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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Corredores de prazer

Quem já conseguiu pensar bobagem sobre o título deste texto, pode desistir. Sou moça envergonhada demais para escrever algo apelativo. De tão avexada, já pensei em adotar as mais discretas profissões. Desde criança, por exemplo, um sonhava em trabalhar num museu. Pode ter sido influência do Indiana Jones no começo, mas até hoje não superei a vontade.

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Fla Wonka em 12 de agosto de 2004


Onde era seu ponto?

Sala de aula, no meu tempo, era um continente muito bem dividido – tanto com relação à geografia física quanto política. Quando o ano letivo começava, escolher um lugar era muito mais complexo do que apenas aboletar o traseiro em uma cadeira recoberta de fórmica verde-água. Tratava-se de seguir toda uma filosofia escolar.

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Fla Wonka em 11 de agosto de 2004


A arte de presentear

O aniversário de 1.000 textos passou e a gente não ganhou presente. Bom, não aqueles presentes concretos, que vêm embaldos em caixa, papel e laçarote. A conquista desse trio aqui foi comemorada, isso sim, junto com os leitores, trocando mensagens lindas sobre sonhos realizados e um futuro brilhante. Porque presente bacana é assim: não precisa vir em embalagem.

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Fla Wonka em 10 de agosto de 2004


Sei lá, mil coisas!

No dia de hoje, nosso adorado site completa um milhar de textos publicados. O mais estranho não é eu, Clara e Vivi termos escrito esse recorde de histórias. Curioso mesmo é tanta gente ter vindo ler! E ainda dizem que internauta não gosta de blocos de palavras em demasia… Há! Acho que provamos o contrário, não é não?

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Fla Wonka em 9 de agosto de 2004


De capeta a alma perdida

Houve um tempo em que a Rainha dos Baixinhos tinha amizades divertidas. Em seu programa, lá nos anos 80, Xuxa não recebia só funkeiros cariocas que o resto do país desconhecia. Ali surgiam tipos como os Inimigos do Rei, Dr. Silvana e até Marquinhos Moura (ou vai dizer que vocês não achavam aquele moço pura diversão?). Havia ainda um outro "amigão", que inclusive substituiu a loira por algumas semanas no comando do show. Ele era Serginho Mallandro.

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Fla Wonka em 6 de agosto de 2004


Acorda, Tio Sam

Eu não sou norte-americana. Não tenho parentes ou amigos norte-americanos. Só estive nos Estados Unidos duas vezes, a passeio, a bem da verdade. Mas acho que isso já me abona para dar um palpite sobre os ianques. Eles estão dormindo, vivendo um sonho profundo, letárgico. Estão como zumbis, e daqueles mais mocorongos. Claro, não são todos eles! Só 50%.

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Fla Wonka em 5 de agosto de 2004


Elas não mereciam...

Tom Jobim foi um mestre em muitas artes. Uma delas era a de homenagear lindamente as mulheres de sua vida. Durante os anos, cantou músicas com o nome de Isabela, Bebel, Ligia, Gabriela e a maravilhosa Luiza. Todas as garotas portadoras desses nomes, imagino, sentiram-se mais do que endeusadas. Já outras moças não tiveram tanta sorte ao ouvir seus nomes proferidos no rádio.

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Fla Wonka em 4 de agosto de 2004


Gargalhadas às 7 em ponto

Eu tento negar, às vezes, para não parecer muito saudosista. Mas, no frigir dos ovos, a verdade é óbvia: a televisão já foi muito melhor do que hoje. Em termos de novelas, por exemplo, não tem chance de comparação - e a diferença é mais notória no horário das sete. Há 20 anos, histórias esdrúxulas enchiam a casa de risada. Hoje, eu nem quero saber o que se passa na tal “Da Cor do Pecado”.

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Fla Wonka em 3 de agosto de 2004


Inimiga cruel? Faz favor...

Neste último sábado, passei o dia na mais santa solidão. Acordei tarde, tomei café, li deitada na rede. Liguei para os amigos, fiquei com fome, fui ao mercado comprar artigos para fazer um bom almoço. Eis que, enquanto preparava o especial do dia, ouço na tv a cantora Kelly Key se referir a uma ameaça terrível. Algo que lhe tira o sono, deixa triste, causa dor de cabeça e consome muito dinheiro em tratamento médico! Pensei: “droga, coitada, tá com câncer??!”. Não, não... A loira falava sobre outra coisa.

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Fla Wonka em 2 de agosto de 2004


Uma ode a Morfeu

Muita gente diz, principalmente os mais velhos, que “deus ajuda quem cedo madruga”. Pois eu devo estar bem mal na fita do senhor... Tenho horror mortal de levantar da cama quentinha antes do sol estar já um tanto alto. Mas esse, sinceramente, não é um traço de personalidade que eu considere defeito. Parece muito mais natural acreditar que as regras do jogo é que estão erradas.

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Fla Wonka em 30 de julho de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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· Vivi Griswold