sexta-feira, 17 de dezembro de 2004

Adeus ano velho

Posso contar um segredo? Eu adoro retrospectivas. Não perco uma. Mesmo que termine xingando a produção por não ter incluído isto e aquilo que, na minha opinião, eram imprescindíveis na recapitulação do ano. Espero que você, leitor, tenha mais condescendência do que esta que vos escreve, ao adentrar os domínios da “Retrospectiva Garotas 2004 – Ou Quase Isso”.

O ano começou com textos dos leitores: foram Taís, Marco Aurélio e Ana os primeiros a dar o ar da graça por aqui, ainda na ressaca do Reveillon e na rabeira da Promoção de Natal de 2003. Ao voltarmos para essa casa da mãe Joana virtual, publicamos uma composição de Vivi sobre as férias (e suas diferenças num piscar de anos), uma reflexão de Flá sobre o dolce far niente e um breve elogio a Peter Jackson, meu.

E muito mais aconteceu nesse intervalo de quase 365 dias, 260 deles úteis (descontemos aí uns 20 dias de feriados). Mudamos o leiáute do Garotas, inventamos de publicar uma seleção dos dez melhores textos de cada uma de nós até então, no 16 de janeiro, e vimos o nascimento do Fórum de Leitores.

Encontrei com a verdadeira Mirtes no ponto de ônibus; ganhamos um samba-enredo dos mais tradicionais; dei adeus ao Deep Purple e uma folha seca na falta de assunto para escrever todo orado dia (útil). Além disso, Vivi empreendeu uma viagem ao fim do mundo e Flá espera um presente fantástico para o ano que vem.

Entre os grandes momentos do ano, contabilizamos mais, muito mais. Olha só:

A gente viu: Em janeiro, fomos nos aventurar na São Paulo Fashion Week. Apesar de termos circulado entre grandes nomes da moda e nos inserido no ambiente de gente moderna-bonita-e-descolada, continuamos sem entender muito do assunto.
A gente vai esperar para ver: o anunciado retorno de Willy Wonka, pelas mãos seguras do diretor Tim Burton e a capacidade inventiva de Johnny Depp. Descansamos seguras, até prova em contrário. O projeto está em ótimas mãos!

Trauma superado: Fevereiro foi um mês produtivo. Vivi e eu superamos um grande trauma de infância que nos assolava, o medo do ET. O Open Air, evento que bota uma tela de cinema gigante ao ar livre, no Jóquei, exibiu o filme e deu a oportunidade para perdermos a paúra do bicho – e o melhor de tudo, juntas e ao lado de Flá.
Trauma não-superado: continuo com medo de banheiros e Flá ainda treme ao ver o Minotauro, a Medusa e o Ciclope.

Melhor frase: “Viu... esse aí é o padre Marreco?” – velhote pergunta ao namorido, diante de uma igreja em São João Del Rei, sobre a identidade do sacerdote a rezar uma missa.
Pior frase: “Ihhhh...” – funcionário engraçadinho do Departamento de Trânsito explica que provavelmente nunca mais verei o documento do meu carro.

Uma noite para não esquecer: 17 de abril, Pinheiros, São Paulo. A festa que marcou o primeiro aniversário do Garotas deixou essas três malucas em polvorosa por uns bons pares de semanas. Depois de comprar brinquedinhos e doces, encher bexigas, montar saquinhos surpresa e escolher o figurino, acredita que tínhamos medo de que ninguém aparecesse? Rá! A pista lotou, conhecemos uma porção de gente bacana e a diversão foi mesmo inesquecível.
Uma noite para esquecer: Um dia de maio do qual não me lembro exatamente, Vila Olímpia, São Paulo. A entrega do Prêmio iBest foi um banho de água fria em três mocinhas jornalistas (mas limpinhas), realmente crentes de que poderiam vencer. Não deu.

Isso sem falar nos números. Neste ano, o Garotas ultrapassou a marca de 1.500.000 pageviews e dos mil textos publicados – quantias que encheram os olhos, como diria a Mirtes, e deixaram suas mamães muito felizes. Mas não há alegria numerável como a que os leitores nos trazem, comparecendo aqui, ali no Fórum ou lá no e-mail dia após dia, para rir, chorar, comentar e relembrar juntos todas as palavras escritas por aqui.

Já devo ter dito isso um zilhão de vezes, mas mal não vai fazer: obrigada, mais uma vez. Vocês alegram nossos dias! Que as festas de cada maluco aí fora seja tão boa quanto a companhia que vocês nos fazem. Até 2005!

* * * * * *

O descanso das guerreiras

Quando a gente sai de férias, apela para a ajuda de um amigo bem íntimo, daqueles que não vai ligar de dar uma passadinha na sua casa para ver se está tudo ok, recolher os jornais e molhar as plantas, certo?

Pois as férias deste trio não poderiam ser diferentes: vamos para um merecido descanso e, enquanto isso, quem melhor do que os leitores para tomarem conta do site – a nossa casa virtual? Segunda, 20, tem o resultado da Promoção de Natal; nas três semanas seguintes, as cartas de outros leitores doidões serão publicadas.

A gente garante um texto por dia (útil, lembre-se!) até 10 de janeiro, quando voltamos para cá. Ainda assim, se a saudade apertar, não se faça de rogado: divirta-se no extenso Arquivo ou releia todos os textos indicados pela publicação aí de cima, um verdadeiro samba-do-link-doido. Até mais ver!

Clara McFly às 07:32 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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