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It’s a kind of magic Em 1939, um mágico chamado Jasper Maskelyne abandonou os palcos britânicos, onde era uma estrela desde o início da década, e procurou as forças armadas inglesas com um plano mirabolante. Foi recebido por um oficial com aquela cara de tédio tipicamente inglesa: - Cara, eu sou mágico sabe? - E sabe que mágicos fazem coisas mágicas, certo? ... Ninguém sabe como, mas Maskelyne convenceu os militares a enviá-lo para o norte da África, onde os britânicos combatiam as tropas nazistas. Talvez tenha sido mágica. Ou ele tirou uma moeda de trás da orelha do comandante e, enquanto esse se distraía com o truque, saiu correndo e se juntou às tropas de Sua Majestade. Chegando lá, apesar do seu crachá ter “mágico” escrito em letras garrafais, teve de convencer o pessoal tudo de novo. - Então, cara. Eu sou... mágico! (Ele falava isso fazendo uma pausa depois do “sou”, para criar um certo suspense. E fazia uma voz grave para o “mágico”, igual à daqueles locutores que anunciam a empresa de dublagem de um filme antigo antes dele começar). - Sério, meu? Pô, legal! Chegou em boa hora, tenho um serviço aqui para você. ... Maskelyne acordou num salto. “De hoje não passa”, pensou, enquanto alimentava os coelhos e desembaraçava os lenços coloridos que usara na noite anterior: “Ei, olha o ás de paus aqui na minha meia! Ok, tudo acertado. Agora vou botar meu plano em prática e calar a boca desses caras de fuinha”. ... - Ô, chefia, chega aí! ... Horas depois, os superiores de Jasper ainda não tinham conseguido encontrar o raio do tanque. Jasper ficou tirando um sarrinho: - Desistiram? ... Assim Jasper Maskelyne conseguiu a chance que queria. Ganhou carta branca da “chefia” e reuniu outros oficiais, gente de áreas tão diversas quanto engenheiros elétricos e especialistas em construção de cenários. Eles ficaram conhecidos como a Gangue da Mágica e realizaram fabulosas proezas de ilusionismo em plena Segunda Guerra Mundial. Coisas do tipo criar tanques e pelotões falsos, além de camuflar os verdadeiros, confundindo por completo as cabeças dos pobres alemães. Não contente, Jasper fez simplesmente desaparecer o Canal de Suez ao saber que a Luftwaffe planejava atacá-lo. Por outro lado, tirou da cartola um Porto de Alexandria falso, fazendo o inimigo despejar bombas e bombas n’água. Também ajudou a criar o fator surpresa na Batalha de El-Alamein, que marcou a virada dos aliados na região até então dominada pelos alemães. Diz que o marechal-de-campo Rommel, também conhecido como Raposa do Deserto e responsável pela atuação alemã na África, nunca mais pôde ouvir a palavra “abracadabra” sem ter faniquitos. Já Maskelyne só pensava em como ia fazer “vixi-vixi-vixi” para aquele primeiro oficial inglês láááá em Londres, quando voltasse para casa. ![]() Acha que eu inventei a história? Pois o caminhão e esse link aqui não me deixam mentir! Este texto é uma reedição. Jasper fez uma mágica e as horas de descanso da Clara sumiram, de forma que ela só volta a postar bobagens inéditas na terça-feira. Obrigada!
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