Todo mundo já teve a oportunidade de conhecer uma mãe coruja, né? Trata-se daquela abnegada para a qual o filho é o mais bonito, o mais educado, o mais limpinho, o mais estudioso, o mais inteligente, o mais atlético, o mais cheiroso, o que nunca vai jogar papel de bala no chão e o que sempre vai comer todos os vegetais do prato. E de pensar que eu me tornei um exemplar dessa curiosa espécie...
Mas o meu rebento não me acorda de noite chorando; nem solta gases na frente das visitas; nem fica com febre ou bereba; e muito menos vai se mandar com uma namorada e não me ligar mais de fim de semana. Aliás, nem crescer ele vai! Permanecerá um bebezinho do tamanho exato desde o dia em que eu o peguei no colo pela primeira vez: 14 centímetros de largura por 21 de altura. E 152 páginas de recheio.
Ok, meu filhote é um livro que foi escrito a seis mãos – e seis vezes mais carinho – por mim e por outras duas mães. “É Impossível Ler Um Só – Histórias para devorar a qualquer hora”, porém, é um menino de sorte. Sua concepção foi totalmente planejada e aguardada. Ele nasceu com força total e tem padrinhos invejáveis (Mário Prata e Ricardo Feltrin, é mole?). Seu batizado, ups, lançamento, foi o maior sucesso e lotou de amigos, parentes, agregados, leitores, curiosos, passantes. E ainda por cima é corado!
O caso é que eu poderia continuar até amanhã falando sobre nosso livro. Sobre como ele nos trinca de orgulho. Sobre como ele nos encheu de alegria, de realização e nos deu o maior frio na barriga já sentido por este trio. Sobre como botamos a maior fé na sua trajetória e sabemos que ainda conseguiremos muitas coisas boas ao lado dele. Sou mãe coruja mesmo!
Contudo, o propósito deste texto é mais prático e esperamos poder contar com a sua ajuda, leitor atento aí do outro lado da telinha do computador. Você já adquiriu seu exemplar (ainda não? Pô, clique já aqui!) e está matutando em que mais pode nos ajudar nestes bravios mares literários, certo? Bem, estamos aqui para sanar essas dúvidas. Na verdade, estamos aqui para criar uma força-tarefa pró-“É Impossível Ler Um Só”.
Se cada um fizer um pouquinho, este planeta será um lugar bem mais legal para se viver. Não? Hmm. Ok, não custa tentar!
1) Fingir ser o vendedor
Nas grandes mega-stores do ramo (grande mega-store é pleonasmo?), os vendedores costumam usar uma camisa amarelo-canário estampada, nas costas, pela frase “Posso ajudar?”. Pois bem. Confeccione uma dessa para você e escreva com canetinha os mesmos dizeres. Entre na livraria e fique de bobeira. Quando um cliente perguntar para você sobre aquele livro do Luis Fernando Veríssimo, diga que ele está por fora do mundo das crônicas. Que o que liga agora é um tal de “É Impossível Ler Um só”, sabe? Insista até ele comprar um exemplar para si e um para a vizinha. E siga para a próxima vítima.
2) Fazer propaganda corpo-a-corpo
Repare que em livrarias bacanas sempre existe um par de bancos onde os clientes sentam-se para ler algumas brochuras. Encaminhe-se serelepe para o local com o “É Impossível Ler um Só” em mãos. Abra o volume e, de repente, comece a dar gargalhadas histéricas. Se você conseguir soltar lágrimas a cena ficará ainda mais efetiva. Quando as pessoas ao lado estiverem bem interessadas em sua leitura, volte-se para elas e diga “Gente, esse livro é muito bom! Ainda vai me matar de tanto rir”. Em seguida, deixe o exemplar em cima do banco, bem à vista dos demais, e saia de perto.
3) Encorajar a leitura casual
Na mesma livraria certamente haverá também aquele canto das revistas, onde madames descansam e lêem sobre as novidades da última cirurgia plástica do mercado e moleques endiabrados fazem um pit-stop para conhecerem os mais novos e irados joguinhos de Play Station. Veja bem: nosso público pode ser composto por madames e moleques endiabrados, somos autoras bem democráticas. Portanto, pegue um “É Impossível Ler Um Só” e deixe-o, displicentemente, entre a Caras e a EGM. Sua capa bacanosa e colorida vai ofuscar as duas publicações, tenha certeza.
4) Botar em prática a “Operação Grude”
A chamada “Operação Grude” é muito simples. Você vai grudar em um vendedor da loja e não soltar mais. Chegue para o moço e pergunte pelo volume. Mas faça de um jeito bem efetivo: por exemplo, diga “Oi! Eu tô procurando um livro super recomendado de três garotas que têm um site pra lá de divertido. Como se chama mesmo? Puxa, tem até orelha do Mário Prata! Sabe? Elas são colunistas da Época, e... Ah! Lembrei! ‘É Impossível Ler um Só’!”. Nisso, o cara já se interessou. Depois, é só grudar em outro vendedor, até que a equipe inteira da loja saiba da existência do livro.
5) Botar em prática a “Operação Mão-Boba”
Se a “Operação Grude” é fácil, a “Operação Mão-Boba” é facílima. Tudo o que você precisa fazer é ser muito ágil. Vá até a seção da livraria onde repousa a nossa brochura e pegue um. Em seguida, siga para a frente do estabelecimento, na prateleira onde costumam ficar os best-sellers. De um modo muito rápido, tire do display “O Zahir”, de Paulo Coelho, e coloque em seu lugar o “É Impossível Ler Um Só”, do Garotas. Se quiser completar bem a missão, coloque o exemplar retirado lá na parte de Administração e Finanças, para que ele nunca mais seja encontrado. Também vale fazer o mesmo com “O Código Da Vinci”.

Ninguém vai reparar na diferença!