sábado, 4 de março de 2006

A maçã que veio do espaço

Não é de hoje que se fala sobre uma possível influência alienígena em nosso planeta. Muitos acreditam, por exemplo, que as pirâmides do Egito e de alguns povos primitivos da América Latina foram erguidas através de conhecimentos de seres intergalácticos. Será que ferramentas rudimentares conseguiriam cortar com precisão cirúrgica pedras gigantescas, arrastá-las por quilômetros e empilhá-las em locais muitas vezes acidentados? Até mesmo invenções mais modernas, como aeronaves militares imperceptíveis a radares, também costumam ser creditadas a uma troca de tecnologia entre humanos e ETs.

Contudo, a maior prova de que extraterrestres emprestaram sua inteligência para o desenvolvimento da raça humana não são obras colossais como pirâmides de tempos passados ou avanços engenhosos como aviões de última geração – e sim uma pequena e inocente fruta. Só que não estamos falando de frutas comuns, daquelas que você compra na feira de baciada. Trata-se de um tipo especial de fruta, cuidadosamente desenvolvida a anos-luz da Terra e importada sob sigilo para as mesas de alguns cidadãos como eu ou você. Pois a evidência mais concreta do dedo alienígena neste pequeno planeta azul são as maçãs da Mônica.

Não precisa ser cientista para desconfiar desse fato. Nem a maçã da Branca de Neve, fabricada através de feitiço para ser a mais suculenta, a mais vermelha e a mais apetitosa, conseguiu chegar ao caule daquelas pequenas obras de arte comestíveis. Impossível a natureza, mesmo com toda a sua sabedoria e genialidade, gerar maçãs tão perfeitas de forma espontânea e terrena – ou, pelo menos, não tantos exemplares suficientes para comercialização em larga escala. Você já viu uma árvore de maçã da Mônica? Claro que não! Mais fácil seria encontrar-se com o Pé Grande, ou dar um mergulho com o Monstro do Lago Ness.

As maçãs da Mônica seriam estrelas de primeira grandeza se o mundo hortifrutigranjeiro fosse Hollywood. Seriam um bando de Brads Pitts e Angelinas Jolies. Repare como não se misturam com outras maçãs normais, localizadas em grandes caixotes entres mandioquinhas, bananas e laranjas. O consumidor não precisa escolher um exemplar de cada vez, apalpando e examinando para evitar amassados, manchas ou falhas. Basta alcançar qualquer um dos sacos e botá-lo no carrinho – afinal, ali dentro não tem espaço para os pequenos defeitos terrenos. Garantia que só uma inteligência acima da nossa poderia dar.

Enquanto maçãs comuns são desiguais, as maçãs da Mônica parecem ser produto de uma mesma fórmula, tamanha é a semelhança entre os exemplares. A única variação ocorre na cor da casca, que pode puxar mais para o vermelho ou mais para o verde. Todas elas são compactas, e possuem um cabinho em cima. Parecem maçãs de cera, cenográficas, mas não... É de comer mesmo. E o gosto? Só quem experimentou uma sabe do que estou falando. É um gosto diferente, mágico, doce puxando pro azedinho. Uma textura firme, nada daquela polpa farelenta das maçãs terráqueas.

Assim como em toda história envolvendo visitas interplanetárias, aqui também existem acobertamentos. Poucas pessoas sabem que junto com os escombros do óvni em Roswell foram encontradas duas maçãs da Mônica intactas. Que o presidente Kennedy tinha acabado de tomar uma vitamina com aquele ingrediente antes de ser assassinado. Também nada se diz sobre o pequeno fruto que o ET de Varginha estava degustando quando foi encontrado pelas meninas da cidade mineira. Sabe-se inclusive que em um episódio de “Arquivo X”, Mulder e Scully tentam rastrear a origem de tais iguarias, levantando uma série de questionamentos envolvendo extraterrestres e personagens de gibis. Pena que o capítulo foi proibido e os filmes originais, queimados. Documentos revelam que a ordem veio do Pentágono, mas as autoridades negam.

Os verdadeiros motivos pelos quais alienígenas escolheram uma forma tão singela para imporem seus conhecimentos à raça humana ainda são um mistério, apesar de muitos acreditarem que a tática tem funcionado: afinal, a maioria dos mortais nunca vai montar uma pirâmide de pedras ou pilotar um caça invisível. Mas todo mundo come maçã, certo? É um jeito dos cabeçudos infiltrarem-se no nosso dia-a-dia, nos nossos lares, no nosso estômago. Quem sabe o que aquelas pequenas maçãs contêm em sua essência? Talvez DNA alienígena. Vai que no dia da grande revelação todos os consumidores de maçãs da Mônica sejam convocados a se encontrarem no topo de um morro, como em “Contatos Imediatos do Segundo Grau”, para darem as boas-vindas aos discos voadores!

Eu estarei lá.

maca_monica.jpg
Seriam os deuses agricultores?


Vivi Griswold às 09:08 AM

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Pipoca, telona, escurinho e
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Fatos bizarros, comentários
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Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
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No som
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e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
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