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Eu desejo, eu desejo Desejo sim que você tome uma baita chuva um dia desses. Daquelas tipo catarata, que molha até o espírito. Que encharque os sapatos e escorra pela testa. Assim quem sabe o compromisso chato que estava agendado possa ser cancelado. E você tenha uma grande desculpa para passar o restante da tarde debaixo do edredom, simulando uma constipação e assistindo “Top Secret”. Continue lendo "Eu desejo, eu desejo"Fla Wonka em 4 de setembro de 2006 Eu também sou o cinema Não é que eu goste de continuações, sabe? Para dizer a verdade, quando teimam em lançar coisas como “Lava de Vulcão Fatal – Parte 2” ou “Uma Outra Linda Mulher Muito Mais Linda que a Julia Roberts”, eu quero mais é entrar em greve. Fazer piquete mesmo: fechar minhas portas, desligar meu projetor, aposentar a pipoqueira. Mas então saiu este texto aqui e... Atendendo a pedidos, decidi revelar a face de mais alguns dos meus parentes. Não reparem, a família é grande. E meio excêntrica. Continue lendo "Eu também sou o cinema"Fla Wonka em 31 de agosto de 2006 Eu sou o cinema Não importa de onde eu vim e como nasci. Eu me espalhei pelo mundo mais rápido que boato sobre bomba em banheiro de escola. Encanto milhares de pessoas ao redor do globo e rendo uns trocos para quem consegue bons distribuidores e arremata aquela estátua do homem dourado peladão. Sou o cinema. É possível que você me conheça desde os tempos de “Bambi” dublado na matinê. Mas ainda guardo características peculiares dependendo de onde sou feito. Quer conhecer meus parentes? Continue lendo "Eu sou o cinema"Fla Wonka em 28 de agosto de 2006 Dificuldade? Presente! De pequenos, tudo era uma fábula. Apenas uma professora nos levava ao mundo do “e” de elefante e do “b” de barriga. Uma conta de mais aqui, uma olhadela no mapa do Brasil ali... E ela ainda podia ser chamada de tia, acenando como uma pessoa da família que faria biscoitinhos com leite no fim do período. Pois a gente cresce e as aulas escolares mudam um pouco de figura. Não melhor nem pior – apenas muito diferente. E um pouquinho mais cruel. Continue lendo "Dificuldade? Presente!"Fla Wonka em 24 de agosto de 2006 De pura obrigação Cortar o dedo em uma folha de papel é ruim. Topar com o dedinho menor no pé da mesa de mogno, pior ainda. É péssimo bater a cabeça na quina do armário da cozinha ou levar uma bolada “nos países baixos”. Mas isso são dores passageiras, cortes e hematomas esquecidos em poucas horas. O que pode ser muito mais doloroso do que qualquer acidente é outro tipo de acontecimento. Tem algo mais sofrido do que fazer coisas por obrigação? Continue lendo "De pura obrigação"Fla Wonka em 21 de agosto de 2006 Fundo do fundo musical É gostoso ouvir música. É gostoso ouvir música no carro, mesmo que o congestionamento já tenha tomado a calçada e o sujeito ao lado esteja mostrando o “pai de todos”. É gostoso ouvir música deitada na cama, chorando feito um bezerro desmamado porque o carinha da 7a. B não dá bola. É gostoso ouvir música em festa, em viagem de ônibus, na casa do amigo. Tem gente que, de tanto gostar de ouvir música, quer levar o som para as ruas! E até para dentro de supermercados, elevadores, salas de espera... É a famosa música de fundo. Aquela que a gente mal percebe – mas se torna onipresente. Continue lendo "Fundo do fundo musical"Fla Wonka em 17 de agosto de 2006 Seis formas de amar Ah, é claro: tem aquela coisa de pendurar faixa na rua, mandar caixa de bombons e contratar seresteiros para cantar “Codinome: Beija-Flor” na porta do ser amado. Mas demonstrar afeto não precisa ser, digamos, esse ato descarado, cheio de pirotecnia. Entre amigos, por exemplo, as menores ações é que extenuam os maiores sentimentos. E talvez você aí tenha sido alvo de uma enorme declaração de amor, só ainda não percebeu. Continue lendo "Seis formas de amar"Fla Wonka em 14 de agosto de 2006 O Planeta Cínico Eu estou lá, flanando por entre as prateleiras de uma loja de brinquedos – procurando um presente e conjeturando sobre a dura vida dos Playmobils. De repente, passa por mim uma mãe apressada, levando bolsa enorme em uma mão e criança pequena na outra. Devia ter o quê, o menino, uns seis anos? Então ela diz: “e se a gente levasse o boneco do Caillou. Você adora o Caillou”. O terrorista-mirim, cheio de empáfia, responde que “ai, mãe, me economiza, isso foi quando eu era bebê”. Nem as crianças mais inocentes escapam. O mundo está cada dia mais cínico. Continue lendo "O Planeta Cínico"Fla Wonka em 10 de agosto de 2006 No clube deles Já diria o ditado: em Roma, como os romanos. Bom, eu já fui à capital italiana e me mesclei muito bem à população local. O dito popular só não ajuda muito quando o assunto é se misturar ao sexo oposto. Calma, não estou falando de operações para readequação de órgãos essenciais. Falo da possibilidade de passar um tempo com gente do outro time – no meu caso, entre rapazes – e não ter problemas com isso. Continue lendo "No clube deles"Fla Wonka em 7 de agosto de 2006 Ver próximas páginas:
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