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Cada um com o seu Num episódio antológico de “Seinfeld”, George é pego como veio ao mundo por uma amiga da moçoila que ele está namorando – mas com quem ainda não trocou fluidos corporais, digamos. Como ele havia acabado de voltar de um banho de mar, alega ter sido prejudicado, pois o dito-cujo sofreria um encolhimento significativo ao ser imerso na água fria. Jerry tenta convencê-lo de que o encolhimento é um fato sabido por todos, inclusive pelo time feminino. Para tirar a prova, eles consultam a amiga Elaine a fim de saber se as mulheres estão familiarizadas com o assunto, ao que ela responde “que encolhimento? De roupas na lavanderia?”. Desesperos masculinos à parte, confesso que eu tampouco estava por dentro do tema. Sério que encolhe?! Pensando nisso, promovi um rápido debate sobre o pinto, esse desconhecido, e descobri coisas realmente bizarras – além de comprovar, pelos testemunhos de amigos, que o moçoilo diminui mesmo em ambientes gelados. E olha que estou longe de ser uma mocinha ingênua, criada na clausura por aquelas famílias que acham sexo ser o maior tabu. Sem mais nem menos, garotos podem acordar certas manhãs com seu coleguinha já de pé. Isso eu havia notado, mas não imaginava que alguns pobres coitados também despertam de uma soneca qualquer – no ônibus, por exemplo – ligados no 220. Que mico. Minha pesquisa apontou ainda que, postos nessa delicada situação, homens costumam disfarçar colocando as mãos no bolso e puxando as calças para a frente. Ou lançam mão de uma bolsa, quando a têm, para tampar o impertinente e desembarcar sem causar constrangimento. Aparentemente, fazer xixi com o ditoduro (não foi erro de digitação) também é um problema. As opções são sentar-se no vaso e brigar para a mangueirinha ficar virada para baixo, ou postar-se diante da privada numa posição esquisitíssima, com os joelhos meio dobrados e o tronco levemente torto. Que puxa. Ainda por cima, me disseram que dói à beça visitar o WC quando o serelepe teima em se retesar. Acho que esse é o problema de ter uma, digamos, modelagem econômica, e precisar contar com um único canal para múltiplas funções. Os meninos nunca vão saber como é ter de submeter-se, semestralmente, a um exame em que a gente deita numa mesa com as pernocas para cima e é avaliada por um especialista, sem nada a nos tapar as vergonhas – aliás, o exame é justamente ali. Não é muito agradável. Mas acabamos lançando mão do grande trunfo humano da adaptabilidade e, bem, nos acostumamos ao fato de visitar o ginecologista periodicamente. Assim como nos habituamos com as cólicas e as inconveniências de passar um período mensal munidas de absorventes na bolsa e em outros lugares. Mas, sinceramente, descobri que ser menina tem mais vantagens do que eu imaginava. Como não ter de dar uma de Dama (ou “Damo”, no caso) do Lotação involuntariamente...
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