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Amém, Deus Atlas! Sou plenamente a favor que todo mundo tenha uma esquisitice evidente. Claro, todo mundo tem mesmo, mas a maioria esconde. É aquela tese do “de perto, ninguém é normal”. Mas de longe também não deveria ser. Ser normal é muito... normal! Eu tenho uma estranheza leve e inofensiva que muito me orgulha: sou viciada e fascinada por mapas. A ponto de levá-los na bolsa... É, eu sei que parece exagero. Só que não consigo tirar da pequena bolsinha um mapa da Europa que imprimi há anos. Ando com ele a tiracolo – pro caso de precisar mostrar a alguém onde fica Florença, sabe? Ninguém precisa saber disso às pressas? Bobagem, claro que precisa. Incontáveis vezes já pude sacar o tal mapa e ajudar desavisados. Um amigo que voltara do Velho Mundo e queria mostrar o trajeto que fez, um garoto que precisava explicar onde iria morar em alguns meses, um tio que desejava achar a cidadezinha onde planejava passar férias... Todos fizeram cara de “hã?” quando eu disse que tinha um mapa logo ali, mas amaram a esquisitice. A bem da verdade, qualquer mapa me diverte. Quando era pequena, podia me entreter por horas observando o globo iluminado do meu irmão. Procurava “o lugar com nome mais difícil”, “o maior país” ou “uma ilhota beeeem isolada”. Vladivostock, URSS e Tristão da Cunha quase sempre ganhavam minha atenção. Ainda era hilário girar o mundo bem rápido e meter o dedão onde, supostamente, eu iria nas próximas férias. Quando dava algo como Laos, eu roubava e arrastava o indicador até a Índia. Ainda sonho ver o Taj Mahal ao vivo, por sinal. Todo o problema de Vivi com guias não me é familiar. Posso olhar aquele livrão cheio de artérias asfálticas e me localizar em minutos. E olha que é muitíssimo comum o endereço que eu procuro estar na dobra ou na orelha gasta da página. Verdade verdadeira: tenho facilidade mesmo em me localizar. Por isso sou conhecida como Mulher Bússola! Bom, por isso e por usar um instrumento desses grudado no pulso... A mania de fuçar os mapas do mundo inteiro já virou vício. O Atlas que eu encadernei depois de colecionar 765 mil fascículos da Folha de São Paulo, desintegrou pelo uso intensivo. Vendo meu emburramento a cada porção da África que se soltava, o namorido foi espetacular: dois natais atrás, me deu o maior, melhor e mais pesado Atlas do planeta! Adivinha se os parentes não acharam um presente pra lá de esquisito? Não importa. Hoje sou dona de 800 páginas de mapas coloridos e detalhadíssimos (imagens de satélite, coisa fina). Para facilitar a consulta, ele fica aberto sob um móvel aqui de casa – como alguns fazem com a Bíblia. Com todo respeito... eu uso mais o Atlas. Muita gente pergunta o que tanto eu checo no livro, já que o mundo é esse mesmo e não muda todo dia de formação. Vejo de tudo: quem é vizinho de quem, que montanhas atravessam tal país, onde certo rio desemboca, a capital de uma nação diminuta. Acho curioso saber pormenores de lugares que, possivelmente, posso ouvir falar um dia. Não sei dizer melhor que isso o que se passa, não. Esquisitice todos têm, mas ninguém explica.
Essa é minha leitura universal Grandes Garotas Também Agradecem Dizem que por trás de um grande homem, existe uma grande mulher. Eu completaria: e por trás de um grande site, existem grandes leitores! A todo mundo que votou em nós para Top 3 do iBest, a todo mundo que incentivou e enviou palavras de carinho, a todos que escreveram para elogiar o selinho do Mario Bros. e o pop-up... obrigada é pouco! Vocês merecem é um ENORME OBRIGADA DE CORAÇÃO!!! De três corações! Agora só falta vencer... Fla Wonka às 01:10 PM |
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