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Teorias sobre gente perdida Logo que vi o primeiro anúncio no intervalo, eu soube: “Lost” seria meu novo vício televisivo. Dentre as dezenas de séries e reality shows que assisto, essa seria líder. Já posso perder um ou outro capítulo de “CSI”, suporto ver “Entre Quatro Paredes” na reprise e até tolero ficar sem saber quem o peruquento Donald Trump demitiu na última semana. Mas perder “Lost”, aí não! E tudo começou assim que o avião caiu na ilha... O que terá acontecido com aquela gente depois disso? O seriado americano está fervendo em sua terra natal. Mesmo lá, no país dos enlatados de TV, causou frisson desde os primeiros episódios - por aqui, aporta toda segunda-feira no canal a cabo AXN. Também, pudera. Tudo já começa pegando fogo literalmente. O avião em chamas está desabado na praia de areias branquinhas e mar azul. Pessoas correm por todo lado tentando escapar da turbina que ainda teima em funcionar – e sugar alguns desavisados, moendo-os feito laranja lima. O médico Jack é quem toma a liderança de organizar aquela zorra. O acidente acontece em algum lugar próximo à Austrália, de onde partira a aeronave. A bordo, centenas de pessoas. Vivos depois da queda, somente 48 sortudos que estavam na parte frontal do avião. A de trás... bom, ela foi arrancada e está jogada no meio da floresta recheada de presuntos (e eu não me refiro àquele gostoso, de comer com queijo). Passado o impacto, eles precisaram sentar e tomar consciência do desastre. Estão em uma ilha deserta, debaixo de calor escaldante, com alguns feridos e muitos problemas. Claro, porque sempre há problemas. Não demoram a descobrir, por exemplo, que o piloto havia mudado a rota para escapar de uma tempestade e não informou ninguém disso. Portanto, nossos heróis estão perdidos, ferrados e mal-pagos. O diabo é que já seria uma baita série legal se ficasse por aí – eu queria ver o conflito de um grupo que nem se conhece mas já tem que lutar por protetor solar e água potável. Só que fica pior. Caminhando pela ilha, os sujeitos notam a presença de uma criatura (não focalizada, saco!) que traga árvores inteiras. Encontram javalis selvagens e... um urso polar! Que raios acontece nesse lugar, só o roteirista sabe. Mas o resto de nós pode criar teorias as mais variadas sobre o que rola de fato com “Lost”. Quem são eles? Por que todo mundo ali tinha um drama pessoal a resolver? Por que uma transmissão de rádio achada por eles está sendo repetida há 16 anos? Como o Jack consegue ficar ainda mais gatão com um corte na cara?? Estes são os meus palpites. Já que nada faz sentido na série, eles também não precisam fazer. Todo mundo bateu as botas Eles estão no Big Brother É uma experiência científica A ilha é alien Trata-se de um comercial da Coca-cola
É isso aí? Tem refrigerante na parada? Fla Wonka às 02:44 PM |
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