka em 28 de julho de 2004 Corra do intervalo! Sou portadora da síndrome do zapping. Deu a hora do comercial na televisão, aciono as teclas do controle remoto sem dó nem piedade dos publicitários. Sim, até consigo lembrar boas peças de “reclame”, como diria a minha saudosa vovó. Hoje em dia, porém, é muito mais fácil se aborrecer com o intervalo e ter vontade de jogar uma bigorna na tela ao ver surgir as mais odiosas propagandas. Continue lendo "Corra do intervalo!"Fla Wonka em 27 de julho de 2004 Vocação para saco sem fundo Vocês já tiveram a sensação de adorar loucamente uma comida? Eu e meu estômago temos sempre. Com relação a certos artigos, tenho a ligeira impressão de que, se cobrirem um campo de futebol com estas delícias, eu posso comer tudo. Não é exagero, não. Encham o gramado do Maracanã com elas e venham me testar! Continue lendo "Vocação para saco sem fundo"Fla Wonka em 26 de julho de 2004 Saudades da Júlia Hoje não moro mais na Vila Sem Graça. Meu bairro – também o bairro da doce Vivi, por sinal – é repleto de lojinhas boas e outras porqueiras, casas de empada, padarias gostosas, bares e restaurantes a granel. Mesmo assim, ainda não achei por aqui uma alma-gêmea da Venda da Júlia. Explico o motivo da nostalgia por aquele local escuro, poeirento e, vá lá, com larga possibilidade de ser credenciado pelo Clube do Mickey. Continue lendo "Saudades da Júlia"Fla Wonka em 23 de julho de 2004 Família, á! Dias atrás, tomei a liberdade de comparar meus parentes e entes queridos – que não são necessariamente as mesmas pessoas – com as famílias de desenho animado. Muito mais do que a animação, porém, o cinema é capaz de traduzir costumes e manias dos meus em película. Ah, mas não são só os meus que dão as caras ali, não! Aposto que vocês aí também já reconheceram muitos tios, primos e irmãos na telona. Continue lendo "Família, á!"Fla Wonka em 22 de julho de 2004 Eu, a avestruz Quem me conhece, hoje, não saca de primeira. Muitos não sacam nem de segunda – e a maioria fica sem acreditar mesmo quando conto com todas as letras. Eu sou envergonhada. Tímida, contida, um bicho-do-mato desde criancinha. Isso já me causou muitos problemas de sociabilidade, mas atualmente estou quase curada. Disfarço bastante bem, esse é o segredo e a verdade. Continue lendo "Eu, a avestruz"Fla Wonka em 21 de julho de 2004 Família, ê! Podemos achar os membros das nossas famílias estranhos, malucos, desajustados. Mas só nós podemos dizer isso! Ai de quem fala mal dos meus parentes... É como nas famílias de desenho animado: eles não regulam nada bem e são pra lá de esquisitos. União, porém, não escolhe apenas gente tranqüila e coerente. E digo mais: eu queria fazer parte das linhagens mais piradas da animação. Continue lendo "Família, ê!"Fla Wonka em 20 de julho de 2004 Ultraje de verdade O rock brasileiro, eu acredito, nunca teve uma época tão feliz e produtiva quanto nos anos 80. Foi naquele período que moços e moças de Rio de Janeiro, São Paulo e da jovem Brasília tiraram os carros de seus pais da garagem para enchê-las com instrumentos barulhentos. E de moquifos assim surgiram Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, Titãs e uma série de outros. Estão vendo? Na hora de enumerar as pérolas roqueiras oitentistas, até eu sou injusta! Mas o Ultraje a Rigor foi, com certeza, uma das melhores aparições do Rock Brasil. Continue lendo "Ultraje de verdade"Fla Wonka em 19 de julho de 2004 Ver próximas páginas:
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