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Fechada por motivo de saúde São mais de 17:40 da tarde e cá estou, de chinelos e meia, cabelo desgrenhado e um enorme bigode de suco de mamão. Porque tamanha decadência? Simples: estou doente. Uma dor-de-garganta de responsa me atormenta desde domingo à noite. E eu, que achava legal ficar doente... Acho que mudei de idéia. Podia ser legal ficar dodói quando a gente era pequena, e a mamãe cuidava de tudo – dos mimos à sopinha. Eu podia passar a tarde assistindo a desenhos. Se eu quisesse chocolate, um conjunto novo de canetinhas ou o livro mais recente do Ziraldo, era só ligar para o papai. Agora, não parece haver muita gente disposta a ficar me mimando até sarar. O namorido tem de trabalhar e, subtraído da população dessa casa, resta apenas eu. E fico aqui, me arrastando do sofá para a cama, da cama para o sofá, do sofá para o fogão. Isso porque preciso fazer canjão, daqueles de envelope, o que tem me mantido viva nessas últimas 48 horas – é só o que consigo engolir. E quando a gente não consegue comer nada, seja por conta de qualquer doença, começa a dar uma fome avassaladora: num minuto, minha boca enche d’água ao pensar em harumakis, aqueles pasteizinhos chineses. Noutro, sonho com um enorme filé grelhado e salada de alface com croutons. E uma pizza de massa bem fininha e com a mussarela borbulhando em cima, então? Ai, Jesus. Disposição para ao menos fazer uma deliciosa e nutritiva sopa de capeleti? Nem. Disposição para responder os e-mails, espiar e participar do Fórum, tocar as divertidas matérias freelance que peguei? Pfff. Para falar a verdade, caros, tive de reunir muita coragem para me sentar aqui e escrever minha contribuição de hoje. Tagarela convicta que sou, mal estou podendo falar. Até atender o telefone e tecer uma sempre animada conversa com as comparsas está difícil. Ok, eu ainda achava que seria legal ficar doente. Eu senti que a garganta estava pegando; achei por bem traçar um milk shake domingo à noite e deu no que deu. O problema é que estar de molho pode ser bacana só no primeiro dia. Mas 24 horas é o limite para se alimentar só de batata e canjão e tomar mamão batido no liquidificador (daí o bigode). Ainda por cima, quando estou doente, eu tenho a incômoda impressão de que nunca vou sarar; de que sempre estive assim e sempre vou permanecer assim. É a mesma sensação que alimento quando chove por dois ou três dias seguidos: me parece que o céu sempre foi cinza e sempre haverá de ser. Mas tudo bem. Vou esperar sarar, continuar tomando o remedinho e ligar para o namorido trazer alguma comida de consistência molenga que não seja canjão (nem batatas). Aproveitarei a pausa forçada para repor energias – talvez seja mesmo uma chamada do meu pobre corpinho para diminuir um pouquim o ritmo. E, assim que estiver livre dessa inflamação, vou correr numa churrascaria. Ou no restaurante chinês. Ou na pizzaria. Enfim.
A day in the life Um único dia pode mudar o mundo. Pode mudar uma vida! Você acorda cedo com a intenção de ir para o trabalho, toma o ônibus e, ao lado, pode estar sentado o amor da sua vida. Ou você sai de carro pretendendo ir à faculdade e, no farol, alguém dá um folheto sobre cursos no exterior, reascendendo aquela chama e te fazendo ir viver em outro país pra sempre. Tudo pode mudar em um dia. No cinema, mais ainda. Sempre tive vontade de rodar um curta-metragem passado em um dia. Roteiros assim são muito mais difíceis de fazer do que aqueles cheios de tramas, idas e vindas. Contar uma história de 24 horas é mais complicado do que parece, imagino. Pensem: rodar em dois meses um filme que leva um diazinho para passar? Haja continuísmo! Barato também não deve ser. É verdade, há economia de figurino... Em vez de vestir 10 mil camaradas como Orcs, basta apanhar meia dúzia de vestidos no guarda-roupa – e os atores que se contentem em usar o mesmo traje por semanas a fio. Em compensação, é preciso trabalhar muito no script, porque tudo precisa acontecer sem enrolação. Quando esses cinco filmes começaram, parecia ser quase um dia comum... Mas que nada! “Um Dia de Fúria” “Festim Diabólico” “Curtindo a Vida Adoidado” “Nove Rainhas” “Corra, Lola, Corra”
Dia pra que te quero, Lola!
Eu queria ser Nunca sonhei, quando pequena, ser jornalista. E olha que eu sonhava bastante durante aqueles doiros anos. Se forçar um pouquinho a memória, sei que serei capaz de me lembrar de tudo que eu já quis ser. E de como vim parar nessa profissão. A primeira profissão que eu quis adotar foi a de arqueóloga. Culpa dos filmes do Indiana Jones, pioneiros a rodar naquele videocassete tosco que tinha em casa no meio dos 80. Depois, tanta brincadeira de escolinha na rua me levaram à conclusão óbvia: seguir a carreira do Magistério. Olha que prossegui bastante nessa hipótese: formei-me no colegial técnico e dei aulas por uns dois anos. Às vezes sinto saudades. Da primeira vez que pensei em ser professora até a matrícula na turma magisterial, outras opções rolaram. Quis ser astronauta ou astrônoma. Quis ser escritora. Quis ser caixa de supermercado. Ok, essa última possibilidade nunca me passou pela cabeça. Mas as outras, sim. Eu ficava fazendo desenhos que me retratavam em casa uma dessas profissões. Legal, né? Com o fim da adolescência, tive de escolher o que fazer da vida. E o que fazer da vida envolve muita coisa. Um plano de sustento, inclusive. Acho uma crueldade fazer gente com 17 anos tomar uma decisão dessas. Não fui forçada nem nada: assinalei Jornalismo nas inscrições para o vestibular porque achei que seria uma boa escolha para as gentes que gostam de escrever, como eu. Me enganei, embora o resultado nem tenha sido tão desastroso assim. Mas nem sempre pensei em profissões de “nível superior”, dessas que a gente tem de passar quatro anos pagando para poder brincar também. Dentre as profissões low profile que já sonhei exercer está, por exemplo, a de vendedora de banca de jornal. O motivo salta aos olhos: eu poderia ler TODAS as publicações de graça. Eu amo bancas de jornal. Sou capaz de passar horas dentro daquelas enormes, que têm até DVDs à venda. Logo, passar o dia todo numa delas só podia ser bom negócio! Balconista de livraria também já passou pela minha cabeça – pelo mesmo motivo. Na verdade, quando eu era menor, queria que a profissão do meu pai fosse “dono de livraria” ou “dono de banca de jornal”. Mas ele era “gerente de RH” (até hoje não sei explicar exatamente o que ele fazia). Acho que eu também me viraria bem atendendo no balcão de uma bomboniere. Nos indefiníveis anos da pré-adolescência, juntava todo meu dinheirinho – recebido à guisa de mesada e às custas do exercício da gerência de RH por meu pai – para ter fim em duas caixas registradoras: a da loja de doces e a da banca de jornal. Talvez por isso vivesse sonhando em ter acesso às pequenas maravilhas vendidas em ambos os lugares sem gastar – pelo contrário, recebendo por isso. Por fim, minha mais sonhada profissão low profile já foi exercida por alguém que se deu bem, muito bem. Eu sempre acalentei o sonho de virar balconista de locadora. A razão é quase a mesma dos outros empregos: acesso gratuito a quilos e quilos de filmes, sem um tostão em troca. Seria paga para passar o dia assistindo a vídeos! E, eventualmente, indicar uns títulos para os clientes. Parece ótimo – como parecia a Quentin Tarantino. Mas ficar atrás do balcão da locadora não foi o suficiente para ele: o rapaz, de tanto ver filmes, virou um poço de referências pop e resolveu fazer parte dos créditos. Filmou “Cães de Aluguel”, “Pulp Fiction”, “Jackie Brown” e, agora, “Kill Bill”. Viu? Mesmo as profissões menos valorizadas podem render bons frutos. Agora com licença, que vou ali na avenida ver se a locadora está precisando de gente.
![]() Da prateleira ao posto de cineasta cultuado... Nada mal, hã? Ela não se encontra, pode estar adiantando o assunto? Vamos estar relembrando as férias de Vivi, última mocinha deste trio a estar saindo de folga por uma semana. A ruiva vai estar descansando até sexta-feira (dia 3/9); depois do feriado de 7 de Setembro, logo no dia 8, este trio vai estar voltando com força total. E sem problemas de abuso do gerúndio, vou estar prometendo...
