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De 10 em 10 minutos Semana Especial de Textos Curtos Ah, os trailers... Quem não gosta de trailer, bom sujeito não é. Eu conheço até um rapaz que jura: se no cinema existisse uma sessão só de trailers, mostrando ali três minutos de cada filme, ele pagaria para ver. Acho que eu também. Porque, convenhamos, existem filmes que possuem 80% de história legalzinha, 18% de clímax e 2% de uma seqüência realmente ótima. Se juntássemos, sei lá, dez minutos de cada produção dessas, talvez pudesse sair, aí sim, uma sessão de cinema toda fantástica. Continue lendo "De 10 em 10 minutos"Fla Wonka em 31 de maio de 2007 Eô eô... eô eô eô Semana Especial de Textos Curtos Se é bem verdade que muitas vezes as torcidas organizadas passam do limite e promovem um barraco triste e deprimente, também pode-se dizer que elas deixam – quando efetivamente organizadas – um jogo de futebol bonito de se ver. As cores do time pintam a arquibancada e bandeiras e gritos de guerra colocam empolgação até em defunto. Isso para não falar do humor que essa gente tem ao escolher o nome da tal agregação. Em jogo pela TV, eu esqueço fácil da bola para olhar as faixas que as torcidas estendem. É piada pronta! Continue lendo "Eô eô... eô eô eô"Fla Wonka em 28 de maio de 2007 Cinema de gente grande Tudo começou com uma lâmpada. Mas não, não se trata da carreira de sucesso histórico de Thomas Edison. Trata-se de uma pequena empresa que tornou-se grande, imensa, enorme – e lidando apenas com crianças. Seu nome é Pixar. Seu trabalho é oferecer filmes de computação gráfica. Seu diferencial é que esses filmes de computação gráfica não são troços bobos e sonolentos que tentam fazer humanos perfeitos ou explosões de longo alcance. Se bem que o tubarão Bruce ficou descontrolado de fome ao ver Dori e Marlin e relou nas ogivas submarinas, causando estouros em cadeia... Não é que até explosão eles fazem ficar divertida? Continue lendo "Cinema de gente grande"Fla Wonka em 24 de maio de 2007 Sabrinices Ela detesta quando qualquer cabelinho ou pelinho ou coisinha fica presa entre seus dedos. Ela gosta do leite puro, sem aditivos como chocolate. Ela conta histórias de “Era Uma Vez...” dando tom diferente para a voz de cada personagem. Ela reclama com quem fala alto e dá pito se alguém tenta abraçá-la muito. Gosta de ver filmes, adora ir na padaria e simplesmente ama mexer com artigos de costura. Minha pequena Sabrina parece uma senhora de 80 anos presa no corpo de um bebê. E como qualquer dama antiquada, tem um milhão de histórias para contar. Mas como ela enrola as letras, deixe que eu conto. Continue lendo "Sabrinices"Fla Wonka em 21 de maio de 2007 Pense e corra Era uma bela tarde de sol sem calor, aqueles dias típicos de fim de outono que tanto deixam Catânia, capital da ilha da Sicília, em seu esplendor. A cidade estava lotada e rotineira, com os moradores se ocupando de suas vidas e turistas clicando imagens que mais tarde se revelariam tremidas e desfocadas. Eis que surge, no meio da praça do mercado, um bando de malucos carregando peixes do tamanho de bezerros. Corriam com o espadarte no ombro, espalhando água salgada e um pouco de sangue visguento, procurando desesperadamente um específico vendedor de pescados. Parecia flme B de terror – mas eles não queriam mastigar cérebros, e sim trocar o peixão fresco por um envelope listrado. A próxima pista. É nessa base que os participantes do programa “The Amazing Race” conheceram uma parte da Itália. E quem não queria estar nessa corrida que vale um milhão de dólares? Continue lendo "Pense e corra"Fla Wonka em 17 de maio de 2007 Medieval? Eu passo A Idade Média, período compreendido entre os fugidios anos de 476 e 1.473, foi mesmo um assombro. Derrubou alguns impérios, ergueu novos, desmoralizou guerreiros e fez a fama de outros tantos. Rendeu vários filmes também, a danada. Com as imagens cheias de charme divulgadas pelo cinema, muitos passaram a sonhar como seria bacana viver naquele tempo valente e romântico. Arriscam até dizer que, em sendo a Máquina do Tempo uma realidade, correriam direto para a Idade Média, para “ver como era”. Eu não, obrigada. Seria impossível sobreviver em uma época tão precária. Continue lendo "Medieval? Eu passo"Fla Wonka em 14 de maio de 2007 Ô, se o Papa é pop... Não que eu ache bom ficar ressuscitando as idéias de Humberto Gessinger – o líder dos Engenheiros do Hawaii que estava mais para piadista do que para letrista. Mas sou obrigada a dizer que Beto foi feliz ao cantar que o Papa era pop. Não com aqueles versos bisonhos feito “qualquer nota, uma nota preta/ Páginas em branco, fotos coloridas/ Qualquer rota, rotatividade/ Qualquer coisa que se mova é um alvo e ninguém tá salvo”. Mas na parte de dizer que o Sumo Pontífice é como um astro da música, eu concordo. E antes de enviar o memorando sobre excomunhão, veja se não é mesmo. Continue lendo "Ô, se o Papa é pop..."Fla Wonka em 10 de maio de 2007 Caprichosos do Brasil Eu penso nisso toda vez que tropeço no buraco da calçada. Penso nisso quando vejo um emaranhado de fios correndo os postes, quando noto o ônibus soltando fumaça negra, quando acho uma ponta de cigarro no jardim do prédio. Penso nisso quando noto um muro precisando ser caiado, penso nisso quando vejo uma revista mal diagramada, penso nisso quando fico sabendo do juiz que vendeu sua honra. E nunca acho resposta. Por que, afinal, temos tanta falta de capricho, hein? Continue lendo "Caprichosos do Brasil"Fla Wonka em 7 de maio de 2007 Ver próximas páginas:
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