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A escolha dos Leitores – Parte IV Semana Especial – “Leitores que Dizem Ni elegem seus favoritos” Histórias que o coletivo conta O texto é de 2004, mas eu ainda morro de rir quando leio. Não existe um dia que eu pegue ônibus e comece a ouvir a conversa animada das Mirtes, que eu automaticamente não pense que deveria trazer um caderninho feito a Vivi. Mas acho que o caso que merecia um registro eterno foi de um senhor que chegou do interior e entrou em uma Estação Tubo em que eu esperava o ônibus. Ele desandou a falar da família com o cobrador, a filha que andava “cherando maconha”, o filho que andava metido com gente “tranquera” e aí, de repente, ele parou de falar e perguntou sério ao cobrador: “Cadê o motorista dessa joça? Esse ônibus não sai nunca?”. E até o cobrador explicar para ele que aquilo era apenas uma Estação de espera, tinha gente no tubo chorando de rir. Enfim, esse texto é especial porque é provável que eu nunca consiga andar de ônibus sem lembrar dele. Grace Fernandes, ou Grace Simpson, como ela também é conhecida dentro e fora de Curitiba, escolheu “Contos da Catraca”, uma das pérolas da Vivi. Canta de novo, Humberto... Pra ser sincero, eu não podia escolher outro texto. Um texto magnífico, simplesmente algo que difere dos retratos 3X4 que vemos nesse nosso mundinho virtual. Um lugar maluco onde na mesma sala se guardam Armas Químicas e Poemas, mas que ao mesmo tempo nos permite dizer que Somos Quem Podemos Ser. E foi isso que esse texto permitiu. Saber que a Flá já cantou Engenheiros e saber que eu partilhava desse gosto com Pai Gil foi um Alívio Imediato na pequena Revolta de Dandis que se desenhava na Terra de Gigantes de minha alma, onde eu imaginava ser Um Exercito de Um Homem Só. Por isso, obrigado Garotas pelo texto divertidíssimo na Highway da super-informação. Rodrigo Vellozo, sempre Dark, escolheu magnificamente um texto que envergonha bastante a Flá – um garota que amava os Beatles e os Rolling Stones, mas que sempre morreu de medo de apanhar de um Engenheiro do Hawai depois desse “Humberto, seu brincalhão!”. O momento da descoberta Todos nós aqui temos um ponto no qual nós descobrimos o site. Ou, talvez, em alguns casos, descobrimos a coluna na revista. É o momento da realização onde finalmente provamos que a mulher é uma bruxa porque pesa o mesmo que um pato; onde vimos a salvação de trocarmos o nosso Papagaio Morto; ou onde finalmente ouvimos a Piada Mais Engraçada do Mundo (que descanse em paz quem ouviu). Para mim foi um texto. Na época não havia fórum. Tudo era feito por email. Conheci pela coluna do Feltrin, mandei um e-mail para as Garotas e recebi uma linda e doce resposta da minha loira favorita, a Clá, da qual copio um pedacinho: “Muito obrigada pelos elogios; é bom saber que outras pessoas aí fora reconhecem a genialidade do Monty Python e a graça em cantar errado as letras das músicas. ‘Eu quero mais queijo foi boa’, nunca vi ninguém que entendesse assim!”. E, explicando, “Eu quero mais queijo” era como eu entendia “I love to hate you”, do Erasure. Samuel, o Sol, é leitor tão antigo quanto gente que canta errado. Por isso, óbvio, ele recordou tão bem “Pode repetir?”, em partes I e II, que a Clá cantou tão hilariamente. Fla Wonka às 11:16 AM |
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