Somos todos bagagem? Souberam que eu estive de férias? Ganhei habeas corpus do Garotas por uma semana e me mandei feito um raio para curtir recesso mental! Com os dias em aberto, saquei daquele livrinho verde cedido pela Polícia Federal, arrumei uma mala de tamanho médio, paguei os olhos da cara e me mandei mundo afora. De avião. Por conta do último item, sou capaz de sentir dor ainda agora, se me mover muito rápido... O pau-de-arara alado não tem o mesmo charme de antes. Sou fã confessa de Alberto Santos-Dumont, brasileiro e Pai da Aviação. Para mim, aquele homem pequerrucho, criativo e atormentado não poderia ter feito melhor uso de sua vida (tá bem... podia não ter se enforcado com a gravata, que esse não foi um grand finale, mas cada um com seus fantasmas). Inventor do avião SIM – os Irmãos Wright que me perdoem, mas preciso de provas para acreditar em vôos inaugurais –, ele deu asas ao povo. Se hoje podemos chegar a outro continente em algumas horas, e não em meses de navio, devemos isso ao Alberto e a todos os inventores que pensaram em ganhar os céus. Aposto, porém, que nenhum desses gênios agüentaria o modelo atual de viagem aérea padrão. A não ser que tivessem recebido muita bufunfa por seus inventos e pudessem adquirir jato particular, eles passariam os mesmos maus-bocados que eu ao me alojar nas poltronas da Varig. Conforto? Sossego? Dignidade? Só seu eu fosse uma anã surda e com poderes paranormais. Na ida, pedi à gentil mocinha do balcão um lugar mais na frente – onde não tem tanto barulho e o espaço da saída de emergência é suficiente para humanos com duas pernas. Curioso... muita gente teve a mesma idéia. Com o mesmo 14L que eu, estavam outras duas pessoas. Devido à lotação do vôo e à cara de “posso-chorar-a-qualquer-momento” que sei fazer, fui convidada a me mudar para uma certa Classe Executiva. Conhecem? Eu não conhecia não. Foi só na ida, mas serviu muito bem para comparar com o drama da volta. De princípio, a área parece estar no mesmo avião que o campo de concentração chamado Classe Econômica. Mas que nada. Ali, as poltronas têm o dobro do tamanho e acomodam até um organismo de 1,73 m como o meu. Quando o banco reclina, eu nem sinto o joelho do cidadão de trás na minha nuca, ó que coisa! Também dá para levantar sem meter a cachola no bagageiro e circular pelo corredor sem andar de lado, feito caranguejo. E os comissários de bordo, então? Educados, sorridentes, amáveis. Os da “turma do fundão” mais parecem cães da SS, a polícia nazista. Você pede um copo d’água a um desses e pode virar estátua por anos devido ao olhar petrificante. Na Executiva, pede-se água e ganha-se copo em segundos! Geladinho! Com canudo e guardanapo! Isso é que é vida... E é só o começo dela. No jantar, tem cardápio para escolher os acepipes pretendidos – com entrada, prato principal e sobremesa. Nem em casa tenho tanta fartura, vixe. Depois o moço mostra onde é sua tv particular, alojada no braço da cadeirona, e é possível assistir ao filme que quiser, independente do que escolhem os demais passageiros abonados. Tudo produção recente, nada de “Tubarão 12” ou “Um Verão do Barulho Muito Louco da Pesada”. E pensar que o pessoal da econômica recebe aquela lavagem para jantar... O pão é duro, a manteiga é mole. A comida, seja carne, frango, peixe ou massa, tem gosto de corrimão e consistência de pneu velho. Pode-se beber vinho, é verdade, e tentar esquecer que não há espaço para os dois pés tocarem o chão ao mesmo tempo. Mas com um copinho único da bebida e a grosseria da moça que oferece o trago, é mais fácil render só dor de cabeça. A rigor, a diferença entre viajar na Classe Econômica e na Executiva não está no espaço nanico, na ração safada e no tratamento subumano da primeira em relação à segunda. Está nos US$ 1.500 a mais que a segunda cobra em relação à primeira. Em miúdos? Quem tem dinheiro sobrando, vive literalmente no céu; quem não tem, passa algumas horas testando os limites do corpo, tentando achar um meio de sair dali inteiro. Para amenizar o chilique coletivo, a companhia aérea usa pitadas de bom humor. Para começo, eles fazem filmes sobre a segurança a bordo, ensinando brincadeiras divertidíssimas como usar máscaras de ar engraçadas, inflar coletes salva-vidas, apanhar assentos flutuantes e, quiçá, deslizar por um escorregador gigante e amarelo que nos tirará da aeronave em caso de pouso na água! Também mostram exercícios para melhorar o conforto ao viajar. Pena que é tudo besteira... Isso é só para evitar dizer “se tivermos problemas, o avião vai se tornar uma grande bola de fogo e morreremos todos” ou “o espaço aqui é tão miúdo que podemos ter trombose em questão de horas”. A realidade é chata, não? Podiam ao menos disponibilizar o tal escorregador de borracha no desembarque – assim levaríamos menos de 40 minutos para o processo e nem teríamos os pés esmagados por senhoras com malas de mão do tamanho de uma caixa d’água predial. Quando eu era pequenina, meu pai viajava muito pelo país todo. Na volta, trazia a malinha da refeição com geléias, sucos e talheres – e eu ficava imaginando como seria maravilhoso viver a experiência de cruzar as nuvens a bordo daquele passarinho metálico tão grande e vistoso. Crescer tem coisas ruins... Passados todos esses anos, já não me sinto como um pássaro ou Santos-Dumont dentro do avião, mas como a minha mala de tamanho médio.
Ele se enforcou porque seu invento foi usado na guerra... Isso porque nem chegou a ver o que servem no jantar da Varig hoje!
Meninos, eu vi Imagina um momento sensual entre você e outrem. Tudo rolando às mil maravilhas, gostoso, divertido e tal. Daí, seu parceiro (ou parceira) olha para você, assim do nada, e fala em voz gutural, curta-e-grossamente: “vira”. Você correria? Pois então. O Frota faz isso. E muito mais, no sensacional filme pornô estrelado por ele. O curioso a respeito desse, e da maioria dos filmes do gênero, é que eles não têm nome. Já notaram? Dou um doce para quem souber assim, na lata, o título da fita que leva a marca do fortão. Para mim, chamava “Filme Pornô do Frota”. Isso até o namorido ter a idéia genial de alugar o DVD na locadora aqui do bairro (a balconista deve estar pensando até hoje que somos um casal daqueles bem serelepes). Foi só então que descobri que o dito-cujo chama-se “Obsessão”. Mas ainda não tinha idéia do quanto eu ia me divertir assistindo. Sempre achei filme pornô muito engraçado. Não sei porque deixam nesses canais nas TVs de motel. Se sintonizo, desato a rir – desviando do propósito de, bem, vocês sabem, uma noite no motel. As histórias são surreais (ou vocês conhecem alguém que abre a porta para o entregador de pizza e, minutos depois, abre outra coisa para o moço?); as atuações, ímpares (por que todo ator do tipo faz seu dever com cara de tédio, mascando chiclé, enquanto a mocinha se esgüela?); a trilha sonora, impecável (parece a seqüência de programações que vinham no teclado casiotone). Mas voltando ao filme do Frota (aka “Obsessão”). A estrutura é a seguinte: ele aparece falando com a câmera, contando historinhas de suas aventuras sexuais. A cada epopéia narrada, entra a encenação do ato. Salvo engano, são cinco mocinhas distribuídas em quatro episódios. A grande fantasia masculina da dose-dupla, por assim dizer, fica para o fim. As cenas da farofa propriamente dita não são lá grande coisa – e nem poderiam ser. Frotinha é um amador – e acho que era essa mesma a intenção; parecer algo de natural. Chega a ser meio nojento, porque ele baba. Juro. E o pior é que a maior parte do filme é ocupada pelo vai-e-vem do pitbull. Uma pena, porque bacana mesmo são os entrecortes do moçoilo falando para a TV. Da porção rala-e-rola, duas cenas antológicas: no meio do dever com a primeira vítima, Frota olha para a câmera e tasca “Breve, num cinema perto de você”. Desculpa, gente. Se isso acontece comigo, das duas uma: paro tudo e choro de rir ou paro tudo e fujo, achando que o cara é um pervertido que está com uma câmera escondida e vai jogar tudo na internet. Cruzes. Outro grande momento: Frota e outra parceira estão lá, na festinha, perto de uma mesinha. Sobre a mesinha, um punhado de enfeites e castiçais. Eis que o bad boy joga, numa braçada, todos os bibelôs para o chão. Você pensa: “bom, acho que ele vai deitar a menina sobre a mesa”, e fica esperando. E nada! Eles continuam no chão! A braçada foi completamente gratuita! Já a “contação de histórias” por parte de Frota é de chorar de rir. Ele mesmo está com vontade de gargalhar. A certa altura, o moço faz uma pausa forçada para esperar o telefone tocar; atende, diz que é engano e, para dar liga no episódio seguinte, saca da seguinte frase: “Por falar em engano, vou contar para vocês a história de um engano gostoso” ou algo que o valha. Aí, entra em cena a menina que ligou para ele por engano, mas caiu na lábia – e na cama – do garotão. Ai, Jesus. Na esperança de que outras caiam nessa, Frota faz um singelo convite para as meninas que porventura assistiram sua produção. Ao final do filme, convida as mulheres a participar das seqüências que vêm por aí, orientando a parcela feminina do público a entrar em contato com a Brasileirinhas, produtora da pérola. Mas nem se eu quisesse; nessa hora, já estava rindo tanto que mal pude ouvir as indicações do garotão. Não vou entrar em contato, mas esperarei ansiosamente por “Obsessão 2 – A Missão”. Uma sugestão: no próximo, o tempo maior deve ser do Frota falando com a câmera. Espero que, ao contrário do usual, a seqüência seja ainda melhor – entenda-se: mais engraçada – que o original. ![]() Vai pôr uma calça, menino! Cadê a ruiva que estava aqui? Como todos