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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

Zapeadora

Clic. TV ligada. Ah, que bela invenção da Humanidade... Acho que só perde mesmo para o zíper e o pastel de feira. Televisão é quase um oráculo, pode-se encontrar todo e qualquer conhecimento ali. Imagina: explode um carro-bomba no Iraque, nós aqui ficamos sabendo em menos de 10 minutos! Aliás, parece que explodiu mesmo mais um desses lá no Oriente. Será que ainda sobrou gente viva na ex-terra de Saddam? Vixe, morrem de 40 em 40, que desolação. Melhor procurar outro programa.

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Fla Wonka em 8 de junho de 2006


O nome da Copa

Eu sempre acreditei: nome é uma coisa complexa. Pode derrubar alguém ou fazê-lo alçar sucesso – até se for apelido, em vez de nome de verdade. Com a chegada de um novo bebê, há quem compre livros especializados, consulte o significado na internet ou repita o chamamento de pais e avôs. Tudo propenso a problemas... Porque se o garotinho for um jogador de futebol, por exemplo, existe grande chance de qualquer nome virar um motivo de sarro.

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Fla Wonka em 5 de junho de 2006


Argh, que nojo!

Que venham levas de baratas gordas feito pôneis adultos. Que venham os ratos, aqueles seres engraçados e cinzentos com rabinhos que mais parecem fetuccine cozido. Seguirei impassível ao surgimento de minhocas molengas, lagartixas sorrateiras e até aranhas peludas. Nada é capaz de me provocar asco. Exceto uns 10 ou 12 itens que... blérgh, dá nojo só de pensar.

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Fla Wonka em 1 de junho de 2006


Vai uma auto-ajuda aí?

Vida de escritor é a maior delícia. Você passa os dias de chinela e pijama, trabalhando em casa enquanto faz cafuné no cocuruto do seu gato gordo – e olha que a tal residência pode ser uma choupana na floresta, uma mansão frente à praia ou um simples apê gigante em Manhattan. Daí você faz suas pesquisas por alguns meses, atira tudo no computador, vende o original para uma boa editora e enche a burra de dinheiro. Ah, claro: esqueci de dizer que essa é a deliciosa vida de um escritor de auto-ajuda.

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Fla Wonka em 29 de maio de 2006


Uni duni tê

Era o ano de 1991. Acordei cedo, vesti a calça semi baggy (cortada na altura do joelho, para disfarçar a herança oitentista) e apanhei o Trans-Bus 19 com destino ao Paço Municipal de São Bernardo. Feliz feito um pinto no lixo, pressionei os dez dedos naquele papel em branco. Assinei, sorri para a mulher e tive a certeza de que, em cerca de 30 dias, seria uma cidadã de verdade. Dezesseis anos e podendo votar? A vida era mesmo muito bacana! Mas a coisa não seria festiva assim em qualquer das eleições seguintes.

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Fla Wonka em 25 de maio de 2006


Beijo sem língua, morte sem sangue

Bastou alguém ligar a primeira televisão na tomada, já havia outro gravando uma novela para exibição. Desde os anos 60, a diversão maior dos dias de semana à noite passou a ser a vida fictícia de centenas de personagens. O horário das oito, assim chamado nobre, sempre foi saidinho e polêmico. O das sete, descontraído e inverossímil. Já o das seis... Pode manter as crianças na sala e convidar a vovó para ver TV. A novela das seis é toda deles.

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Fla Wonka em 22 de maio de 2006


O custo de uma brincadeira

Semana Especial – Três Anos de Garotas

Transparência. Prezamos isso acima de tudo dentro do Garotas que Dizem Ni. Se o leitor escreve dizendo “ei, esse texto de hoje é uma republicação!”, nós respondemos de modo sincero e aberto: “vá tomar banho na soda, palhaço, já experimentou trabalhar de graça por três anos?”. Não muito doces, mas honestas. A verdade, afinal, é essa. Faz uma trinca de anos que recebemos apenas uns tostões aqui e acolá para elaborar o site. Fechando o ano, a despesa sempre supera o lucro, óbvio. Por que? Ora, em nome da transparência podemos apresentar o livro-caixa.

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Fla Wonka em 4 de maio de 2006


Descartados para (quase) sempre

Semana Especial – Três Anos de Garotas

Benzadeus... Lá se vão três anos de textos, de crônicas, de listas, de enrolações feitas em cima da hora com uma idéia meia-boca. Após 1.700 clicadas no botão “postar”, este site se orgulha de ter passeado por centenas de assuntos. Falamos essencialmente de música, cinema, televisão, livros, das memórias e da rotina. Mas mesmo com uma gama tão poderosa de temas, sempre houve um dia de interrogar “diabos, sobre o que eu escrevo hoje?”. Dizem que, nessas horas, opções estranhas e inapropriadas passaram nas três cabeças que tocam o Garotas que Dizem Ni para frente com amor e dedicação. Negamos.

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Fla Wonka em 1 de maio de 2006




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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· Vivi Griswold