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Miudezas do mundo de Amélie “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” é um dos meus filmes prediletos. Quase toda resenha sobre ele diz tratar-se de uma obra sobre “garota francesa que um dia descobre um tesouro de criança em seu apartamento e, após encontrar o dono, decide fazer coisas boas por várias pessoas”. Sim, esse é o pano de fundo e a primeira metade do filme. Mas, eu acredito, a intenção ali era outra: falar sobre ridículos e corriqueiros prazeres da vida. E como cada pessoa se torna diferente das outras por causa disso. Continue lendo "Miudezas do mundo de Amélie"Fla Wonka em 29 de setembro de 2005 Tu é de Etérnia, que eu sei Em um dos mais divertidos episódios da falecida série “Seinfeld”, Jerry e George decidem pregar peça em uma moça sentada ao lado deles na lanchonete. Começam a conversar falando com duplo sentido, simulando serem gays. Pois a garota era uma repórter e os dois, avexados, tentam depois explicar que não eram homossexuais – repetindo dezenas de vezes, contudo, que “não há nada de errado com isso, claro”. Bom: não há nada de errado MESMO com isso... e os amigos do He-Man bem podiam assumir logo sua opção. Fla Wonka em 26 de setembro de 2005 Morrer dá um trabalho... Existem pessoas que portam verdadeira alergia à morte. Basta ouvir “quando a gente morrer...” que já saem batendo na pobre mesinha de madeira e se benzendo com “deusolivre”, “sai de mim” ou “vira essa boca pra lá”. Por que, ué? Se há uma coisa certa nessa vida é que, um dia, todos vamos estar comendo capim pela raiz. E pode ir se preparando desde já, companheiro. Pensando bem, morrer implica em uma série de medidas a tomar. Continue lendo "Morrer dá um trabalho..."Fla Wonka em 22 de setembro de 2005 As aparências doem Filme de terror? Daqueles que lançam sangue na tela? Onde zumbis comem cérebros e depois limpam a boca na camisa do fulano? Eu topo, mas preciso ter um braço amigo ao lado para cravar as unhas, minha blusa preta própria para esconder o rosto de medo e um saco de pipoca para atenuar a tensão da arcada dentária. É basicamente o mesmo kit necessário para assistir, pela televisão, uma operação de lifting. Ou qualquer dessas técnicas macabras. Continue lendo "As aparências doem"Fla Wonka em 19 de setembro de 2005 Precisando, eles estão aí Versatilidade. É a característica mais marcante de qualquer ator ou atriz. Saber interpretar vários papéis e incorporar desde velhinhas cegas até dançarinas de ula-ula é uma dádiva capaz de render reconhecimento e fama. Pena os produtores de Hollywood não serem lá muito apegados a esse maravilhoso dom. Versatilidade. Que dono de estúdio liga para ela? Continue lendo "Precisando, eles estão aí"Fla Wonka em 15 de setembro de 2005 Momentos Uma das minhas cenas preferidas do cinema, dentre todas e todas, acontece em “Peixe Grande”. Edward Bloom, grande contador de casos, está relembrando como foi o primeiro encontro com Sandra, o amor da sua vida. Ele estava no circo, ela passou pela cortina e o mundo parou – assim mesmo, parando, com pipocas suspensas no ar, pessoas paralisadas, som estacionado. É um momento e tanto perceber que uma paixão sem fim invadiu seu coração. E o bom da vida é que esses rápidos momentos acontecem quando menos se espera. Continue lendo "Momentos"Fla Wonka em 12 de setembro de 2005 Histórias que rolam no ar Ao adentrar um avião, já tenho muitas certezas: o aparelho não vai cair porque tenho corpo fechado; a comida terá sabor de papelão com molho; meus joelhos ficarão grudados na poltrona à frente; sentará ao meu lado um tipo conversador, desses que mostram fotos do netinho enfiando o dedo no nariz; as aeromoças ficarão correndo de lá para cá e não terão tempo de me ver implorar “moça, pelamordedeus, um copinho d’água...”. As profissionais da aviação não vão com a minha cara. Mas entendo o lado delas. Continue lendo "Histórias que rolam no ar"Fla Wonka em 8 de setembro de 2005 Da porta para dentro Quando abrem-se as cortinas, começa o espetáculo! Basta puxar as duas porções de tecido branco, mimosamente adornando as janelas do quarto, e lá fora vemos todo o mundo funcionando. A idéia, para a maioria que pratica o ato, é vestir uma roupa, apanhar as chaves e sair vivendo. Nem sempre... Às vezes a vida prega peças e é preciso amargar o silencioso, solitário e já famoso “molho”. Continue lendo "Da porta para dentro"Fla Wonka em 5 de setembro de 2005 Romance para sentir Bom seria que a premissa de “A Rosa Púrpura do Cairo” não fosse mera ficção. Bom seria, vez por outra, porque saltar para dentro da telona do cinema e tomar parte na história, dizendo umas verdades para o bandido ou flertando com o interessante mocinho. Bom seria ter a chance de apertar o botão “OFF” na vida real e ligar o “ON” lá no reino da fantasia – ainda mais se for para participar de um belo, marcante e grandioso romance. Continue lendo "Romance para sentir"Fla Wonka em 1 de setembro de 2005 Ver próximas páginas:
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