sabem, Vivi começa seu descanso merecido a partir de segunda. Não estranhem ao acessar este sítio semana que vem e só encontrar por aqui uma morena e uma loira. É a vez da pequena sereia de descansar. Ela vai ficar de molho até sexta que vem; a partir de 8 de setembro, o trio está de volta por completo. Vocês esperam? Digam que sim? Clara McFly às 07:23 PMDe pernas pro ar Tem coisa melhor que férias? Todo mundo em uníssono agora: não! Nada como alguns dias de folga cuja ordem é não fazer nada – ou fazer tudo o que der na cabeça. O bom de férias é exatamente isso: mesmo quando é mal-aproveitado, mesmo quando você passa o tempo nhanholando na frente da televisão, o período vale a pena. Infelizmente para os adultos, as férias mudam. Ou, na pior das hipóteses, nem existem. Quantos de nós tivemos de implorar ao chefe por uma mísera semaninha longe do escritório? Ou suar a camisa para adiantar trabalho, tudo em nome de uma emenda de feriado? Sem contar a longa espera de um ano por míseros 20 dias – isso quando não são dois anos, três, quatro... Já reparou que o tempo passa muito mais rápido com responsabilidades nas costas? Então concluímos que, como em tantas outras coisas, férias eram melhores quando a gente era criança. E não é uma questão apenas de saudosismo gratuito: é matemática pura! Na escola, tínhamos as férias de julho, que começavam no finzinho de junho e iam até o comecinho de agosto. Para quem era bom aluno e não pegava aulas de reforço, a farra de verão começava lá pelo meio de novembro e só terminava em fevereiro. Faça as contas por aí, porque se eu parar para pensar, choro. Da primeira série do ensino fundamental à terceira série do ensino médio, temos mais ou menos 11 anos passados na escola. Onze anos sendo mal-acostumados a longos períodos de diversão pura. Na faculdade, a conta perde alguns dias, mas ainda temos férias generosas. Saindo de lá... Chega a hora de cair na real: o mundo é cruel com os adultos. De cigarras boêmias, passamos a formigas trabalhadoras. Aliás, não sei quem foi o mané que botou preguiça entre os sete pecados capitais – aposto que era chefe. Quisera eu voltar no tempo e ter de novo pelo menos um dia das férias que tinha quando criança. Eu saberia aproveitar todas as 24 horas! Acompanhe: 1) Acordaria às 11h da manhã, horário que deveria ser universal para seres-humanos saírem da cama. 2) Pegaria minha tigela de farinha láctea e comeria tudo com muita calma enquanto assisto à tevê. 3) Após a refeição calórica (sou criança, quem se importa?), pensaria se deveria tirar o pijama ou continuar nhanholando. 4) Meia hora depois, tomaria minha decisão: colocar uma roupa qualquer e ir brincar na rua. 5) Depois do almoço, tiraria uma soneca (comer e brincar são atividades muito cansativas). 6) De volta à rua, passaria na padoca para comprar alguns picolés. 7) Em seguida, encararia um difícil dilema: será que eu ando de bicicleta ou de patins? 8) Cansaria de pensar e resolveria alugar 10 fitas de vídeo – entre comédia, aventura e terror. 9) Em casa, pegaria um livro para ler (por diversão). Melhor ainda: um Almanacão de Férias da Turma da Mônica! 10) Depois de tomar banho, retomaria a montagem do quebra-cabeças de mil peças; ou montaria algo em Lego até a hora de dormir. Parece bom, não?
Tá certo, será apenas uma semana (olha aí minha teoria!). Mas ainda assim, vai valer. A partir de hoje é a minha vez de tirar uma folga. Na segunda, Flá volta e Clarinha continua. E, a partir de 08 de setembro, estaremos as três batendo ponto aqui. É duro ter milhares de chefes aí do outro lado, viu! Vivi Griswold às 11:39 AM
Psycho killer, qu'est-ce que c'est? Para o Capital Inicial, um sintoma indiscutível de psicopatia seria atirar na TV quando o Francisco Cuoco aparece. Bem, o cinema discorda. Para o mundo da telona, um psicopata precisa fazer mais, melhor e, acima de tudo, mais sangrento que isso. Quando adentro a sala de cinema e deixo chorados e absurdos 14 mangos lá fora, quero que meu dinheiro tenha sido bem empregado. Para tanto, até me disponho a colaborar com o filme: passo medo, assusto, rio, choro e bato palmas na cena do beijo – para vexame completo do namorido, que quer se enfiar dentro do balde de pipoca nessa hora. Mas já que gastei, minha filosofia é curtir. Por isso – e porque sou boba também – costumo cair nos truques mais baixos do cinema. Em especial, do gênero filme-de-maluquete-assassino. Dou uma faca para entrar e um machado para não sair das tais sessões, seja no sofá de casa ou na sala de projeção – embora fosse ainda capaz de pagar uma serra-elétrica para não topar com uma dessas figuras aí debaixo. 7. Jason Voorhees 6. Freddy Krueger 5. Michael Myers 4. Norman Bates 3. Hannibal Lecter 2. Jack Torrance 1. Paul Kersey ![]() Quando aparece o Charles Bronson, adeus televisão!
E depois... Cantigas de roda sempre me deprimiram. Não tanto pelo conteúdo das letras – que, cá entre nós, nem parecem ter sido feitas ao inocente público infantil –, mas pelos finais abruptos. Talvez, originalmente, cada uma das musiquinhas contava com um desfecho próprio que acabou se perdendo no tempo. Ou, vai ver, elas eram assim mesmo – sem encerramento, muito menos feliz. Atirei o Pau no Gato, por exemplo. Nem preciso dizer que sou uma militante ferrenha da extinção dessa canção tão abominável para o universo das crianças. Porém, tudo seria diferente se soubéssemos o que aconteceu com o espírito de porco que tentou maltratar o bichano, com a bocó da dona Chica e com o animalzinho assustado. Digamos que o Zé Mané, depois de ouvir Ivete Sangalo dando trela para a crueldade contra gatos no horário nobre da Rede Globo, quis atirar um pedaço de pau no felino vira-lata. Após errar a primeira tentativa, ele tentou tomar distância para o lance e... acabou caindo no barranco. Teve as duas pernas quebradas e jurou nunca mais repetir o ato. Dona Chica, que não fez nada para ajudar, continuou com sua vidinha de olhar passivamente as pessoas na rua e morreu solteira e intocada. Já o gato foi adotado por uma família carinhosa e hoje se esbalda com comida e afagos. Gostou da idéia? Pois aí vão outros finais alternativos às cantigas de roda! A Barata Dona Aranha O Cravo e a Rosa Indiozinhos Se essa rua fosse minha Boi da cara preta ![]() Esse já não pega mais ninguém
Como assim, pessoal? Daqui a quatro dias, termina a sensacional Olimpíada de Atenas. Vamos nos ver livres do Datena e do Galvão – pelo menos no que diz respeito às transmissões olímpicas – e do povo da imprensa que fica cobrando os atletas feito o Mutley, repetindo obsessiva e infinitamente “medalha, medalha, medalha!”. Acompanhei o quanto pude desses jogos – e nisso percebi que não entendo lhufas dalgumas questões relativas aos esportes apresentados por lá. Preciso confessar que caio no espírito olímpico. A abertura pode ser chata para dedéu, mas eu sempre me emociono. Os valores fundamentados ali, da união entre todos os povos do mundo, são esquecidos assim que a cerimônia de encerramento toma lugar, mas adoro ver aquela profusão de gentes e cores. Ainda assim, tenho muitas dúvidas sobre certas modalidades. Será que sou só eu? 1. Fossa olímpica 2. Vôlei de praia 3. Vela 4. Ginástica artística 5. Marcha atlética 6. Nado sincronizado 7. Modalidades bizarras 8. Salto triplo 9. Judô 10. Maratona ![]() Ó no que dá correr 42 quilômetros! Mensagens na garrafa Em histórias românticas, são comuns trechos em que se coloca um papel escrito dentro de um recipiente de vidro lacrado para atirá-lo ao mar – e para uma outra pessoa recebê-lo do outro lado do oceano. A teoria é mesmo bonita. Mas e a prática, como fica? Primeiro, o sortudo de encontrar a garrafa precisa conhecer a língua em que a carta foi escrita. Segundo, o texto deve ser bem mundano para o destinatário ligar alhos com bugalhos. De tempos em tempos, ao abrir a caixa-postal do Garotas, me sinto como uma dessas pessoas que recebem tais mistérios engarrafados. Entre as dezenas de comentários, elogios, críticas e confidências que aportam diariamente para nós, uma ou outra mensagem acaba estampando um grande ponto de interrogação em nossas faces. São e-mails que vêm não sei de onde, de pessoas que nunca nos escreveram e que acabam sem mais nem menos. Mesmo eu, um poço sem fundo de assuntos dos mais diversos, acabo ficando em dúvida sobre o que dizer para a pessoa. Normalmente, as respostas começam com "oi, você tem certeza de que essa pergunta é para a gente mesmo?". Bem, explicar não adianta nada. Vamos aos fatos – ou melhor, a algumas dessas mensagens que cruzam nosso caminho nos mares bravios da Internet. Como faço para ouvir música e ver vídeos no programa que baixei (lime wire)? Já revirei a página e não consigo executar. Tem como me ajudar? Essa recebeu a resposta que expliquei um pouco mais acima. Pensei, pensei mais um pouco, pensei de novo, e não consegui encontrar uma ligação entre a dúvida e os nossos textos. Como nunca disponibilizamos música ou vídeo por aqui, acho mesmo que foi boi na linha. Vai ver que é a versão geek do famoso "Tem um carro verde abacate aí na sua rua?". Sou muito fã do Aaron Carter, faria de tudo para conhecê-lo. Me mandem notícias dele. Podem fazer várias perguntas sobre ele que eu respondo. A fã do moçoilo foi muito carinhosa e prestativa ao nos avisar de que, sempre que precisarmos de informações sobre o cantor, podemos pedir auxílio para ela. Ainda não aconteceu. Mas quem sabe, né? Não devemos negar a possibilidade de falta de inspiração para escrever no Garotas. E daí o Aaron Carter pode ser uma carta na manga. Ou não. Lembro de ter lido em algum lugar que o símbolo do "Charmed" remetia na realidade aos