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Pílulas de papo-furado Putz, as girafas não são mesmo sensacionais? Lindas de morrer e tão peculiares. Elas dormem só cinco minutos por dia. Para beber água nos lagos e rios, vão afastando as pernas dianteiras feito crianças de escola aprendendo cambalhota, até que a boca alcança o leito. Suas manchas as fazem únicas, como se fossem uma “impressão digital”. E, apesar do pescoço compridão, seu número de vértebras é o mesmo que o do ser humano! Putz, são demais, as girafas. Continue lendo "Pílulas de papo-furado"Fla Wonka em 15 de novembro de 2007 E como falam Tem gente que fala baixinho e quase não se escuta. Tem gente que fala alto, como se estivesse usando walkman imaginário o tempo todo. Tem gente que observa muito, mas fala muito pouco. E tem gente que sente cosquinha de felicidade na garganta ao falar da vida alheia – e se você não fala “basta!”, eles seguem falando indiscrições até o sol raiar. Continue lendo "E como falam"Fla Wonka em 12 de novembro de 2007 Quem são essas garotas? Antigamente, quando eu queria dizer que certa coisa era ruim, absurda, estúpida, que me emburrecia loucamente, falava que meus neurônios estavam morrendo ou algo assim. Agora ficou bem mais fácil. Quando preciso dizer que estou ficando limítrofe, basta especificar: “ah, eu assisti a muitos capítulos de ‘Girls of the Playboy Mansion’”. Continue lendo "Quem são essas garotas?"Fla Wonka em 8 de novembro de 2007 Sobre a chuva, que é legal É tão corriqueiro que se tornou normal. Então dizer que vai fazer sol, um enorme de um sol, é dizer “o tempo vai ficar bom”. Tempo bom = sol. Tempo ruim, por conseqüência = chuva. Até parece... Pois vá lá perguntar ao sertanejo se ele acha que chover é algo assim, ruim. Acha que o homem abre a janela de manhã, vê de novo aquele ovo frito lá no céu, suas cabritas sedentas, e acha que isso lá é tempo bom? Continue lendo "Sobre a chuva, que é legal"Fla Wonka em 5 de novembro de 2007 Eu também quis me tornar Confissão: vez por outra, eu compro um livro pela capa. Pela capa, pelo título ou pelo desconto da livraria. São motivos fúteis para adquirir algo tão precioso quanto um livro – mas fútil mesmo, acho, seria não comprar por causa disso tudo. O fato é que, naquela tarde chuvarenta, rodando pelos corredores acarpetados, vi um pequeno volume acenando para mim com o nome de “Como Me Tornei Estúpido”. Ué, estava lá uma receita que eu queria aprender. Continue lendo "Eu também quis me tornar"Fla Wonka em 1 de novembro de 2007 Cada um com seu nenê Começo a achar que as pessoas dividem-se em apenas três grandes categorias. 1) As que gostam muito de crianças. 2) As que toleram crianças. 3) As que consideram crianças pequenos vermes tagarelas que deveriam virar estátua de anjinho em monumento ou um belo gizado. Continue lendo "Cada um com seu nenê"Fla Wonka em 29 de outubro de 2007 Clic É curioso pensar que a fotografia não tem um inventor. Dizem que o grego Aristóteles fez experiências com uma câmara escura e que, no século 16, alquimistas e físicos testaram a exposição da luz, o conceito de lentes e a impressão em cloreto de prata. Daguerre aperfeiçoou tudo isso em cerca de 1838, e o inglês William Talbot providenciou um processo de fazer cópias. Por fim, a Kodak resolveu brincar a sério e deu no que deu – com cada ser humano vivente podendo apertar um botãozinho e registrar desde a primeira baba do filho até um desastre nuclear. A fotografia talvez seja uma das mais maravilhosas invenções da Humanidade. Simplesmente porque estende nossa visão até onde nosso corpo jamais alcançaria. Continue lendo "Clic"Fla Wonka em 25 de outubro de 2007 Daqui para a balada Ei, tá a fim de sair hoje? Vamos lá, damos um rolê de carro, daí a gente escolhe uma boa balada e entra! Olha, mas eu não estou falando de restaurante, com essas coisas de jantar e vinho e café cheiroso no final, viu? Nem cinema. Não, pizza em casa também não, credo, que coisa de velho! Tem que ser balada. E balada forte, daquelas com música moderna no talo, milhares de pessoas dividindo a pista e água vendida a 8 reais. Sem gelo. Continue lendo "Daqui para a balada"Fla Wonka em 22 de outubro de 2007 O inferno são os outros Costuma-se dizer que a maior esperteza do Diabo foi convencer as pessoas de que ele não existia. Bom, pode ter pegado muita gente, mas não a todos. Há quem se pele genuinamente de medo do capeta. Tem até quem evite repetir as palavras Belzebu, Satanás ou Lúcifer – sejam eles o mesmo cara ou apenas vários nomes do mesmo senhor avermelhado. Preferem usar apelidos: coxo, manco, tinhoso e até canhoto (se bem que nunca ficou muito bem explicado porque essa correlação ruim com quem usa a mão esquerda para escrever). Eu acho que exageram com o repúdio ao sujeito. Pegaram o Diabo para Cristo. Continue lendo "O inferno são os outros"Fla Wonka em 18 de outubro de 2007 Ver próximas páginas:
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