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Se ao menos... Bem que os portugueses podiam ter desistido da viagem longa, chata, penosa e repleta de escorbuto e deixado o território desse lado de cá para os espanhóis. Seria mais fácil entendermos nossos vizinhos. Também teria sido legal se o John Lennon tivesse ficado em casa comendo pizza e assistindo “Tubarão” no vídeo naquele dia. Aliás, também teria sido bom o Elvis se viciar somente em coxas de peru, não na água que passarinho não bebe e naquelas outras substâncias sem a menor graça. Teria sido bom a Marylin lutar por seu homem com garra ou dar uma bela banana pra ele e ir curtir umas férias em Aruba. Aliás, teria sido interessante o homem em questão não desfilar em carro aberto depois de ter se tornado figurinha tão carimbada. Bem que teria sido legal se a África tivesse botado os europeus pra correr e tivesse parado com as brigas de tribos e vendido aqueles diamantes todos no mercado a preço... de diamante. Aproveitavam e cobravam uma fortuna também pelos safáris, chutando o traseiro de ingleses caçadores de animais. Teria sido legal a seleção se cercar de bons treinadores, fisioterapeutas e psicólogos em 1998, não de Suzanas Verners. Bem que o pai do Osama podia ter lhe dado mais abraços, mais beijinhos, mais massinha de modelar, mais bonecas pra pentear, mais chocolate... E bem que o pai do Pequeno Bush podia ter lhe dado mais uma grana pra birita, em vez de colocar o moleque rebelde na linha. O mundo agradeceria – seria um bebum a mais, mas um tirano a menos. Bem que o Seo Daimler e o Seo Benz podiam ter pesquisado durante uns anos mais e empregado algo mais próximo da água ou do óleo de cozinha usado para fazer aquele motor. Alguém podia ter dito lá no Japão: “ô, amigo-san, melhor não bombardear aquela bonita ilha pertencente aos EUA, vai...”. E alguém também podia ter levantado o dedo nos EUA e dito “não, revidar com bomba H já é demais, hein?”. Bem que o Paolo Rossi podia ter nascido no Brasil. E o Dunga ter nascido na Alemanha. E o Maradona nascido em Palau, uma ilha da Micronésia onde a única bola conhecida chama-se coco verde. Teria sido bem bacana se a primeira carga de tóchico a chegar no Rio de Janeiro tivesse sido descuidadamente arremessada nas profundezas do mar. E teria sido melhor ainda se o primeiro que ainda assim conseguiu usar a coisa tivesse dito bem alto “que lixo, isso aqui custa caro, dá coceira, chulé, mau-hálito, impotência e depressão, porra!”. Teria sido muito bom se os pilotos ligassem o transponder... Ou se comunicado melhor com a torre... Ou voado só com a certeza de conhecer a aeronave... Ou se o sistema aéreo não tivesse buracos negros e o povo do controle não estivesse trabalhando feito burro de carga. Teria sido bom. E se o Golpe de 64 tivesse dado bem errado, hein? E se o Tancredo tivesse sobrevivido? E se a Veja tivesse usado a consciência antes de eleger o Caçador de Marajás? Uuu! E se o Maluf tivesse encontrado no budismo, ainda na mocidade, a cura pro seu vazio interior? Tudo podia ser diferente se esse ou aquele episódio tivessem ou não acontecido. Se eu, Vivi e Clarissa não tivéssemos sido demitidas no mesmo dia, por exemplo, esse texto não existiria! Vai ver, o destino sabe o que faz. Ou não? Passem amanhã! Amanhã outubro chega ao fim, as bruxas sairão às ruas... E um gato preto subiu aqui no telhado. Engulam o pânico e venham checar do que, diabos, estamos falando! |
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