druidas... As senhoritas poderiam me informar o nome desse símbolo e/ou onde conseguir mais informações? Ok, essa eu entendi – mas não antes de alguns minutos pensando "hein?". Escrevi um texto dizendo que o seriado das três bruxas fajutas não só estragou a música sagrada dos Smiths, "How Soon Is Now", como havia maculado um símbolo celta – primo-irmão daquele exibido em minha recém-adquirida tatuagem. O rapaz teve todo o direito de pedir maiores explicações. E eu dei. Eu queria saber como eu me registro no seu site. Tem que pagar alguma coisa? Como funciona? Outra que me surpreendeu. O que ela quis dizer com registro? A única coisa que se assemelha a isso é o Fórum de Leitores. Ainda assim, não dá direito a nada além de trombar com mais uns malucos por lá. A parte do pagamento foi a melhor. Tadinhas dessas três moçoilas que há mais de um ano trabalham pra caramba e nunca viram a cor nem de uma moeda! Esse povo tem cada idéia... Coió de mola é aquele palhacinho que fica em uma caixa fechada. Quando você abre, ele pula como se estivesse dando risada. É isso aí! Até eu atinar o fato de que a questão estava em um texto da Clara, demorou. Mas antes que você me chame de lerda, imagine receber a explicação acima sem um "oi" sequer, ou sem uma apresentação do tipo "eu li a pergunta no artigo tal e sei a resposta". Nada. Mas aproveito para agradecer ao leitor – pois eu também sempre ouvi a expressão de minha avó e nunca soube o significado. Então, oi, né? Esqueci de pedir pra responder rápido, bem rápido. Tchau! Primeiro, a garota mandou um e-mail seco perguntando o que significava Ni. Dois segundos mais tarde, enviou esse simpático adendo. Eu disse que a resposta à pergunta estava no FAQ e que gostaria que ela entendesse que nossa caixa-postal tem 150 e-mails esperando resposta (e tem mesmo) e que não daria para ser rápida. Melindrou – e me chamou de grossa. Olá, gostaria de saber se você tem o tema de abertura de "Touched by an Angel", pois busco há muito tempo pela Internet e não encontro. Outra pergunta suscitada por um texto de Luz Clarita – e outro e-mail que me custou alguns segundos para que a ficha caísse. Como duvideodó que a loira possui o tema de abertura do seriado – e, mesmo que tivesse, ela não confessaria nem sob tortura – dei ao leitor a dica para entrar em algum programa de compartilhamento de músicas. Ele não respondeu de volta. O que é bilboquê? Estou fazendo um trabalho sobre esse negócio e não sei o que é! Preciso saber como é e como se joga! Por favor me responda esse e-mail o mais rápido possível! Fico imaginando o motivo que leva uma pessoa a fazer um trabalho sobre algo que não conhece – principalmente se esse algo for um bilboquê! Tentei explicar ao menino que trata-se de um brinquedo antigo, com um pauzinho e uma bola presos por um fio. O objetivo é fazer o buraco da bola encaixar-se no pauzinho. Ô, que difícil! Melhor mesmo é ver. Então, para você aí do e-mail... ![]() Tchanam!
Não se mexa! Assim como Vivi, eu nunca quebrei um só ossinho do corpo. Tampouco levei pontos – a não ser que contem aqueles de extração de dente. Aí, levei quatro; um para cada pobre canino que me foi extirpado. O ortodontista dizia que eu tinha muito dente para pouca boca e mandou os quatro para as cucuias. Assim, me tornei uma pessoa com 28 dentes – de maneira que vocês podem confiar em mim se tomarmos como verdade a canção dos Titãs que dizia “não confie em ninguém com 32 dentes”. Enfim. Para mim, sempre foi uma grande frustração não ter portado uma vezinha sequer um belo molde branquelo e cheio de espaço para assinaturas dos amigos. Quando a gente é pequeno, tem mesmo uma porção de idéias estúpidas – como querer quebrar o braço, usar óculos e aparelho (eu enfiava arames nos dentes para fingir que usava). Os dois últimos itens acabei tendo de “instalar”: meu sorriso foi metalizado dos 11 aos 18 anos e continuo precisada de lentes (de vidro ou contato) se quiser levantar da cama pela manhã e não bater contra o guarda-roupa, por exemplo. Mas continuo virgem do gesso. Se bem que, depois de acompanhar meu irmão no hospital – e ele foi apenas tirar uma simples tala, espécie de prima pobre do gesso – acho que mudei de idéia. O garoto ficou com aquilo no pé por míseros três dias – e vocês não imaginam o estrago que fez. Ainda por cima, João teve a moral de, ao contrário das recomendações médicas, coçar-se com uma régua. E um pedaço do inofensivo instrumento escolar quebrou lá dentro. Foi uma coisa linda de se ver... Outro grande problema para mim seria andar de muletas. Com a parca silhueta de 42 quilos desde os 17 anos, me acostumei demais à exata medida. Dessa maneira, qualquer adendo nos meus contornos me faz causar tremendos desastres: se saio com uma blusa mais grossa nos dias frios, sou capaz de trombar em várias coisas devido aos centímetros extras não computados pelo meu cérebro. Além do mais, depois de ler com atenção o cartaz de recomendações pregado à parede do hospital, percebi que poderia sofrer da síndrome dos sintomas adiantados. É assim: sempre que tenho de tomar um remédio, leio toda a bula. Ao chegar nas reações adversas, começo a senti-las todas – mesmo que o comprimido ainda esteja na minha mão. Então, se eu engessar, vou começar a achar que não estou sentindo mais os dedinhos do pé ou coisa parecida. É. Parece que as assinaturas dos amigos não compensariam a mão-de-obra que deve ser ficar engessado. Claro que, se um dia eu me deparar com esse pequeno inconveniente, mudo de idéia e começo a ver o lado bom da coisa, como ser paparicada e... er, bem, deixar meus amigos rabiscarem o gesso. Os ossos podem fraquejar, mas a Pollyana que vive em mim é mesmo forte.
Nhanholando O verbo "nhanholar" não consta dos dicionários – mas com certeza consta de sua infância. Nhanhola é aquele momento de um soninho bom sem vontade de dormir, misturado com preguiça e manha. Quando eu saía do banho, colocava o pijama limpo e ia para o sofá assistir televisão antes da janta... Ah! Eis o horário de ouro do qual sinto falta. Normalmente, nós não estávamos sozinhos no ato. Cada criança costumava ter um companheiro de nhanhola. O meu era o polegar direito, que eu sugava e sugava até ele ficar com o aspecto de uma ameixa seca. Chupei o dedo desde que nasci e continuei com o hábito até uns bons 10 anos de idade. Como era relaxante e viciante. Tanto que minha arcada dentária não me deixa mentir. Meus irmãos também tiveram vícios na hora de nhanholar. Beto não largava a sua pupu (chupeta no linguajar tati-bitati). Ela era azul e cheirava a cangote de velho. Mesmo assim, o pequeno ruivo morria de amores pelo objeto e os dois eram inseparáveis. A pupu podia cair na terra: ele ia atrás e enfiava-a na boca sem pestanejar. Já Ana me acompanhou na chupação de dedo. Porém, ao invés de utilizar o polegar como todas as crianças normais, ela gostava mesmo dos dedos indicador e médio. Vai entender o que se passa na cabecinha de um bebê, certo? Aparentemente, a dupla era anatômica e o gosto parecia ser bom – uma vez que Ana fez uso dela até criar um pequeno calo em cada dedinho rechonchudo. Outras crianças costumam buscar objetos diversos para a hora da nhanhola. Travesseiros são sempre os campeões. Ou naninhas, como eu costumava chamar. Elas eram almofadas bem baixas e também contavam com um cheiro não muito agradável (uma mistura de suor, lágrimas, baba, leite e queijo polenghi). Também costumavam ser sujismundas, já que uma verdadeira naninha não poderia jamais ser lavada, para o desespero das mães. Lavá-las era dar adeus à graça. E olá ao berreiro. Bichos de pelúcia eram como sapatos novos: precisavam ser amaciados. Ursos para nhanholar não deveriam ter aparência nova e limpa. Ser encardido e puído era a regra básica para qualquer companheiro daquela hora. Porque todos os bichos possuem o mesmo cheiro quando saem da loja – são os donos os responsáveis por imprimir um aroma próprio durante o uso. Meu primo tinha um Petutinho chamado de, claro, Encardido. Quanto mais acabado, mais ele gostava. Quando o brinquedo perdeu os olhos foi a glória. No final de sua vida, Encardido já não mais lembrava um animal de qualquer espécie – após tantos anos de nhanhola braba, ele foi redimido a um pedaço de pelúcia gasta, áspera e desbotada. Um outro primo, por sua vez, era gamado em uma galinha de pano. Bem, não na galinha... Mas na etiqueta da galinha. Sim, ele era viciado naqueles retângulos que a maioria de nós retira ao usar uma roupa. Tanto que minha tia costurou um monte delas em uma fralda para ele... nhanholar. Com uma mão, ele chupava o dedo. Com outra, ficava passando a etiqueta pra lá e pra cá no nariz. Por horas a fio. Falando em fralda, não podemos esquecer do querido paninho. Poderia ser também um cobertor. Bastava seguir o manual da nanhola: 1) ter cheiro único, 2) ser sujinho e 3) ser aconchegante. O item dois, aqui, ganhava destaque, uma vez que o bebê andava de um lado para o outro da casa arrastando o paninho por pisos, assoalhos, gramados e o que mais aparecesse na frente. Alguma passagem deste texto lhe soou familiar? Então é porque você também já nhanholou um dia. ![]() O embaixador da nanhola
