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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

BBB-Bebê

Bem, amigos do Garotas que Dizem Ni... Falamos ao vivo de uma residência dominada por um bebê de quase 60 dias. Sim, estou de volta após uma efêmera licença maternidade. Acontece que, no frigir dos ovos, virar mãe é um fenômeno que não se resolve em quatro meses de afastamento mesmo. Vai ser trabalho diário até Sabrina completar 40 anos ou mudar de casa – o que acontecer primeiro. Por isso decidi fazer hoje esta participação especial, num dia muito mais que especial.

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Fla Wonka em 22 de março de 2005


Mas eu volto. Em dobro!

Escuto todo santo dia a mesma ladainha. Mandam que eu aproveite para dormir, porque isso não vai mais acontecer como antes. Dizem para aproveitar o lazer, porque cinema e barzinho, nunca mais. Decretam o fim do sossego, da paz, da independência. Ao que parece, as pessoas acreditam que aqui na minha barriga está vivendo um bebê-demônio-zumbi-dominador-de-almas... Sabrina vai chegar daqui alguns dias e eu sei que muita coisa há de mudar mesmo. Escrever no Garotas pelo próximo mês, por exemplo, está fora de questão. Só que eu volto, tá bom?

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Fla Wonka em 26 de janeiro de 2005


Miudezas do mundo de Amélie

“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um dos meus filmes prediletos. Quase toda resenha sobre ele diz tratar-se de uma obra sobre “garota francesa que um dia descobre um tesouro de criança em seu apartamento e, após encontrar o dono, decide fazer coisas boas por várias pessoas”. Sim, esse é o pano de fundo e a primeira metade do filme. Mas, eu acredito, a intenção ali era outra: falar sobre ridículos e corriqueiros prazeres da vida. E como cada pessoa se torna diferente das outras por causa disso.

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Fla Wonka em 21 de janeiro de 2005


Rock de impacto. Profundo

Não terminei de ler o livro. Para dizer a verdade, mal venci a metade dele. Mas já não me agüento de vontade de contar a todos a sensação que está sendo devorar o tal “Mate-me, Por Favor ”. O subtítulo da obra anuncia “Uma História Sem Censura do Punk”. Interessada que sou no movimento quebra-coco, comprei o poket book dois segundos depois de vê-lo na estante. Como estou lendo só um pouco por dia, já conto dois meses da aquisição. Sessenta dias de queixo caído, sustos e interjeições como “%$^*), não pode ser!”.

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Fla Wonka em 20 de janeiro de 2005


Decoração para dormir bem

Dividir uma casa é complicado até para animais, que dirá para humanos. Na coabitação, sempre há um querendo ouvir Van Halen enquanto outro pretende meditar e um terceiro quer a sala livre para montar o autorama. Por isso foram inventados os quartos! Acho que o dormitório é o último refúgio de uma pessoa. Por isso a decoração, ali, deve ser especial e muito pessoal em todas as fases da vida. Pra mim, foi. E muito.

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Fla Wonka em 19 de janeiro de 2005


Erguei-ei as mã-ãos!

Valha-me Deus! Minha Nossa Senhora! São Judas me proteja! Somos bem canalhões ao apelar para santos e entidades maiores em prol das nossas vontades, não? Até para sarar de uma espinha lá está a raça humana, sempre pronta a cair de joelhos e lançar os membros superiores para o céu. Nos filmes, o pessoal faz igual – mas ao menos é um pouco mais criativo e inventa suas próprias preces.

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Fla Wonka em 18 de janeiro de 2005


Força na peruca

Não é segredo: quem telefona aqui para casa no domingo à noite pode não me encontrar em condições de responder. Estarei, provavelmente, com os olhos colados em um certo “Extreme Makeover” – o programa ianque capaz de transformar e/ou reconstruir humanos dos joanetes ao penteado. É fútil, mas é chocante, daí a impossibilidade em mudar de canal. O paradoxo é: ver cirurgias na televisão é um passatempo divertidíssimo, mas eu não me vejo deitando numa maca daquelas para consertar nariz ou levantar a testa. A única “funilaria” que faço diz respeito à cabeleira.

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Fla Wonka em 17 de janeiro de 2005


O Rei e eu

O sujeito nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo. Começou a cantar, partiu para a cidade grande carioca, fundou um movimento. Desceu as curvas da Estrada de Santos, apanhou uns brotos, conquistou senhoras. Virou o monarca da música brasileira – mesmo sem manto e com um penacho acoplado na orelha. E isso não é nem um décimo do que Roberto Carlos significa para toda uma nação e até para mim. Virei casaca quanto a isso.

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Fla Wonka em 14 de janeiro de 2005


Bangue-bangue à paulistana

Sempre quis copiar Marty McFly e, na terceira aventura da série, para fechar com chave dourada, ir conhecer os tempos do faroeste. Ah, o “far far west”... Era aquela região dos Estados Unidos comandada por homens sujos, mocinhas dissimuladas e xerifes machos. Hoje chama-se Califórnia, se não me engano, e congrega o mesmo tipo de gente – só que agora eles fazem mais lipoaspiração. Mas São Paulo também pode ser considerada um pedacinho do Velho Oeste, se pensarmos bem.

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Fla Wonka em 13 de janeiro de 2005




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold