quinta-feira, 27 de novembro de 2008

As pessoas que encontramos

Semana Especial – “Despedida”

Teve aquela vez em que a gente conheceu o Aluízio Falcão. Ele era o diretor de redação da “Época” e foi o responsável por botar a gente lá. Não, não teve teste do sofá. Mas teve uma conversa absolutamente bizarra sobre as lésbicas, a cientologia e os castings de Hollywood. E sobre “Escravos de Jó” ser, na verdade, uma canção gay. Claro, adoramos aquele cara.

Aí teve aquela vez em que a gente ficou decidindo qual ia ser o nome da nossa empresa – o Garotas já estava criado – na mesa do Empanadas, um bar de São Paulo. Acho que o garçom não agüentava mais propostas esdrúxulas como Matadoras de Aluguel S/A e Loucademia de Imprensa ME. Mas ele foi bacana e continuou trazendo guaranás e empanadas. Gente boa, o garçom do Empanadas.

(E eu *ainda* acho que nossa empresa devia se chamar Matadoras de Aluguel S/A. Já pensou, ter um cartão assim:

Clarissa Passos
Matadoras de Aluguel S/A
?)

E teve o Feltrin. Meu Deus, o Feltrin. O legal de conhecê-lo foi que a gente só tinha trocado uma meia dúzia de emails e, em cinco minutos, estávamos conversando como se fôssemos amigos do colegial. Sério. Quisemos pagar o jantar, mas ele absolutamente nos proibiu. Era o mínimo que podíamos fazer pelo link que ele deu para o Garotas na coluna dele – e que explodiu nossos pageviews e levou, inclusive, o Aluízio ao nosso recém-nascido site.

E teve aquela vez em que a gente conheceu o Obama. Ele era apenas um professor univers... Tá, é mentira.

Mas teve aquela vez em que a gente foi tomar um café com o Lucio Ribeiro. Foi no prédio da Editora Abril, que fica às margens do rio Pinheiros. Foi gozado, porque estava calor e cheio de mosquitos. Ou eu inventei essa parte? Eu achava que não ia reconhecê-lo. Aliás, conhecer pessoas primeiramente pela internet tem esse porém. Eu, que não reconheço nem a cara do meu irmão se ficar dois meses sem vê-lo, sempre tenho certeza de que não vou reconhecer um cidadão por causa de uma fotinho minúscula publicada numa página da rede. Vivi e Flá é que sempre faziam esse trabalho.

E, pouco antes do nosso livro sair, eu conheci o Mario Prata. A gente foi almoçar num restaurante legal em São Paulo e ele prometeu que ia escrever a orelha do nosso livro. E cumpriu! Uma figura, o Mario Prata. Ficou me contando histórias do Chico Buarque e de como ele cronometrava o tempo que levava para chegar do apartamento dele até esse mesmo restaurante.

A Vivi conheceu o Marco Aurélio. A gente se c*gava de rir com as histórias bíblicas dele no Jesus, Me Chicoteia. O humor dele é tão corrosivo que a gente achava que ele ia cuspir na nossa cara e tomar as nossas lancheiras. Ok, mentira. Mas achávamos que ele não ia dar muita bola para três garotas assim, como nós. Não podíamos estar mais enganadas: Vivi disse que Marcurélio deu um abração nela e ficou supercontente quando a viu na fila de autógrafos do Balde de Gelo, livro que ele estava lançando com a Daniela.

E a Flá conheceu (e não só isso) uma criaturinha muito fofa e amada, no meio de toda essa história. Primeiro, pelo teste positivo. Depois, pelo ultrassom. Até que, na tarde do dia 30 de janeiro de 2005, Vivi e eu conhecemos em pessoa aquela coisinha de touca, pelo vidro do hospital. E o nascimento da Sassá tem sido uma alegria para todos nós.

Também teve as pessoas que nós não exatamente conhecemos, mas apresentamos. Uns inventados, outros verdadeiros, mas todos muito, hã, reais. Como a Mirtes, que ganhou vida própria. O Barba, pipoqueiro da escola da Vivi. O Bury e a Ceretti, meus colegas de escola perdidos no tempo. A mulher mais chata do mundo, que faz Pilates com a Flá.

E teve os emails que nos surpreenderam em nossa caixa postal: Leo Jaime, Virginie (do Metrô), Gigi (do Bambalalão), Otávio Mesquita, Ritchie, Daniel Azulay, Laerte (do Língua de Trapo), Fernanda Takai (do Pato Fu). Pena que estes não viraram encontros ao vivo. Ainda.

Fora isso tudo, eu conheci duas garotas sensacionais, que de colegas de trabalho viraram parceiras de crime, mentes afinadas na lida e corações abertos no ademais. Acho que essa parte foi até melhor do que conhecer o Obama de verdade. Obrigada, Flá e Vivi. Foi uma honra ser a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa – ao lado de vocês.

* * * * * *

Tira, põe, deixa ficar

Não se espante: o texto de hoje é meu, mesmo. Troquei o último dia com a Flá. Amanhã a morena conclui a semana final. Não percam!

Recados: a caixa postal do Garotas no Yahoo continua funcionando. Talvez leve mais tempo para a gente checar as mensagens, mas tenha fé.

Os prêmios da Promoção, também conhecidos como camisetas do Garotas, serão enviados assim que conseguirmos botar a cabeça para fora da maré de afazeres que assola nosso fim de ano. Se você for bonzinho (e ganhador), mande seu endereço completo e telefone para o email do Garotas mesmo (não o da Promo).

Dúvidas, reclamações, sugestões, abraços e ameaças de bomba: manifeste-se no Fórum ou pelo mail. Nós estaremos por aqui.

And always look on the bright side of life!

Clara McFly às 04:43 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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