De frases e campanhas Um problema em morar na simpática São Bernardo do Campo, a ex-Detroit brasileira, é não ter horário político disponível na TV. Não que o horário eleitoral fosse ajudar a escolher o candidato, já que os programas mostram sempre a mesma patuscada: candidato com brilho no olhar, dizendo quanto bem já fez ou ainda fará para o povo da cidade. Eventualmente, aparece uma criancinha sendo beijada ou um tiozinho fazendo sinal de positivo na frente duma obra qualquer. Mas pelo menos eu poderia me divertir um bocado com a criatividade dos nanicos locais, que apelam para toda sorte de artifícios a fim de chamar a atenção, já que sua verba de campanha – e sua exposição – são mínimas. Por enquanto, vou me divertindo com as propagandas eleitorais da cidade de São Paulo. Os slogans, em especial, estão sensacionais este ano. Temos Marta, “uma mulher de coragem”. Tenho de dizer que concordo: precisa mesmo ter colhão para pegar uma prefeitura dilapidada por oito anos de Maluf e Pitta. Mais coragem ainda para meter um punhado de taxas aos cidadãos. E, especialmente, carece de ter coragem para sentar na mesma cadeira que Paulo Maluf, o homem, a lenda, já sentou um dia. Paulo Pereira da Silva, por sua vez, usa o codinome “Paulinho da Força”. Sindical, é claro. Senão, a referida alcunha podia servir como uma luva tanto para um atleta da luta livre como para um eletricista. O slogan do rapaz é demais: “Emprego é tudo”. Não sei se sou só eu, mas acho essa frase meio gay. Imagino uma expansiva drag queen dizendo “Emprego é tudo, mona!”. Só faltou o vocativo final... José Serra – que aos meus olhos guarda uma incômoda semelhança física com o senhor Burns, dono da usina nuclear e de metade de Springfield no impagável “Os Simpsons” – resolveu sacar do “Serra é do bem”. Vai ver não sou só eu que noto essa cara meio esquisita dele, daí a adoção de uma frase para reforçar que ele não é o senhor Burns. Excelente! Ainda não vi o slogan da Luiza Erundina. Mas se usarmos a mesma lógica do Serra, ela não vai precisar de nada tão assertivo quanto seu colega tucano. Afinal, Erunda é a cara daquela doce tiazinha da Casa do Pão de Queijo. Talvez um pouco mais brava. Mesmo assim, é bem melhor parecer com uma logomarca boazinha que com um velho decrépito e malvado. Tampouco consegui captar se a doutora Havanir conta com uma frase de efeito. Ela grita demais e fala de menos; fica difícil prestar atenção. E não sei porque, mas o Enéas divide todos os outdoors e folhetos em que a serelepe aparece estampada. Isso lá é vantagem? Claro que o melhor de todos, como não poderia deixar de ser, é o nosso querido (mas nem tanto) Paulo Maluf. A criatura me vem com o slogan “O bom prefeito está de volta”. Onde, que eu não estou vendo? Ah! O bom prefeito é ele mesmo? Então, a frase devia ser “O bom prefeito está voltando. Corra”. ![]() Não olhe agora, mas ele está bem atrás de você A boa Clara está voltando... ... mas, por favor, não corram! O descanso foi curto, mas gostoso. E aqui está essa humilde loira de volta à publicação diária de sandices. Entro eu, sai Flá: agora é a vez da morena esvaziar a cachola por uma semana. Confira as datas das férias aí debaixo. Flá: de 23 a 27 de agosto A partir do 8 de setembro, estaremos as três de volta. Sinfonia dos infernos Nada como a chuva batendo de leve na vidraça para embalar o sono. Nada como uma música dos Beatles para começar o dia. Nada como a voz de quem se ama lhe dizendo coisas bonitas para ficar feliz. Todos esses são barulhinhos bons que nos fazem bem. Mas, como tudo nessa vida, na audição também tem espaço para o lado ruim. Infelizmente existem sons que entram no ouvido e não causam uma sensação de alegria. Ou a gente anda de walkman o dia todo, ou invariavelmente barulhos desagradáveis tomarão conta da mente. Você já perdeu tempo pensando nos piores sons que podem existir? Eu já. E aí vai a minha lista! 1) Alarme de carro 2) Plantão da Globo 3) Moto acelerando 4) Narradores esportivos 5) Reforma no vizinho 6) Motorzinho do dentista 7) Internet discada 8) Sandy cantando a música do “Titanic” 9) Despertador 10) Voz do Faustão ![]() Ô loco, meu!
Esta semana será a vez da Flávia descansar um pouco em suas mini-férias. Mas não se preocupe: enquanto a morena inventa novas atividades, eu e Clara assumimos o comando deste navio. Xiii... Espero que ele não afunde. Acompanhe as datas: Flá: de 23 a 27 de agosto A partir de 08 de setembro, voltamos as três para o leme. Vivi Griswold às 11:49 AM
Eles não são daqui Como você identificaria alguém que não mora no mesmo Estado que o seu? O melhor modo de descobrir talvez seja pelo sotaque, porque, afinal de contas, nós todos somos muito parecidos. Identificar alguém de um outro país é menos complicado. Gringo tem cara de gringo – e às vezes sabemos disso sem que ele diga nada. Mesmo assim, com toda essa pose, ainda são iguais a nós, com olhos, orelhas e narizes em seus perfeitos lugares. Em outras palavras, são terráqueos. Mas quem já viu um ET pra dizer se é fácil ou não identificá-los? Quem garante que, mesmo que eles fossem tão diferentes, não conseguiriam se disfarçar entre nós? Em “Homens de Preto”, por exemplo, Michael Jackson só parecia um terráqueo. Em “A Experiência”, o visitante se passava por uma linda loira de olhos verdes. Por enquanto, tirando o ETzinho NEB (aquele brinquedo pegajoso, no qual as crianças podiam arrancar os órgãos imersos em gosma) e o vídeo sem-vergonha da autópsia sendo feita em um extraterrestre capturado no Novo México, tenho a impressão que só a tv e o cinema podem nos mostrar como seriam os aliens de fato. O problema é a diferença de opinião. Em um filme eles são bonzinhos, em outro são perversos, depois viram serem engraçados, feios, ou até bonitinhos... Vale tudo. E aposto uma viagem ao espaço ter acertado em pelo menos um desses chutes. Doutor Spock Alien A Bolha Assassina E.T. Superman
Marcas do destino Esse título ficou mais para novela do SBT com Patrícia de Sabrit no papel de sofredora principal, não? Mas é muito propício ao assunto que eu quero discutir hoje: cicatrizes. Aqueles sinais chatos que temos de suportar para sempre – mas que, por outro lado, nos fazem lembrar de tempos passados. Cada uma delas é uma marca indelével do que já passamos nessa vida. Ando pensando muito nessa história de sinais pelo corpo, ainda mais na véspera de... encarar minha primeira tatuagem! Sim, será amanhã. Estou com frio na barriga, porém 100% certa de que tomei uma decisão consciente e que vem sendo pensada há mais de um ano. Nunca faria algo do gênero por impulso, exatamente pelo medo daquilo não sair mais. A tal palavra, permanente, assunta muito. Mas eu não pedi para ter todas as minhas cicatrizes, certo? Nem escolhi o melhor momento e o melhor local para elas se instalarem em mim. E, ainda por cima, elas me acompanharão no resto dos meus dias. Pelo menos, tatuagem é feita a partir da vontade da pessoa e, se for planejada com cuidado, certamente significará algo mais profundo do que um simples desenhinho que não sai com sabão. O irônico é que eu gosto das cicatrizes. Apesar de terem sido feitas em momentos dolorosos, cada uma delas guarda uma história divertida por trás. Quer ver? Marca de arranhão, no braço direito Em casa cheia de gatos, é difícil não sofrer uma arranhada de tempos em tempos. Não que eles façam de propósito, até porque eu nunca conheci bichanos mais calmos e carinhosos do que os meus pimpolhos. Tem dias, porém, que aquela unha está mais afiada do que espinho de roseira, e aí já viu... Qualquer brincadeira pode suscitar uma marquinha aqui e acolá. Todas saíram, menos uma. E culpada é Alice, minha gata número seis. Alice é uma gata Gollum. Apesar de adulta, ela tem tamanho e peso de filhote. Tem os maiores e mais redondos olhos que eu já vi no universo felino, e são clarinhos como limonada. Ela é linda – e tímida. Tão tímida que é como se não existisse. Passa os dias enfiada debaixo da colcha da cama da minha mãe. E eu, como Felícia que sou, adoro pegá-la e abraçá-la e beijá-la e amá-la... Em um desses ataques, a bichinha tentou escapar e... crau. Ok, essa eu pedi. Marca de catapora, na barriga Catapora foi a doença infantil mais legal que eu já tive. Porque quando a gente é criança, é bom ficar doente. Podemos faltar na escola, e a tia manda as tarefas para fazermos em casa. As coleguinhas ficam preocupadas e ligam sem parar. A mamãe é toda mimos, deixando até comer doce antes da refeição. Quando se é adulto, não tem nada disso. Quantas vezes fui dar plantão em redação com febre! Voltando à catapora, eu achei o máximo ficar cheia de bolinhas vermelhas pelo corpo. O problema é que coçava como o diabo! Tentava me segurar, contava carneirinhos, ligava no Bozo, mas nada adiantava. Sempre que podia, metia a unha para aliviar – quando ninguém estivesse olhando, é claro. O resultado? Uma marquinha ao lado do umbigo. Marca de ponto, no queixo Ser filha única é chato. Pelo menos foi para mim, no período em que não tive irmãos mais novos para atazanar. Batia uma solidão danada naqueles dias em que não havia aula, estava chovendo e as amigas da rua estavam de castigo. O que eu fazia para espantar o mau humor? Inventava minhas próprias brincadeiras. A maioria delas, porém, não deu certo. A pior idéia de jerico que tive foi patinar de meia no chão que minha mãe acabara de encerar. No começo foi divertido e, quando estava aprimorando minha técnica de patinadora indoors, pum, caí com tudo – em cima de um taco solto do assoalho. Meu queixo abriu de lado a lado. Meus pais correram comigo no pronto socorro e eu levei alguns pontos. Olha a prova aqui que não me deixa mentir! Marca de vacina, no braço direito Eu adorava dia de campanha de vacinação contra poliomielite, quando era a “gotinha que salva”. Eu pedia para a enfermeira pingar mais que o necessário, porque achava o gosto bom. Olha o que o Dip’n Lik faz com uma criança! Dá nisso... Porém, quando era vacina de injeção ou revólver eu esperneava, gritava e desmaiava de tanto medo. Foi assim com todas as aplicações de que me lembro. Mas me esqueci – ou era muito pequena para me lembrar – da responsável pela marquinha que eu carrego no braço (e, provavelmente, você também). A tal da BCG, contra tuberculose, faz um estrago considerável na estética. Pelo menos a minha é pequenina – já vi gente com cicatrizes do tamanho de um fandangos. ![]() Perto disso, tattoo é pinto
