terça-feira, 17 de agosto de 2004

Conhece o Mario?

Calma! Não vou escrever um texto sobre a piada mais infame dos últimos tempos. Até porque você conhece o sujeito sim. E olha que ele nem precisou fazer nada atrás do armário para marcar a sua presença na história: apareceu como um simples coadjuvante no começo da década de 80. De lá para cá, vem angariando uma legião de fãs cada vez maior. E eu faço parte dela.

Mario, o gorducho e bigodudo homenzinho da Nintendo, estreou no jogo “Donkey Kong” em 1981. O coitado tinha a missão de salvar uma princesa das garras de um gorila furioso. No caminho, ele precisava correr, pular barris e subir escadas, até chegar perto do brutamontes. O jogo, em si, não empolgava – eram necessários poucos minutos para a euforia ceder espaço ao tédio. Mas algo na tela mostrava que aquele baixote teria um futuro promissor.

O papel principal chegou em 1983, com o game “Mario Bros”. Só ali fomos conhecer um pouco mais sobre o astro. Primeiro, ele era um encanador descendente de italianos. Segundo, trabalhava em equipe com o irmão, Luigi. Terceiro, parecia com aquele seu vizinho barrigudo que passa o domingo sem camisa lavando o carro. E é exatamente por isso que eu adoro o Mario: ele não tem poder algum, não carrega armas, não dá soco em ninguém e só consegue finalizar a missão por ser irresistivelmente mundano.

Em “Mario Bros”, a dupla fraternal precisava livrar os esgotos de caranguejos, moscas e tartarugas. Cá entre nós, uma tarefa mixuruca perto da próxima aventura, “Super Mario Bros”. E foi com esse jogo que eu caí de encantos pelo mundo do Mario, repleto de cogumelos, plantas carnívoras, balas de canhão e músicas grudentas.

Para quem tinha acabado de sair do Atari, aquilo era a última geração em matéria de videogames. Todos os jogos que me divertiram no passado a) não tinham fases, b) não tinham fim e c) não tinham história. Mas isso mudou quando eu deixei o Mario entrar na minha vida. “Super Mario Bros”, de 1985, contava com diversas fases – que variavam entre um ensolarado gramado e uma escura masmorra –, brindava o jogador assíduo com um final e, mais importante, carregava um roteiro!

Ok. Um encanador italiano enfrentando obstáculos do Reino do Cogumelo para salvar a princesa Pêssego seqüestrada por um dragão maligno chamado Bowser não é lá um primor de roteiro. Aliás, está mais para samba do crioulo doido do que para uma história que se preze. Ainda assim, melhor do que fazer um sapo atravessar uma rua porque sim, ou conduzir um aviãozinho entre navios e tanques de gasolina porque sim. É que eu gosto das coisas muito bem explicadas, sabe? Com um sentido de ser.

E não fui só eu a tomada pela Mariomania. Ou alguém esqueceu que o programa da Xuxa exibia um desenho sobre o universo louco daquele encanador? Ou que já foi produzido um filme baseado no personagem, estrelado por Bob Hoskins – o detetive de “Uma Cilada para Roger Rabbit”? Pois é. Com a fama, Mario ganhou novas roupagens e novos horizontes.

Confesso, porém, que dei um tempo na minha relação com o baixinho. Só fiquei sabendo dele por terceiros. Ouvi dizer, por exemplo, que ele ganhou um rabo de guaxinim em “Super Mario Bros 3”. Que começou a gostar de corridas velozes em “Super Mario Kart”. Que deu uma de Tiger Woods em “Mario Golf”. E tantas outras notícias estranhas.

Tenho saudades do tempo em que Mario não era esse superstar, nem tema de piada sem-graça. Por isso, um brinde de soda aos velhos tempos e ao encanador, uma pessoa como eu e você – com uns pixels toscos a mais, é claro.

mariobros.gif
Turminha animada e... quadriculada


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Cadê a Clara?

Clara, a uma hora dessas, deve estar procurando um tal de duende sapateiro pelos bosques de São Bernardo do Campo, gozando de sua mini-folga de uma semaninha do Garotas. E, depois dela, cada uma de nós também terá a sua chance alternadamente – para não deixar nem o site, nem você na mão.

Confira as datas das nossas merecidas férias:

Clara: de 16 a 20 de agosto
Flá: de 23 a 27 de agosto
Vivi: de 30 de agosto a 3 de setembro

A partir de 08 de setembro, voltamos as três com gás total.

Vivi Griswold às 10:59 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold