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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Menina Superpoderosa

Eu queria ser Jane Austen. Para alguns, o nome pode soar estranho e suscitar perguntas como “Hum, Jane Austen... Era a esposa do Homem de Seis Milhões de Dólares ou a garota do Quarteto Fantástico?”. Nem uma, nem outra. Para dizer a verdade, Jane era uma caipira reclusa, perdida no meio da família grande em uma recôndita propriedade inglesa lá dos idos de “1700 e minha bisavó surfando”. Mas ela tinha o superpoder que eu queria ter.

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Fla Wonka em 25 de novembro de 2004


Entrando numa fria

Apesar de ostentar uma bela fama de cara-de-pau, muitas são as coisas que me embaraçam. Fico vermelha com várias situações – desde tropeçar na rua e sair catando cavaco até ter que pedir desculpa por puxar o marido errado pelo braço no supermercado. Mas eu sei que todos aí já passaram ou passarão por uma das mais constrangedoras. Já precisou dizer a frase “Pai, esse é o Fulano, meu namorado”?

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Fla Wonka em 24 de novembro de 2004


Mensagem pra você. Cadê?

Carência é uma droga. O dia pode estar ensolarado e vibrante, mas às vezes a falta de um afago torna tudo um grande poço cinzento cheio de meleca pegajosa. Nessas horas, bom mesmo é receber atenção de um ente querido, dos companheiros de batalha ou do ser amado. Mas, diacho... parece que, em períodos assim, a caixa postal do e-mail faz questão de dizer “Novas Mensagens: 0”. Que tortura!

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Fla Wonka em 23 de novembro de 2004


A gordota justiceira

Quem nunca se sentiu um pouco fora de forma, um pouco atrapalhado, um pouco inconveniente? Quem nunca saiu com um traste, quem nunca se vestiu de modo cafona, quem nunca bebeu, fumou ou se apaixonou demais? Eu já. E Bridget Jones também, para a redenção de todos os desmazelados do planeta. Ainda bem que a anti-heroína voltou a agir em nossa defesa.

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Fla Wonka em 22 de novembro de 2004


O segredo do código

Curioso pensar que sucesso demais também pode azedar uma bela trajetória, não? Imagino que, ao escrever um livro, todo autor normal queira ver sua obra estampada no topo da lista dos mais vendidos – nem que ela seja tonta feito o quê e se chame “Quem Mexeu no Meu Queijo”. Pois um certo Dan Brown deve estar se perguntando neste momento: “por que pegam tanto no meu pé? É crime vender 10 milhões de volumes?”.

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Fla Wonka em 19 de novembro de 2004


Por que dizem isso?

Houve um tempo de homens estranhos que diziam barbaridades como “estupra, mas não mata” e “bandido bom é bandido morto”. Hoje existem outros homens estranhos que dizem coisas como “enterrar Arafat aqui, não”, mas deixemos os fanáticos de lado. Falemos do povo comum, doidinho por natureza. Esses também sabem ser esquisitos à beça ao se expressar. Querem dizer uma coisa, mas acabam é formando pensamentos descabidos.

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Fla Wonka em 18 de novembro de 2004


Logo ali, no azul

Lá, na beirada da piscina, gira um mundo paralelo. Talvez pelo fato de seus habitantes andarem seminus, tudo funciona sem muitas regras ou imposições. Com o sol quente de verão se aproximando, nada melhor do que largar o corpo nesse recanto criado pelo homem e mantido pelos deuses.

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Fla Wonka em 17 de novembro de 2004


Aborrecida leitura

Ler sempre foi um dos melhores passatempos disponíveis no mercado. Ver televisão é ótimo, papear no computador diverte... Mas quase sempre um livro acompanha melhor do que qualquer coisa a caneca de guaraná e uns pedaços de bolo. Para alguns, porém, isso não era uma verdade durante os anos do colégio. Existiam obras capazes de fazer alguns de nós roerem a quina da parede por genuíno ódio à literatura brasileira.

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Fla Wonka em 16 de novembro de 2004


A divertida arqueologia interna

Fazer exames dá um certo receio. Bom: se o médico se deu ao trabalho de pedir a confirmação por uma sondagem mais eficaz que seu próprio julgamento, é porque boa coisa não há de ser... Mas também não é motivo para ser fatalista. Às vezes, deixar um técnico de laboratório cutucar suas entranhas ou coletar amostras de seus fluídos pode espantar uma suspeita terrível. Eu, por exemplo, ando sendo monitorada mês a mês nos últimos 200 dias. Tudo para ver um adorável borrão chamado Sabrina.

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Fla Wonka em 12 de novembro de 2004


Tradutores muito surdos da pesada

Você comeria uma torta de pavão? É, estou fazendo mesmo essa perguntinha: sentaria à mesa e cortaria um belo pedaço de torta feita com a encantadora ave emplumada? Nem se fosse o carnavalesco Joãozinho Trinta, aposto... Mas tudo bem, nem precisa. O quitute sugerido pelo seriado que estava passando ontem na TV era bem outro. O tradutor é que não entendeu muito bem o que a cozinheira propunha servir aos convidados.

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Fla Wonka em 11 de novembro de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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· Vivi Griswold