Nem doeu, né? As férias de Clara estão chegando ao fim. Na próxima segunda, a loira volta com suas macaquices – e então será a vez da Flá pendurar o Kichute por uma semaninha. Então, pode marcar: Flá: de 23 a 27 de agosto A partir de 08 de setembro, voltamos as três com gás total. Vivi Griswold às 11:54 AM
Num futuro alternativo... Sandy e Junior não são irmãos e estão prestes a definhar se não encontrarem água. O problema é que o líquido é artigo de luxo e vale muita grana. Por isso, mesmo que encontrem, serão perseguidos por terríveis vilões que irão torturá-los, talvez com a música “O que é iiiimortal... Não morre no final...”. Para alegria dos fãs e tristeza dos amantes da boa música, isso não passa de um filme. Uma ficção-científica-musical-romance, triste de tão ruim, que se passa no famigerado “futuro alternativo”. Tá certo, todo futuro é alternativo. Ele ainda não aconteceu. Mas expliquem isso aos diretores e roteiristas. Acho que estes ainda não sabem disso. Um futuro só poderia ser alternativo, se já conhecêssemos seu passado. Tal qual foi feito com brilhantismo por Robert Zemeckis e Bob Gale em “De Volta Para o Futuro”. Marty McFly volta ao passado e, por ter interferido num simples acontecimento, ele próprio pode não existir no futuro – que, aí sim, seria alternativo, pois o fofo Marty já existe. Complicado, né? Claro, ficção tem que ser assim. Senão não tem graça. Mas suponhamos que o DeLorean de Doc Brown existisse (uma máquina do tempo em minhas mãos? Oba!) e eu, sem querer, voltasse em alguns pontos do passado e mudasse algumas situações. O que aconteceria? Eu me arriscaria a citar algumas, mas só se vocês levarem na brincadeira. Afinal de contas, foi sem querer, eu me distraí, juro que não foi de propósito... Caos musical Datena, me poupe! Talvez por eu ter sido sempre a última a ser escolhida na divisão de time. Talvez por eu preferir biblioteca à quadra, ou sapato a tênis. Talvez por eu nunca ter me enfiado em um short de lycra na vida. Talvez por eu ser magrela por natureza. Talvez por eu ter horror de suor. Seja qual for o motivo que me levou a ele, o meu pensamento é apenas um: não gosto de esportes. Nem de praticar, nem de assistir. Acontece que, de tempos em tempos, sou tomada pelo espírito esportivo – confortavelmente sentada no meu sofá, é claro. E com essas Olimpíadas, não poderia ser diferente: estou assistindo até jogo de botão, se este fizer parte do cronograma de Atenas e contar com algum time verde-e-amarelo. E a cada partida que passa, mais eu me lembro do motivo que me levou a ter desgosto por transmissões do gênero. Os malditos narradores! Eu achava que o Galvão Bueno era o pior de sua espécie. Aquele bufão que só faz comentário óbvio e torce ao invés de narrar o que vê – bem parecido com um parente meu. Aliás, tio Sérgio daria um ótimo comentarista esportivo, se o requisito é ser parcial e sofredor, xingar o juiz e rogar praga no time adversário. É igualzinho. Só não ganha por isso. Mas, para a minha sorte, faz alguns anos que eu não escuto o desagradável timbre de voz do sêo Bueno. De futebol e fórmula 1, nem chego perto – então estou praticamente livre de cruzar com o sujeito enquanto zapeio pela tevê. Tudo azul? Que nada! Descobri que há sim algo pior que o Galvão. O Datena. Quem aí acompanhou os dois primeiros jogos de voleibol masculino do Brasil conhece a dor. Leitor querido, o que foi aquilo? Minhas orelhas começam a latejar só de lembrar a quantidade de asneiras que saiu daquela boca, tão acostumada a descrever cenas sanguinolentas em programas policiais. Eu espero sinceramente que a Ana Moser, a pobre alma que divide o microfone com o cidadão, esteja ganhando um cachê muito gordo da Bandeirantes. A ex-jogadora tem de agüentar Datena a chamando a cada instante de “Ana Beatriz Moser”. Fala sério, não parece mãe dando bronca? Muito chato. Mas fica pior: quando não solta o chamamento duplo, ele se refere a ela como “monstro sagrado do esporte nacional”. É puxa-saco ainda, o pulha! Sorte nossa que Ana é tão boa de cortada fora das quadras quanto dentro. Em várias ocasiões, a atleta deu uma resposta seca e puxou o falastrão do mundo de faz-de-conta em que vive. Por exemplo: não sei de onde Datena resolveu dizer que “seria gozado” se Giovanni tivesse pego uma bola. Ela respondeu que não havia nada de “gozado” no erro do jogador brasileiro. Uuuuh. Um a zero para a Ana Beatriz, o monstro sagrado. Deve haver uma regra também quanto aos decibéis. Quanto mais alto, melhor. O Datena grita tanto, mas tanto, que eu só fico imaginando aquelas bochechas vermelhas e todas as veias da cara saltando para fora. Na mesma lista, existe um tópico que versa sobre o silêncio. Não pode existir um intervalo de mais de 5 segundos sem o narrador dizer alguma coisa. É nessa que o cara acaba soltando qualquer coisa sem pensar. Datena, é claro, nos brindou com diversas frases duvidosas. Em uma ocasião, ele disse, com todas as letras, que “Giba nunca amarela quando chega no pau”. E o coitado do jogador ali, suando a camisa, tentando fazer bonito, completamente indefeso a esse tipo de comentário construtivo. Datena costuma ainda dizer que colabora com a vitória do Brasil. A cada erro de saque do adversário, o estrupício comemora dizendo que ELE estava secando. Ah, tá. A força do pensamento tem um poder indescritível. Aliás, vou começar agora a minha mentalização antinarrador. Quem sabe não funciona, hein? Ohmmmmm... ![]() Saúde, mala
Eu ainda amo Lucy! Humor televisivo é capaz de ser tolo, previsível e ordinário – como nestes “Zorra Total”, “A Praça é Nossa” etc. Nesse tipo de programa chulo, mulher é quase sempre escada. E uma escada que usa saia curta, salto agulha e repete estupidamente bordões infelizes. Mas nem sempre foi assim para as garotas. Uma delas, há muitos anos, foi considerada a mais engraçada das figuras femininas da tv. Eu e o mundo parávamos para ver Lucille Ball. Não tinha mais do que sete anos quando a vovó Ondina me apresentou ao “I Love Lucy”. Claro, ela já conhecia muito bem. O programa nasceu em 1951 e durou até 1957. Depois ainda rendeu filhotes, e Lucille Ball ficou no ar por vários anos, com “The Lucy Show”, “Here’s Lucy” etc, mudando o elenco de apoio e sendo reprisado até nos anos 80 pela Record (dos bons tempos). Aquela senhora hilária era incansável. E ninguém ficava melhor com torta cenográfica na cara. Lucy é minha referência quando se fala em humor. Nunca precisou ser grosseira ou despudorada. Tudo bem, tudo bem... De vez em quanto ela levantava a saia – mas só se fosse mostrar calçolas de camponesa com estampa de coração ou coisa assim. Lucille Ball era adepta do pastelão, o tipo de comédia mais fácil do público gostar e duro de se fazer. Ser bobo é um talento de poucos, e ela tinha isso de sobra. A moça nasceu em 1911 – já com aqueles encantadores cabelos vermelhos – e quis atuar desde cedo. Pediu permissão à mãe e se mandou para Nova York. Chamada de “atriz sem talento” por alguns produtores, decidiu insistir de outra forma, virando corista na Broadway. Enquanto ganhava uns trocos dançando, continuava tentando a carreira fazendo testes. Lucy quase foi aprovada para ser Scarlet O’Hara em “...E o Vento Levou”! A investida não deu certo, porque Vivien Leigh ERA Scarlet. Mas nossa ruiva assinou contrato com a Metro para alguns filmes. Se no cinema a coisa ainda transcorria meio morna, na vida pessoal ela pegou fogo. Lucy casou em 1940 com o cubano Desi Arnaz, muitos anos mais novo, músico e astro de uma banda itinerante. A cartada de mestre para ela ascender em popularidade aconteceu logo depois: vendo que a recém-inventada televisão estava roubando muitos fãs da telona, ela montou uma produtora e decidiu colocar o “I Love Lucy” no ar. O seriado foi a maior audiência registrada durante os anos 50. As palhaçadas de Lucy agradavam em cheio às donas de casa. Como não agradar? Ela interpretava justamente uma delas – só que tresloucada e obsessiva por conhecer gente famosa. Em todo episódio, tinha alguma idéia imbecil para conhecer astros como Bob Hope e Joan Crawford. Quem mostrou que era engraçadíssimo ficar no beiral de edifícios com as pombas, afundar em tonéis de vinho ou ter de se esconder em armários foi a Lucy. O tom dos programas seguintes era o mesmo – só que, daí, Lucille já não contracenava com o marido, de quem se divorciou por cansar das puladas de cerca dele. Ela não perdeu a graça com isso: só passou a aprontar mais ainda ao lado da amiga Ethel (a atriz Vivian Vance, outra baita comediante). Teve um episódio, se bem me lembro, em que ela e a colega queriam participar de uma peça de teatro. Lucy conseguiu o papel de Cleópatra e Ethel, o de Marco Antônio. A cena derradeira, na qual as duas deviam morrer dramaticamente, virou circo. Nenhuma morria de vez, sempre dizendo mais uma frase, mais uma palavrinha, mais um suspiro... Era como o Chaves, só que feito por garotas. Se bem que baboseira animada assim, não tem gênero. Lucille Ball ficou rica e famosíssima. Ela casou de novo, com um comediante chamado Gary Morton, e morreu em 1989. Fico indignada que ninguém ainda tenha lançado por aqui DVDs ou outro material com o melhor dos programas televisivos da Lucy. Seria uma bela homenagem a ela – e uma diversão sem fim para nós. Os filhos da Lucy garantem que a mãe morreu sorrindo. Eu, até hoje, sou capaz de morrer de rir com ela.
