segunda-feira, 26 de janeiro de 2004

É para vender?

A gente os ouve ou lê todo dia. A gente repete, como se fosse uma coisa normal. Por isso, deixamos escapar o toque de surrealismo que alguns slogans guardam, no mundo encantado da publicidade. Também, pudera. Com tanto bombardeio, via TV, internet, rádio e outdoors, já é automático: basta que nossas retinas encontrem o nome de um produto que sua frase de acompanhamento já chega junto.

Embora a publicidade brasileira seja aclamada mundo afora, vamos convir que nem todas os slogans sejam algo de genial. Às vezes, até “grudam” – o que, claro, é seu objetivo principal. Mas ainda assim podem sair pela culatra ou soar, no mínimo, esquisitos, se a gente parar para pensar. Então, vamos lá. Não é estranho ter o slogan...

7. É isso aí?
Como a Coca-cola pode ter essa frase de efeito? Ninguém sabe o que diabos é a fórmula! Pensando melhor, talvez seja até apropriadíssimo. Como ninguém sabe do que é feita a bebida, digamos que ela é... isso aí.

6. Colocando você sempre à frente?
Vindo de qualquer banco, eu jamais aceitaria o convite de ser colocada à frente. Porque aí eles vêm por trás e entram, digamos, rasgando – seu bolso ou o que mais a comparação permitir. Vá procurar gente para botar na frente noutra freguesia!

5. Põe na Cônsul?
Esse é velhinho, mas marcou época. E é mais um daqueles que permitem infinitas piadas de duplo sentido. Põe na Cônsul? Só se for na sua, infiel! Ainda bem que trocaram de slogan. Ou melhor, trocaram? Bem, se sim, o atual não faz tanto efeito quanto esse.

4. Tudo bem?
Para quem não se lembra, esse era o chamado “slogan” (com aspas bem salientadas) do Carrefour. Como assim, tudo bem? É uma apresentação do mercado? Nesse caso, ele poderia travar um pequeno diálogo com nossa próxima frase de efeito...

3. Prazer em conhecer?
Assinado pela C&A, essa pérola até faz sentido. Tá, nem tanto. Prazer em conhecer é uma expressão marcante, mas não entendi a que veio associada a uma loja de roupas. A propósito, depois o slogan virou “abuse e use”. Arrã.

2. Just do it?
Ah, façameofavor. Custava ao menos arrumar um slogan na língua pátria do país onde o produto é apresentado? O sêo Nike não quis pagar uma agência para adaptar a frase? Isso é que é contenção de despesas! Já não bastasse utilizar mão-de-obra... ah, deixa para lá.

1. Ah!
Campeão de longe, a expressão que acompanhou o creme dental Kolynos é realmente de outro mundo. Não bastasse aquela profusão de seres fazendo festinha numa grande quantidade de água, a propaganda ainda vinha com esse slogan absolutamente incrível de brinde. Detalhe: a Kolynos virou Sorriso – e continua com o “Ah!” no comercial.

Clara McFly às 07:39 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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