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A escolha dos Leitores – Parte III Semana Especial – “Leitores que Dizem Ni elegem seus favoritos” I know what you did in San Francisco A Vivi que me perdoe, mas depois desse texto ela virou, ao menos pra mim, a “mulher do canteirinho”. Sempre que vejo um jardim com pinheiros lembro desse texto. E, por razões análogas, ocasionalmente me pego rindo ao passar em frente de lojas de jardinagem. Agora se eu, que só soube de tudo pelo texto, me divirto só de lembrar, imagino o que o resto da rua deve ter pensado ao ver o casal de estrangeiros guardando entulho na garagem. Deve ter sido algo como: “Hey Mary, olhe! Aqueles brasileiros do outro lado da rua estão construindo um baluarte! Bom, eu acho que é um baluarte, por que outro motivo eles colocariam aquele monte de terra na garagem?”. Ok, ok, eu não tenho nenhuma autoridade pra falar da Vivi; toda a minha experiência de jardinagem se resume a molhar plantas – a maioria delas em vasos. Assim, é muito provável que eu fizesse o mesmo que a ruiva. Ou pior. Para falar a verdade, acho que eu seria bem capaz de colocar o entulho no carro (sim, no carro), esperar anoitecer e despejar tudo na lixeira de um vizinho que morasse pelo menos a uns quatro quarteirões de distância. No fim acho que a associação de moradores tocaria a minha campainha no dia seguinte e... Bem, sorte a Vivi não ter uma mente tão doentia quanto a minha. Stefano Berriel, our very own Lord of Waters, não tem intimidade com plantas, mas teve intimidade para sacar o orvalhado "3X0 pro canteirinho", da Vivi, das entranhas da Terra. Balada de primeira – e última Meu texto favorito do Garotas me lembra minha primeira balada, quando eu e algumas amigas resolvemos trocar nosso programa usual (ficar em casa vendo TV e comendo brigadeiro) pela emoção de ir dançar ao som de música “putz-putz”: foram três horas de fila (no frio com chuvinha fina, o que gerou um desastre capilar), bolsas revistadas por seguranças gigantes, gente bêbada, desconhecida e babona (literalmente) tentando puxar conversa, mas finalmente entramos no mundo novo das baladas! Depois de 15 minutos, abandonamos esse tal de novo mundo, com os cabelos cheirando fumaça e os sapatos pisoteados, inconformadas com o preço das bebidinhas fluorescentes e tudo mais que a Flá escreveu. Em vez da pizza no final, voltamos para o brigadeiro. E, com esse texto do Garotas, eu percebi que o grupo dos deslocados em baladas é bem maior do que eu imaginava! Eu e o Hino Nacional do Brasil Foram tantos textos que me fizeram rir ou chorar, até rir e chorar e chorar de rir. Mas resolvi escolher um que, de um modo simples, resolveu um problemão na minha vida. E de quebra fez com que um monte de adolescentes descrentes mudassem um pouquinho o seu modo de ver o mundo. Enfim, nunca gostei de cantar o Hino Nacional, nutria um ódio mortal por aquelas frases com sujeitos invertidos e vocabulário esdrúxulo, não me via representada naquelas palavras que eu sempre cantei por mera obrigação. E eu sou professora de uma escola que ainda faz com que os alunos entoem o Hino Nacional do Brasil uma vez por semana. Tinha que ensinar essas palavras sem sentido e essa melodia rocambolesca para pessoas de 16 anos... Essa tarefa me perseguia ano após ano, e nunca que eu conseguia me envolver, quando a gente não gosta ensinar é um martírio. Até que um dia eu li o texto da Clara e meus problemas acabaram. Quer dizer, não que eles tenham acabado por completo, mas eu passei a aceitar o nosso Hino com do modo como ele é: empolado, grandiloqüente, porém belo. Levei o texto para sala de aula e os alunos leram o texto também. O bonito foram eles dizendo: “Prô, a autora faz o Hino parecer mais fácil e bonito”. E eles viram naquele momento que entender o Hino e escrever sobre ele não era uma coisa impossível. Fabiana Nascimento, nossa querida Fabi, sentou-se às margens plácidas do computador e recordou o brado retumbante de "Minha terra tem palmeiras", da Clara. |
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