Pipoca com sustos O topo de uma escada. Uma porta rangente. Um espelho embaçado. Uma respiração ofegante. Uma floresta escura. Eis o palco montado e pronto para revelar grandes sustos em um dos meus gêneros favoritos do cinema: terror! E não precisa ser daqueles filmes verdadeiramente bons não. Tendo morte, sangue, zumbi, fantasma, psicopata – ou uma mistura disso tudo – eu já estou lá, de pipoca na mão, pronta pular na poltrona. O fato é que eu não tenho muito critério quando o assunto é filme de susto. Primeiro, eu caio em todos os exemplares, sem exceção. Segundo, o fato de eu gostar ou odiar depende do momento – sempre achei “Cemitério Maldito” fraco, mas da última vez em que assisti custei para pegar no sono. Terceiro, acho que terror é feito para divertir mesmo e, partindo desse pressuposto, fica difícil não gostar de algo. No meio de tantas produções recheadas por adolescentes tontos, crianças assustadoras e truques batidos para chocar a platéia, eu tenho cá meus favoritos. E eles estão esperando por você ali, atrás daquele matagal... O Sexto Sentido O Iluminado Os Outros O Exorcista Colheita Maldita O Chamado Poltergeist
Se eu fosse... Em uma das melhores cenas de “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, Julia Roberts tenta explicar à inoportuna noiva de seu colega-e-objeto-do-desejo que ela é “créme brullé”, mas Michael precisa é de “gelatina”. A garota diz que precisa, então, virar gelatina. A outra garante: quem nasce créme brullé não pode virar gelatina. Parece besteira, mas é verdade. Nós podemos traçar paralelos com artigos diversos e definir nossa personalidade! Gelatina ou créme brullé? O que você é, o que eu sou? Vale pensar um bocadinho antes de responder a isso. Também é preciso conhecer muito bem a si próprio para definir uma linha e acertar onde é o seu ponto. Tudo bem, não é lá uma ciência profunda ou uma teste embasada em várias aulas de psicologia... Mas pode ter fundamento, ora! Ou, pelo menos, gerar alguma diversão. Responde daí, eu respondo daqui. Se eu fosse... Um Beatle... seria o George Uma cidade... seria Roma Uma bebida... seria groselha com leite Um dia da semana... seria sexta-feira Um herói... seria o Homem-Aranha Um mito... seria o Pé-Grande Uma música... “Brown Eyed Girl” Com tudo isso, acho que posso dizer... Eu sou gelatina. Êba. Uma garota caiu no limbo... ... mas não se preocupem, porque Clarissa é valente e sabe nadar. Ou o limbo não é uma piscina? Enfim... Nesta semana, a gloriosa Clara McFly está de recesso, curtindo férias, de chinelo e camiseta velha, aguando as plantas e balançando na rede ao som de Elis Regina. Uuu, que inveja! Mas a semana que vem me aguarda! Sim, porque estamos em período de férias aqui no Garotas. Anote nossos dias de folga, pra não ficar com tanta saudade: Clara: de 16 a 20 de agosto Logo, logo, o batente volta ao normal! Fla Wonka às 05:04 PMConhece o Mario? Calma! Não vou escrever um texto sobre a piada mais infame dos últimos tempos. Até porque você conhece o sujeito sim. E olha que ele nem precisou fazer nada atrás do armário para marcar a sua presença na história: apareceu como um simples coadjuvante no começo da década de 80. De lá para cá, vem angariando uma legião de fãs cada vez maior. E eu faço parte dela. Mario, o gorducho e bigodudo homenzinho da Nintendo, estreou no jogo “Donkey Kong” em 1981. O coitado tinha a missão de salvar uma princesa das garras de um gorila furioso. No caminho, ele precisava correr, pular barris e subir escadas, até chegar perto do brutamontes. O jogo, em si, não empolgava – eram necessários poucos minutos para a euforia ceder espaço ao tédio. Mas algo na tela mostrava que aquele baixote teria um futuro promissor. O papel principal chegou em 1983, com o game “Mario Bros”. Só ali fomos conhecer um pouco mais sobre o astro. Primeiro, ele era um encanador descendente de italianos. Segundo, trabalhava em equipe com o irmão, Luigi. Terceiro, parecia com aquele seu vizinho barrigudo que passa o domingo sem camisa lavando o carro. E é exatamente por isso que eu adoro o Mario: ele não tem poder algum, não carrega armas, não dá soco em ninguém e só consegue finalizar a missão por ser irresistivelmente mundano. Em “Mario Bros”, a dupla fraternal precisava livrar os esgotos de caranguejos, moscas e tartarugas. Cá entre nós, uma tarefa mixuruca perto da próxima aventura, “Super Mario Bros”. E foi com esse jogo que eu caí de encantos pelo mundo do Mario, repleto de cogumelos, plantas carnívoras, balas de canhão e músicas grudentas. Para quem tinha acabado de sair do Atari, aquilo era a última geração em matéria de videogames. Todos os jogos que me divertiram no passado a) não tinham fases, b) não tinham fim e c) não tinham história. Mas isso mudou quando eu deixei o Mario entrar na minha vida. “Super Mario Bros”, de 1985, contava com diversas fases – que variavam entre um ensolarado gramado e uma escura masmorra –, brindava o jogador assíduo com um final e, mais importante, carregava um roteiro! Ok. Um encanador italiano enfrentando obstáculos do Reino do Cogumelo para salvar a princesa Pêssego seqüestrada por um dragão maligno chamado Bowser não é lá um primor de roteiro. Aliás, está mais para samba do crioulo doido do que para uma história que se preze. Ainda assim, melhor do que fazer um sapo atravessar uma rua porque sim, ou conduzir um aviãozinho entre navios e tanques de gasolina porque sim. É que eu gosto das coisas muito bem explicadas, sabe? Com um sentido de ser. E não fui só eu a tomada pela Mariomania. Ou alguém esqueceu que o programa da Xuxa exibia um desenho sobre o universo louco daquele encanador? Ou que já foi produzido um filme baseado no personagem, estrelado por Bob Hoskins – o detetive de “Uma Cilada para Roger Rabbit”? Pois é. Com a fama, Mario ganhou novas roupagens e novos horizontes. Confesso, porém, que dei um tempo na minha relação com o baixinho. Só fiquei sabendo dele por terceiros. Ouvi dizer, por exemplo, que ele ganhou um rabo de guaxinim em “Super Mario Bros 3”. Que começou a gostar de corridas velozes em “Super Mario Kart”. Que deu uma de Tiger Woods em “Mario Golf”. E tantas outras notícias estranhas. Tenho saudades do tempo em que Mario não era esse superstar, nem tema de piada sem-graça. Por isso, um brinde de soda aos velhos tempos e ao encanador, uma pessoa como eu e você – com uns pixels toscos a mais, é claro. ![]() Turminha animada e... quadriculada
Clara, a uma hora dessas, deve estar procurando um tal de duende sapateiro pelos bosques de São Bernardo do Campo, gozando de sua mini-folga de uma semaninha do Garotas. E, depois dela, cada uma de nós também terá a sua chance alternadamente – para não deixar nem o site, nem você na mão. Confira as datas das nossas merecidas férias: Clara: de 16 a 20 de agosto A partir de 08 de setembro, voltamos as três com gás total. Vivi Griswold às 10:59 AM
