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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Frescurite de petiz

Criança é uma bênção mesmo. Tão lindinhos e cheios de vida... Não tem pai ou mãe que deixe de levar na carteira uma foto do seu rebento fazendo micagem. Quando eles riem, parece que o sol brilha mais forte e, quando animam a dar um espontâneo beijinho melado ou um abraço com as mãozinhas rechonchudas, todo mundo derrete. E também tem umas crianças chatas, malignas e mimadas cujos pescocinhos nós podíamos torcer em segundos!

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Fla Wonka em 10 de novembro de 2004


Para quem está lá fora

Depois de tantos filmes malucões comparando os senhores a seres escamosos, anões cabeçudos e loiras dissimuladas, eu sei: vai ficar difícil provar que minha raça é certa das idéias. Pior: isso não é nem metade da missa (esqueçam, depois explico essa tal de “missa”). Aqui embaixo, nesta bolota de raro azul, acontece muita aberração. Sei que retratamos vocês aí do espaço como criaturas nervosinhas e usurpadoras, mas acho é que fazemos isso usando NOSSO retrato. Êpa! Mas os terráqueos também sabem ser legais, eu juro!

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Fla Wonka em 9 de novembro de 2004


In our room...

Quando ele entrou no palco, eu pensei: “nunca me imaginei no show de tiozinho bochechudo e grisalho... sem eu ter 80 anos e sem ser ele o neto do Ray Conniff”. Para mim, a lenda californiana ali em cima ainda era um rapaz de cabelo escuro cortado com o auxílio de uma tigela. Não é mais. Ele já não tem grande desenvoltura corporal. Já não toca em pé. Já não sorri muito – apenas rege o coro da platéia como um maestro, mas um maestro ensimesmado. Ainda assim, a performance de Brian Wilson marcou pra sempre a minha vida.

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Fla Wonka em 8 de novembro de 2004


Peritos atacam em turma

Eu vou morrer tranqüila. Seja por um simples pifar de coração ou pelas mãos de um maníaco, sei que todos irão atrás da “causa mortis” para vingar minh’alma! Sim, porque hoje a profissão de investigador criminal com especialização em medicina forense é hit. Um bando de gente, nos Estados Unidos e outras paragens, decidiu trabalhar caçando respostas para explicar batidas de botas. Na TV, eles proliferaram feito porquinhos da Índia – para meu deleite absoluto.

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Fla Wonka em 5 de novembro de 2004


Casos de transplante

Coloque-se nesta posição: você sabe que um livro seu será levado ao cinema por um grande diretor. Homem controverso mas genial, há grande esperança dele fazer a obra brilhar. Daí o cidadão, chato como ele só, passa a te ligar em plena madrugada para perguntar “qual sua definição de deus”. Stephen King teve que amargar a pentelhice de Stanley Kubrick ao ceder “O Iluminado” para as telonas. É verdade, nem sempre escritor e diretor pensam do mesmo jeito (ou dormem no mesmo horário). Vai ver por isso livros bons já deram em filmes chatos – e vice-versa.

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Fla Wonka em 4 de novembro de 2004


O que vem por aí

Prestes a confirmar a retomada da Casa Branca, George Walker Bush deve estar com sorriso de orelha a orelha de abano neste momento. Deve estar sentado na poltrona do Salão Oval com as botinas de caubói apoiadas na mesa. Deve estar de braços cruzados atrás da cabeça imaginando em tudo o que podia ter dado errado – mas que deu certo. Deve estar recebendo centenas de ligações de correligionários. E deve estar matutando, pois é isso que os matutos fazem: o que será dos próximos quatro anos?

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Fla Wonka em 3 de novembro de 2004


De um mundo escolar a outro

Quando se trata de estudo, é muito fácil tomar um teleférico ligando a Áustria com Bangladesh. Claro, é preciso pagar uma fortuna para embarcar no transporte. Mas eu posso dizer que passei das carteiras imaculadas para o caos total e vivi um pouco dos mundos “particular” e “estadual” do ensino.

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Fla Wonka em 29 de outubro de 2004


Três é bom demais

Se o Garotas hoje faz um certo sucesso, ganha 4.500 pageviews/dia, conta 780 malucos cadastrados no Fórum e é freqüentado até por gente famosa (eu juro), isso se deve aos três textos publicados todo santo dia – ou ao menos de segunda a sexta-feira, que ninguém aqui é forjada em ferro. Não somos eu, Clara e Vivi as estrelas, como cansamos de dizer. São as palavras, as lembranças e vocês aí do outro lado, que viram em nós um trio porreta. Sabem? Eu acho a gente porreta também.

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Fla Wonka em 28 de outubro de 2004


A dança das cadeiras

Quando a vida se torna um graaaaande cenário de Malhação, com roteiro e tudo, o jeito é parar, sentar e admirar. Sim, porque mesmo gente de 20 e tantos, 30 anos, é capaz de meter a cara em historinhas a la novela mexicana – ou, muito pior, no supracitado seriado decano. Hoje não há um grupo de amigos meus onde não esteja rolando aquele “X gosta de Y; Y namora com Z mas está a fim de W; W só pensa em pegar a mulherada ou o dia em que finalmente X lhe dará bola”.

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Fla Wonka em 27 de outubro de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
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· Vivi Griswold