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Ás do volante, camarada dos Playmobils e viciada em sorvete.

A graça da coragem

Sempre admirei a muitos tipos de pessoas. As que são tão inteligentes a ponto de redefinir a física ou a matemática. As que têm talentos como bordar tapetes ou pintar afrescos. As que falam três idiomas fluentemente. As que já visitaram lugares como o Camboja e a Antártida. As que nunca, nunca gritam ou se destemperam. E também, e muito, aquelas que apanham um microfone e se expressam sem vergonha e com a maior competência. Mas sabe que nem estou falando dos cantores?

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Fla Wonka em 17 de dezembro de 2007


Dessas coisas que a gente não confessa...

Às vezes, no Messenger, eu me meto em um status de “offline” sem estar. É que, em alguns momentos, eu quero navegar sem janelas pipocando aqui e acolá, uai. E daí alguém há de perguntar “então por que não desliga logo a coisa, bobalhona?”. É que eu gosto de saber quando chega e-mail fresquinho!

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Fla Wonka em 13 de dezembro de 2007


Cinco maneiras do relógio te ferrar

Ele fica ali ao lado, posicionado no criado-mudo na forma de um singelo rádio-relógio. Mas é um diabo encarnado, pronto para badernar o seu dia a partir da hora que o sol nasceu – porque todo mundo sabe que atrasar de manhã, atrasa o dia inteiro.

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Fla Wonka em 10 de dezembro de 2007


The End. Or not.

Acompanho preocupada as notícias sobre a greve dos roteiristas de TV e cinema dos Estados Unidos. Muito preocupada. Faz um mês que cerca de dez mil membros do sindicato paralisaram atividades em um piquete sem precedentes históricos. E vejam, não é como se parasse a fábrica da Volks em São Bernardo ou os trens da CPTM em São Paulo. São o cinema e a TV parados! Céus, isso pode atrasar a produção de “Indiana Jones IV”! E a seqüência de “O Código Da Vinci”! Mas isso seria uma boa coisa. Ou não? Sei lá. Com séries e filmes sem final, é de se esperar um cenário apocalíptico...

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Fla Wonka em 6 de dezembro de 2007


Mate o entrevistado

Se eu fosse produtora de um programa de entrevistas na televisão, já teria assassinado uma boa meia dúzia de convidados. E nem estou falando do Tom Cruise, que subiu no sofá da Oprah, saltitou e deu gritinhos – porque isso foi surto, mas alavancou audiência. Falo daqueles entrevistados que, por mais que a TV já tenha completado 57 anos, ainda não entenderam o procedimento de aparecer nela.

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Fla Wonka em 3 de dezembro de 2007


Pancada

Esta carcaça que vos fala, no momento, conta oito hematomas de vários tamanhos distribuídos igualmente por braços e pernas. Normal, caso fosse eu uma exploradora de cavernas, guia de rafting ou uma punk rocker. Mas que nada, é tudo conseqüência da falta de jeito mesmo. Foi como naquele dia em que estava penteando e secando a cabeleira molhada. Numa jogada fabulosa para frente, a fim de desembaraçar a parte de baixo da juba, a testa encontrou a trave da cama. Acho que perdi os sentidos por uns vinte segundos.

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Fla Wonka em 29 de novembro de 2007


Tá estressado?

Um dia, muito tempo atrás, me vi presa por duas horas e quinze minutos em um congestionamento. Todos os CDs ouvidos, todas as placas de outros carros conferidas, todos os postes contados, comecei a chorar convulsivamente. E bater levemente a testa no volante. E imaginar se daria certo abandonar o veículo ali na pista, ir para casa a pé e buscá-lo no dia seguinte. Senti, naquela hora, que eu estava com o mal do nosso século: estresse.

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Fla Wonka em 26 de novembro de 2007


Por um Natal (de fato) feliz

O jornal da noite se especializou em falar de tráfico, corrupção, seqüestros, assassinatos, tortura, invasões, brigas de gangue, cachorros loucos, gente safada, jovens de classe média alta que mereciam 40 anos de trabalhos forçados no xilindró. É tanta história sofrida que não se pode mais jantar assistindo noticiário – correndo perigo de enjoar na metade da salada de palmito. Seria possível, com mais um ano chegando ao fim, que se desse algum alento ao espectador? Reportagem positiva não baixa a audiência, eu não acredito nisso. E, aproveitando, tenho uma ótima notícia para contar. Dizem que você pode ser o Papai Noel, ó que coisa!

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Fla Wonka em 22 de novembro de 2007


Da China para você

Minha comida chinesa predileta é carne com moyashi. Não, não: é frango xadrez. Hum, mas empata com frango ao curry. E eu poderia matar meia dúzia para conseguir mais uma porção de rolinhos primavera. Sim, tudo o que é item do cardápio de entrega chinês (chinês fajuto à brasileira, claro, que eu não encaro gafanhoto “flito”) me dá água na boca. Menos o biscoito da sorte. Não pelo sabor, mas pela arrogância.

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Fla Wonka em 19 de novembro de 2007




No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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