A tal da religião Há muitas semanas venho pensando sobre o tema – e, conseqüentemente, em escrever aqui sobre ele. Mas muitos me alertaram de que religião é assunto difícil. Então, numa hora fala mais alto meu lado prático: “vou dizer o que penso e milhares de fundamentalistas aparecerão para jogar pedras virtuais aqui nesta cachola”. Em outra, vem à tona minha mania de livre arbítrio: “vou dizer o que penso, já que tenho espaço para isso, e quem quiser pode se manifestar que eu agüento.” Esse venceu o dilema hoje. E vocês podem retrucar. Eu agüento mesmo. O que me levou a falar sobre religião não é a vontade contida de causa tumulto. Definitivamente, sou diferente das pessoas que “dão um boi para não entrar em uma briga e uma boiada para não sair dela”. Se eu tivesse um boi, faria um churrasco para a turma – e, se tivesse uma boiada... bom, daí eu seria cantora sertaneja. Eu não gosto de bater boca até o sol raiar, mas também não tolero rotular assuntos como “fora de discussão”. TUDO pode e deve ser discutido. Isso é saudável. Então, vamos nessa. Não sou religiosa. Já nem fico embaraçada de dizer “não, não tenho religião” quando perguntam se sou católica – apesar da família assim se intitular. O motivo? Simples (ou pelo menos eu gostaria que fosse simples): não me encaixo em nenhuma das opções definidas até hoje. No fundo, fico em dúvida se, um dia, vou escolher qualquer uma delas. Descrente? Cética? Não é para tanto. Ter religião e ter fé são duas coisas muito diferentes. Ser religioso é comumente confundido com “ser bom”. Discordo. Já vi muita gente religiosa meter os pés pelas mãos bem nas horas mais importantes. São tementes, invocam deus a torto e direito, juntam as mãos até para pedir que a mocinha da novela termine a trama feliz. Logo em seguida, porém, tratam mal os mais humildes, são mesquinhas e invejosas. Isso é ser religioso – e bom? Eu passo. Outro ponto me incomoda muito sobre as religiões. A maioria prega o castigo e a culpa como forma de manter as pessoas sob controle. Não acho isso bacana. Que mal há em ver pessoas felizes e seguras? Duvido que a força maior que rege o Universo, tão sábia, fosse querer suas criaturas todas humilhadas e com medo. Além do mais, fica muito fácil, né? O sujeito faz uma penca de coisas erradas. Daí vai ao templo, repete mecanicamente dezenas de orações ensaiadas (cujo significado a maioria nem conhece) e se acha perdoado. Cômodo... Melhor mesmo seria consertar suas besteiras em vida, aqui e agora. Pisou na bola? Vá achar um jeito de se redimir com o prejudicado, amigo, não com deus! Muito mais interessante seria dizer aos “rebanhos” que seus atos não estão sendo anotados em um caderno (não consigo crer que deus é essa velhota ranzinza...) ou que serão quitados em outras vidas, mas podem interferir na vida de outros. Por isso é importante ser bom. Não porque qualquer escorregada vai dar em inferno, purgatório, limbo ou qualquer desses departamentos mantidos pelo Seo Capeta. Mas sim porque faz bem ao espírito escolher suas opções considerando os demais – e, se der errado, é preciso arcar com o prejú. Tenho agonia de ver como a sanha religiosa já fez estragos no nosso pequeno mundinho. Ela está por trás de mais guerras do que qualquer outra motivação. Como pode? Eu acredito nesta entidade aqui, você naquela ali. Eu não suporto o fato de você não me dar razão e crio caso. Você se revolta com a minha opinião, entra na criação de caso e nós ficamos 50 anos nos bombardeando por conta disso e porque simplesmente não agüentamos ser vizinhos. Putz perda de tempo! A fé de cada um de nós move montanhas, sabem? Mas não porque acreditamos nesse deus ou naquele lá. Não é porque somos da religião judaica, espírita, católica, evangélica, hinduista, muçulmana, messiânica ou budista. É porque podemos medir nossos atos antes de fazê-los, podemos tentar ser bons com o próximo – seja ele animal, vegetal ou mineral –, podemos não nos apegar com artigos materiais, trabalhar para progredir e discutir as diferenças pacificamente. E eu levo a maior fé que todos aí entenderam esse ponto de vista. Ela não se encontra... Quer deixar recado? Como Vivi já informou, o Garotas começa hoje um período de férias. Mas evidente que, meninas responsáveis que somos, não vamos cair no mundo todas de uma vez... Nesta semana, vocês só não contarão com os maravilhosos textos de Clara McFly. (Dizem que ela foi à padoca comprar cigarrinhos e nunca mais voltará, mas é mentira pura). Para não se perder, anote aí os dias de descanso de cada mocinha: Clara: de 16 a 20 de agosto Mas se vocês orarem por nós, voltamos mais rápido. Ok, isso não vai acontecer... Mas logo passa, de verdade! Fla Wonka às 05:06 PMMúsica para os ouvidos Sabe aquelas questões bestas que de vez em quando nos perguntam – principalmente em rodinha de amigos durante o tal “jogo da verdade” no sítio? Tipo: se você tivesse de ficar só com beijo ou só com sexo a vida toda, qual escolheria? E daí você fica matutando a dúvida cruel, ponderando ambos os lados, como se tivesse realmente de decidir entre as duas coisas? Pois lá vai outra: se você pudesse ter apenas um dos cinco sentidos, qual escolheria? Essa é difícil. Mais difícil do que a do beijo ou do sexo. Sempre estarei indecisa entre a visão e a audição – e nunca conseguirei ficar apenas com um dos meus dois sentidos favoritos. Enfim, depois de toda essa embromation, vamos falar da audição. Você sabe, a missão que a orelha tem além de segurar brinco e criar cera para a plantação de couve. Pois aí vai uma lista dos meus 10 barulhinhos preferidos – uma dezena de motivos para eu gostar tanto do meu ouvido apurado. 1) Passarinho 2) Morrissey cantando 3) Tchiiiii.... 4) Chuva 5) Mamãe contando histórias 6) Grilo 7) Namorido batendo na porta 8) Gato ronronando 9) Sotaque de Graham Wynne 10) Silêncio ![]() Enjoy the silence
Vocês já devem desconfiar que escrever um texto por dia há mais de um ano sem falhar é uma missão maluca e cansativa. Claro que somos malucas de carteirinha, mas também estamos um pouco cansadas. Para não perder o gás, cada uma de nós vai tirar uma semaninha de folga do Garotas - em momentos alternados para não deixar nem o site, nem os leitores na mão. Olha só que boazinhas. Quem começa com as mini-férias é a Clara, a partir de hoje. Flá segue no cronograma e eu fecho a temporada. Ficamos assim então: Clara: de 16 a 20 de agosto Quando uma estiver descansando os dedinhos, as outras duas continuam no batente. E estaremos de volta a todo vapor após o feriado de 07 de setembro. Ok? Vivi Griswold às 11:46 AM
Galã, cantor e… corajoso Não é qualquer um que tem a moral de cantar versos do tipo Há uma estrela solta… (até aí, tudo bem) …pelo céu da boca… (ahn?) … se alguém diz (pausa dramática) … te amooooo. E ainda por cima se casar com a Patricia De Sabrit. Por isso que digo: Fábio Jr. não é qualquer um. O mocinho (já não tão mocinho assim) construiu a fama sobre canções gosmânticas e atitude de galã. Não é à toa que é o favorito de nove entre dez mães (pelo menos das progenitoras na faixa de idade da minha, que conta uns vinte anos a mais que eu). Além de românticas, as canções de Fabião têm outra característica marcante: grudam na cabeça, feito o chiclé ping-pong de hortelã colava ao redor da boca depois de uma bola estourada. Pode testar: pense nos versos de um dos sucessos do rapaz e tente se livrar depois. Quer uma ajuda? Lá vai: "Felicidade/ brilha no ar/ como uma estreeeela/ que não está lá…" Ou ainda "Carne e unha, almas gêmeas/ bate coraçããão/ as metades da laranja/ dois amantes, dois irmãos…". (Eu disse que precisa ter colhão para cantar combinações de palavras assim...) Pois fui eu mesma testar a teoria e comecei a cantarolar mentalmente a pérola "Caça e Caçador". Não consegui mais mudar o dial da cachola - e de quebra descobri que a aparentemente inocente música… não junta trá com lá. Siga a bolinha! Caça e Caçador Você pintou como um sonho e eu fui atrás com tudo Se isso são coisas do amor acredito que estou vivendo em outro mundo Como é que eu posso dizer não, fugir do paraíso Você me faz o que eu sou, caça e caçador E se um grande prazer rola pelo ar Leve e louco, sem pressa de acabar A gente nem pensa na hora, passa dia e noite assim O amor não tem que ser uma história com princípio, meio e fim Quem guarda tudo em segredo e vive numa ilha De repente o amor, por destino ou dispor, joga armadilha Não há mistérios na paixão, verdades ou mentiras A gente é o que é, homem ou mulher Esse homem é ou não é demais? ![]() Brigá-dúúú!
Vai pegar, vai pegar... não pegou Quando foi criado o conceito da televisão, seus inventores juraram: um dia, cada casa dos Estados Unidos teria um aparelho daqu | ||||||||||||||