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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Atenção: gene letal ativado

Agora que estou virando mamãe – se é que já não virei por completo –, sinto as mudanças. Não aquelas transformações óbvias, tipo ficar com a cinturinha da Vovó Mafalda e fazer drama até para vestir o tênis. Falo das mudanças internas, aquelas que entortaram meu pensamento logo depois que o alerta chamado “Sabrina” começou a se manifestar aqui dentro.

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Fla Wonka em 12 de janeiro de 2005


Que mal há?

Sexta-feira passada bateu aquela vontade grande de ir me juntar à massa. Na fila do cinema, vocês sabem. Afinal, esse é o dia em que todo mundo tem a mesma idéia: aproveitar da pipoca quente, da diversão e do abençoado ar-condicionado central. A intenção era ver um filme calmo, sensível, quiçá artístico – naquele sentido iraniano de ser. Mas só tinha horário para um certo “A Lenda do Tesouro Perdido”. “Mal não vai fazer”, decidi.

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Fla Wonka em 11 de janeiro de 2005


Hoje, só amanhã

O ano de 2005 começa no Garotas com a promessa de mais textos bem-humorados – aquela nossa forma de fazer você ler e se divertir no intervalo da faculdade, na madrugada solitária, no cyber-café ou escondido debaixo da mesa pro chefe não ver. Porque aqui é assim: nós cumprimos a proposta. Dissemos que dia 10 de janeiro estaríamos de volta e aqui estamos! Muito diferente do que se pratica no mercado.

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Fla Wonka em 10 de janeiro de 2005


Fechado – Balanço/2004

Desculpem, mas hoje não tem texto engraçadinho aqui pela hora do almoço – ou na ressaca dele. “Sentimos muito pelo transtorno, mas lembrem-se de que servimos bem para servir sempre. Nossas instalações estão sendo melhoradas para o ano novo. Retornaremos assim que possível com muito mais condições de agradar a você, nosso cliente”. Quais baboseiras mais se diz no recesso para balanço anual?

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Fla Wonka em 17 de dezembro de 2004


Abracadabra

A vida não era fácil para aquele menino em 1888. O pequeno Ehrich, então com quatorze anos, passava o dia nas ruas de Nova York engraxando sapatos para ganhar uns trocados. No fim do trabalho, corria para casa com as moedas conquistadas – e, muito amoroso, fazia questão de entregar o dinheiro à mãe, já que a família Weisz estava em dificuldades financeiras desde que deixara a Hungria, 10 anos antes. Além do bico, Ehrich também matava o tempo participando de competições de natação e corrida. Ah, claro: e fazendo mágica.

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Fla Wonka em 16 de dezembro de 2004


Troca de uma vez, ora

Ser preciosista e gostar de tudo muito bem certinho, assim, nos mínimos detalhes, pode ser uma virtude – mas cansa. Chega uma hora em que bom mesmo é deixar uma lantejoula mal colada no trabalho escolar, largar a barra da calça descosturada e dar de ombros para o bolo torto em um dos hemisférios. Haja saco para fazer tudo sempre correto! Por isso nem me importo quando, no ramo da linguagem, escuto palavras sendo ditas de modo equivocado.

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Fla Wonka em 15 de dezembro de 2004


Ho-ho-ho... é o diabo!

Pois é: tudo nesta vida tem dois lados, um bom e outro ruim. Ontem mesmo comecei a contar sobre as ótimas lembranças que tenho do Natal – mesmo sabendo que uma parte dos humanos atualmente despreza a tal festa. Minha visão natalina tem mesmo aqueles lances tão adoráveis, mas confesso: existe o outro lado dessa moeda. Aquele lado que a gente prefere esquecer, mas relembra distraidamente enquanto entoa os versos de “Bate o Sino”.

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Fla Wonka em 14 de dezembro de 2004


Ho-ho-ho!!!

De uns tempos para cá, tenho ouvido muita gente se declarar avesso às festas de fim de ano. Bom, não propriamente do reveillon, quando muitos viajam, curtem o verão, arrumam namoradinhos temporários, esquecem o chefe e colocam o burro na sombra. Eles odeiam é o Natal. Dizem que traz lembranças ruins ou que é um porre se juntar com a família. Posso ser sincera? Chamem de bocó, mas eu amo o Natal.

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Fla Wonka em 13 de dezembro de 2004


Tu é de Etérnia, que eu sei

Em um dos mais divertidos episódios da falecida série “Seinfeld”, Jerry e George decidem pregar peça em uma moça sentada ao lado deles na lanchonete. Começam a conversar falando com duplo sentido, simulando serem gays. Pois a garota era uma repórter e os dois, avexados, tentam depois explicar que não eram homossexuais – repetindo dezenas de vezes, contudo, que “não há nada de errado com isso, claro”. Bom: não há nada de errado MESMO com isso... e os amigos do He-Man bem podiam assumir logo sua opção.

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Fla Wonka em 10 de dezembro de 2004




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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· Vivi Griswold