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Paris sempre alucina Se a vida fosse justa, todo mundo nasceria, seria colocado em um berço fofinho, ganharia beijinhos e depois um vale-Paris. Sim, um tíquete dando validade para ir à capital francesa em qualquer ponto da vida, por uma semana, com hotel, transporte e crepes inclusos. Mas a vida não é justa – e há quem passe muitos e muitos anos, às vezes décadas, sem conhecer esse lugar. Há quem morra sem ir (pausa para, toc, toc, toc, bater na madeira e isolar bem). Só que Paris é mais que um destino de férias. Paris é imprescindível. Fla Wonka em 9 de agosto de 2007 Três novas canções Às vezes a gente cresce apegado em um tipo de música e pra largar é uma dureza. Imagino se os molequinhos do Tirol conseguem ouvir heavy metal e se os nascidos e crescidos nas Bahamas podem curtir todo um CD de polca. Para mim, posso dizer que é quase um esforço largar as bandas de 40 anos atrás, o rock clássico que tanto escutei desde cedo. Mas o esforço anda valendo cada vez mais a pena. Continue lendo "Três novas canções"Fla Wonka em 6 de agosto de 2007 Mentiras que os chefes contam É fácil localizar essa figura. É aquele homem ou aquela mulher que chegam ao escritório pisando duro como se houvessem cabeças de bebês foca sob seus sapatos brilhantes. É aquela turma que está sempre com uma roupa melhor que a de todos os plebeus, pois acredita que o hábito faz o monge sim e que casual day é coisa de vagabundo. O chefe pode fazer almoço de negócios por três horas. O chefe pode gritar com fornecedores ao telefone. O chefe pode chamar o estagiário de Zé Mané e depois pedir que ele vá lhe buscar um cappuccino na lanchonete. O chefe tem uma baita pose, mas ele é um mentiroso de marca. Continue lendo "Mentiras que os chefes contam"Fla Wonka em 2 de agosto de 2007 Get a life Outro dia me convidaram para ir a uma festa. Mas era uma festa no Second Life, então eu recusei. Continue lendo "Get a life"Fla Wonka em 30 de julho de 2007 Cada um com seus bichos Dian Fossey foi uma zoóloga norte-americana muito dedicada e observadora. De tão dedicada e observadora – e aficionada por primatas, especialmente gorilas – ela se mudou de mala e cuia para as montanhas de Ruanda a fim de estudar os bichos mais de perto. De tão perto que chegou, passou não apenas a olhar e anotar tópicos no caderninho, mas a interagir com macacões bem maiores que ela. Dian tomou tanto apego pelos gorilas que quase virou um deles na selva. E quem vai dizer que não se pode amar um gorila como a si mesmo? Continue lendo "Cada um com seus bichos"Fla Wonka em 26 de julho de 2007 Indícios Quem disse que não se aprende nada assistindo aos seriados da TV? Ver “C.S.I.” por mais de cinco anos, por sinal, habilita qualquer telemaníaco a ser um bom perito criminal. Tudo bem, nem tanto. Mas habilita a sacar o que está se sucedendo ao observar apenas indícios, pequenas pistas veladas que contam tudo, tudinho. Continue lendo "Indícios"Fla Wonka em 23 de julho de 2007 A vida é filme Existe uma canção sensacional interpretada pelo Cordel do Fogo Encantado, letra de um senhor Lirinha, que se chama “O Amor é Filme”. Alguns devem lembrar dela como sendo o fundo musical dos créditos finais de “Lisbela e o Prisioneiro”. E talvez se recordem que, nela, o moço diz que “o amor é filme/ eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama/ Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica/ Dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga/ É drama, aventura, mentira, comédia romântica”. Mesmo quem não é dado a uma canção tão gingada há de concordar: não só o amor, mas a vida é filme mesmo. Ou deveria ser. Continue lendo "A vida é filme"Fla Wonka em 19 de julho de 2007 O recheio do meu Pan Mal começou aquela abertura dos Jogos Panamericanos, desatei num chorinho cafona e infindável. Não sei se foi a massa vibrando, se foi o belo Rio de Janeiro, se foram as cores, as fantasias ou a Elza Soares cantando o hino roucamente. Só sei que eu caio em todas as que o esporte apronta. Sou eu, ou essa coisa de congregar atletas é mesmo emocionante? Continue lendo "O recheio do meu Pan"Fla Wonka em 16 de julho de 2007 Todos os atores do presidente A gente sabe que não é fácil ser o Comandante em Chefe de toda a área dos Estados Unidos. Cuidar daquele mundaréo de terra, de 200 milhões de pessoas, da vida dos demais países do mundo – e ainda ser o cara que precisa decidir a que horas acionar o botão e mandar meio Oriente pelos ares. Nada fácil. Nem mesmo no cinema. Coisa mais complexa é achar alguém que encare o papel de “U.S. President” com todas as adversidades que ele tem. Continue lendo "Todos os atores do presidente"Fla Wonka em 12 de julho de 2007 Ver próximas páginas:
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