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A era do rádio Esta é uma era em que escolher, baixar e tocar uma música determinada se tornou mais fácil que nunca. A gente ouve a canção misteriosa num filme que vemos no cinema, por exemplo. Toma gosto. Chega em casa, pesquisa o nome na internet, faz o download pelo emule, joga no iPod e, na manhã seguinte... já enjoou, de tanto que ouviu! É por isso que eu estou viciada num outro barato: rádios online. Eu gosto de *não* ter controle sobre o que vou ouvir. Claro que isso não significa o som do vizinho tocando uma dance music safada o dia inteiro. Refiro-me a, no meio do dia de trabalho, ter aquela vontade de ouvir uma musiquinha e poder colocar nos fones algo que não sejam seus CDs ou sua coleção de MP3. E, se o lance com rádio é nunca saber que música vai ouvir, o lance com rádios online é poder, digamos, direcionar a programação. Na minha querida Last FM, por exemplo. Você entra, pode se cadastrar e montar sua própria rádio. (Preguiça). Ou... você pode entrar e simplesmente digitar o nome de seu artista favorito – e a rádio se encarrega de criar um playlist com músicas relacionadas ao dito-cujo. (Amo). Desde que percebi que a bagaça funciona razoavelmente, estou à procura “Beatles”, por exemplo, sempre funciona bem. Vem Monkees, Kinks, Stones, The Byrds, às vezes até alguma coisa de Motown. É perfeito para os dias de qualquer humor. Nos dias de humor indie, tasco ali um “Franz Ferdinand”. Dá para descobrir um monte de bandas legais, como Guillemots e The Go! Team. E umas covers malucas, como a Cat Power cantando uma versão para “Je T’Aime (Moi Non Plus)”, o clássico de motel do Serge Gainsbourg. Para os dias MPB, é legal digitar “Gal Costa”. Vem um monte de Clara Nunes (muito mais do que quando eu digitei... “Clara Nunes”). Uma vez estava possuída pela cafonice e queria porque queria ouvir Bryan Adams cantando “Heaven”: “beibe iur ól derái uant... uen iur lái-in ríri in mái arms...”. Mas eis aí um problema das rádios online: se você está a fim de ouvir uma música em especial, Murphy toma conta e a danada da música não toca, por mais óbvia que ela pareça na playlist. Mesmo assim, digitei lá “Bryan Adams”. E tocou Peter Cetera (ok, tudo a ver), Chris De Burgh (Alpha FM na veia) e... Sting (?!). Cara, achei triste pro Sting figurar numa playlist relacionada à Bryan Adams. Não basta ser zuado pelo Ozzy, ainda tem que agüentar mais essa? Doutra vez digitei “Carla Bruni”. E descobri que a única coisa que presta na música francesa é, bem, Carla Bruni. Os relacionados me deram vontade de atirar na minha própria cabeça – exceto pela (ótima) cover da Jane Birkin para “Harvest Moon” do Neil Young. Coisa fina. E encontrei o “artista favorito” perfeito de sopetão: estava com vontade de ouvir uma música tão velha que, por um minuto, achei que a tinha inventado. Chama “You Got What It Takes”, e é um dueto de um cantor chamado Brooke Benton com a Dinah Washington. Só que eu não lembrava o nome dela e digitei “Brooke Benton”. Quem diria... a playlist foi sen-sa-cio-nal de cabo a rabo: teve Commodores, Supremes, James Brown, Ray Charles, Otis Redding, Marvin Gaye, Etta James e uma porção de outros que eu nem tinha idéia que existiam. Pena que o “artista favorito” perfeito só dura um dia: se você digita a mesma coisa no dia seguinte, acho que o sistema reconhece seu IP e começa a tocar o que ainda não rodou – e, você sabe, o pior sempre fica para o fim. Exceto neste texto.
Eles vão invadir nossa praia! Como diz o ditado: quando a gata sai, as ratinhas fazem a festa. Todo mundo sabe que quem coloca ordem nessa bagaça é a Vivi. Mas acontece que a ruiva precisou de uns meses de férias, pois seus dias em uma megacorporação lá por San Fran estão simplesmente lotados. Então aproveitamos para dominar o local e promover por aqui um desfile dos nossos blogueiros favoritos. Fique atento: a cada quarta teremos um convidado especial. E começa amanhã! |
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