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Praticamente uma virgem Eu sempre achei que fosse bem espertinha em relação a sexo, afinal, minha curiosidade sobre esse tema vem de longe. Ninguém acredita quando eu conto que, quando tinha 14 anos (podiam ser 12 também, isso depende se minha mãe – ou pior, meu pai! – vai ler ou não esse texto...), de tanto infernizar a coitada que me deu à luz, ela concordou em alugar um filme pornográfico para mim. Eu poderia escolher o que eu quisesse, com a condição de ela assistir comigo, para eventuais explicações. Consegui convencê-la a levar dois: "Sexo da Pesada" e um outro cujo título eu não me lembro, mas que era uma paródia da "Branca de Neve e os Sete Anões". Minha estréia no mundo do sexo (a cultural, não a empírica, que foi um pouco mais tarde e bem normalzinha) já começou bizarra. O primeiro filme só tinha gordos (mas gordo mesmo, tipo lutador de sumô) e no segundo, os anões da Branca de Neve cuidavam de um jardim de pintos no qual a moça se divertia. Nessa época, já fazia algum tempo que eu sabia o significado daquele sinônimo de vagina que começa com "b" (não sei se pode falar palavrão aqui nesse blog de mocinhas). Aprendi bem cedo. Estava começando a ler, lá pelos 6 ou 7 anos, quando soletrei em alto e bom som a palavra escrita no banco da frente ao que eu e minha mãe estávamos sentadas, em um ônibus. "Fernanda, não pode falar isso alto!", me repreendeu ela, constrangida. "Mas por que não pode falar b...?", eu quis saber. "Porque é palavrão, fica quieta". "Mas o que significa b....? Me conta, senão não paro de falar", insisti. Ela poderia me matar naquela hora ou concordar. Eu devo até ter levado algum beliscão, mas o fato é que ela cumpriu o que prometeu. Depois disso, não demorou muito para ela ter que me explicar o que era masturbação (não, não era isso que dava espinhas), gravidez (não, não acontece sentando em banheiro público), sexo oral (não, não era fazer sexo de hora em hora – juro que ouvi isso!) etc. Até chegar aos filmes, foram muitas conversas e livros. Dali em diante, foi bem rápido para que minha mãe deixasse de ser minha fonte principal. E as pesquisas se ampliaram (mas não o bastante, como descobriria mais tarde). Essa história toda foi só um parênteses, uma introdução para contextualizar o tema central desse post que é: "E eu que achava que sabia bastante sobre sexo...". Pois é, mas depois de começar a escrever sobre o assunto, me sinto praticamente uma virgem. Como as pessoas são criativas! Quantas possibilidades! Que coisa! Nossa! São interjeições diárias. Então, quando a Flá me convidou para escrever aqui no Garotas que Dizem Ni, a primeira coisa que me veio a cabeça foi compartilhar algumas das minhas descobertas. Selecionei as 5 coisas do universo sexual das quais eu nunca tinha ouvido falar (só cinco, porque não tenho como mostrar fotos aqui e porque o texto já está grande demais). 1. Muito além do papai e mamãe 2. Vibrador é coisa do passado (pelo menos aqueles pintos de borracha clássicos) 3. Fantasias e mais fantasias 4. Datas comemorativas 5. Pelo mundo Será que só eu não sabia de tudo isso? Pêêênalti!!! Olha o que esse site vira quando a gente convida certas pessoas a escrever...? Mas o fato é que Fernanda Colavitti só mostra esse seu lado (opa) quando não está trabalhando até suar (opa opa) para a gloriosa e científica Revista Galileu. Quem a vê na rua jamais imagina que essa mocinha de 40 quilos, cara de anjo e residência fixa é quem mantém o Sexpedia, um blog muito do safado - e muito do engraçado também. Se quiser ir visitá-la, vá. Mas tire as crianças da sala! (Ou elas vão começar a falar, em público, "a palavra com b"...). |
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