Companheira diária, aquela máquina quadrada que transmite imagens já nos fez testemunhar momentos de pura magia: beijos de último capítulo, reportagens instigantes, cenas raras, gols maravilhosos, episódios históricos ao vivo, reprises do Chaves e até mesmo Didi imitando a Maria Bethânia. Isso, claro, é o lado bom – o motivo primordial para que tenhamos a televisão em um apê com vista privilegiada dentro de nossos corações.
Mas se no mundo real nem tudo são flores, imagine só ali dentro. Dizem que o couro come. A tal briga pela audiência seja pelo preço que for, a tal mania de escalar gente jovem, bonita e sarada para fazer vezes de profissionais qualificados e, principalmente, a tal falta de semancol, contribuem para que a qualidade das atrações vá voando pelos ares sem deixar rastros.
A TV já nos deu coisas lindas de encher as vistas. Mas também já nos fez sofrer só por olhar para alguns dos piores momentos que seguem...
1) Van Damme armando a barraca
Tinha que acontecer no programa de Augusto Liberato. Seguinte: o astro nanico (e belga) Jean-Claude Van Damme era convidado de gala no “Domingo Legal”. Outra convidada, a Gretchen, resolveu mostrar para o gringo o rebolado da mulher brasileira bem de perto. O resultado? Digamos que o pintinho amarelinho dele ficou animado. E eu engasguei com a macarronada.
2) Dercy com peitos de fora
Foi no Carnaval de 1991 – e, pelas minhas contas, a comediante estava com... deixe-me pensar... 167 anos. A rainha do bolão pé-na-cova foi homenageada pela escola Viradouro e saiu em um carro alegórico com os seios à mostra. Tá certo que Dercy Gonçalves é um exemplo de vivacidade, de humor e de micagens, mas... Existem coisas que a gente não precisa ver, né?
3) Bial e o viado
O “repórter-e-gato” (só se for para a turma do Casseta mesmo) deu um exemplo de como pode ser preconceituoso ao deixar escapar, após uma reportagem sobre um bailarino brasileiro no “Fantástico”, a singela frase “isso é coisa de viado”. Infelizmente para o jornalista, o áudio do estúdio estava aberto e a expressão foi ouvida do Oiapoque ao Chuí. Um fora fantástico.
4) O dia do Latininho
Em 8 de setembro de 1996, o público brasileiro testemunhou um dos espetáculos mais macabros da TV. Naquele domingo, Faustão chamou ao palco sua arma pela audiência: um adolescente de 15 anos usando vestimentas semelhantes às do cantor Latino. Só que o jovem sofria de uma síndrome que causava, além de pouca altura, retardo mental. E quase não foi exposto ao ridículo.
5) Chorando pela boneca
Kleber Bambam foi o primeiro vencedor do Big Brother Brasil e, parece, a vitória foi concretizada por conta de um episódio específico: o dançarino de axé havia confeccionado uma boneca chamada Maria Eugênia, sua companhia mais fiel no confinamento. Em um dado dia, porém, a boneca foi retirada da casa sem aviso – e Bambam chorou como um bezerrinho desmamado. Eita.
6) Dona Armênia II
Dona Armênia nasceu na novela “Rainha da Sucata” e logo se firmou como uma das personagens mais bacanas da TV. Foi tanto o sucesso que expressões como “na chon” viraram gírias entre os populares. Porém, a mãe e seus três “filhinhas” voltaram em outra novela, “Deus Nos Acuda”. A trama fraca estragou o que era bom e a gente ficou pensado: pô, não precisava...
7) Pegadinha com Rafael Ilha
Que o ex-Polegar Rafael Ilha já passou por maus bocados por conta da dependência química, todo mundo sabe. O que tentamos esquecer é a ocasião em que, durante uma malfadada pegadinha, Sérgio Mallandro fez um ator oferecer cocaína a Rafael, enquanto ele esperava no camarim do programa. No final, a cocaína era açúcar, o ator levou umas bordoadas e o episódio virou maldito.
8) “I de iscola”
“Fantasia” já era uma aberração: apresentadoras do naipe da “sem-terra” Débora Rodrigues atendiam telespectadores que ligavam para faturar uns mangos em gincanas. Foi o debut televisivo de Carla Perez, recém-saída do grupo É o Tchan. E foi ela quem, na prova da palavra cruzada, tentou confirmar a escolha da letra da pessoa e sentenciou “I de iscola”. Não é lenda urbana.
9) Uma coisa chata
Em 11 de setembro de 2001, o mundo inteiro parou diante das cenas dos aviões dirigidos por terroristas atingindo as torres gêmeas do World Trade Center. E nossa querida Luciana Gimenez, no comando de seu “Super Pop” naquela noite, começou a chamada de uma inserção jornalística com a frase “Aconteceu uma coisa chata em Nova York”. Poderia ter falado pelo menos “MUITO chata”, vá...
10) Repórter joselito
Talvez nenhum outro evento trágico tenha rendido tantos momentos ruins da TV brasileira como a morte dos integrantes da banda Mamonas Assassinas. O maior exemplo foi um repórter que, na porta da casa dos pais de um dos integrantes, perguntou a um tio “E aí, como está o clima lá dentro?”. O tio, mui seco, respondeu “Tem bolo, quer entrar?”. Depois dessa, eu pediria demissão.
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E não se esqueça disso!

Quando: 4 de junho, sábado
A que horas: das 14h às 18h
Local: Livraria Cultura - Loja de Artes
Onde: Av. Paulista, 2073 (Conjunto Nacional)