quarta-feira, 31 de dezembro de 2003

Pobres crianças de hoje em dia

Sabe, sou uma garota apaixonada pelos anos 80. As roupas ridículas que foram moda, as músicas, os programas de tv, enfim, tudo que fez parte das nossas vidas e que é divertido lembrar. No último final de semana, tive a infelicidade de assistir com a minha sobrinha um dos seus desenhos animados favoritos: um monte de bebês que falam, aprontam e são feios... muito feios. Até hoje sou uma aficionada por desenhos. Mas pelos antigos claro, porque esses de hoje em dia.

Resolvi então fazer uma lista dos 10 melhores desenhos animados da minha infância e providenciar uma reprise deles para a minha sobrinha – antes que a sua personalidade sofra um mal irreversível. Mas atenção! O motivo foi exclusivamente esse. Nem de longe estou interessada em ganhar os sete prêmios supimpas garimpados pelas Garotas e que marcaram a minha, a sua, a nossa infância.

10) A Cobra Azul
Por favor, digam que não sou a única que se lembra desse desenho. A Cobra Azul vivia atrás de uma mosca (ou seria uma abelha?) japonesa que cantava: “Toli, toli tolá... A Cobra ficou lá...” E não ria, porque eu gostava.

9) Os Flintstones
Interessante esse desenho sobre a saga dos homens das cavernas. Adorava ver as versões pré-históricas para as nossas tecnologias domésticas, como o chuveiro-elefante ou o abridor de latas- passarinho.

8) Pluto
Citei apenas o Pluto porque não eram todos os desenhos do Walt Disney que me faziam ficar na frente da tv. O Pato Donald, por exemplo, me irritava. Só para lembrar, aí vai um episódio que eu adorava: nele, o Pluto é enxovalhado por um casal de passarinhos por tentar acompanhá-los em sua cantoria matinal. Assumindo sua total desafinação, Pluto compra uma vitrola e, fazendo-a tocar com o seu rabo, finge para a sua namorada ser aquela a sua verdadeira voz.

7) Pernalonga
Impossível não se divertir com a habilidade desse coelho em enganar seus inimigos. Aliás, confesso que tinha preferência em vê-lo enganar o Hortelino, seguido pela memorável frase “O que é que há velhinho??” Adoro o episódio em que a toca do Pernalonga é inundada e ela acaba sendo fisgado por um cientista maluco que quer tirar o seu cérebro. O momento em que o Pernalonga finge ser um cabeleireiro e coloca dinamites no cabelo do monstro do tal castelo é show!

6) He-Man
Sei que é um desenho cheio de idiotas incapazes de suspeitar que Príncipe Adam e He-Man são a mesma pessoa só por causa de uma rápida sessão de bronzeamento. Mas eu adorava. Pena que nunca rolou nem um beijinho entre a Tila e o gatão musculoso. Será que ele era gay? Só sei que me lembro até hoje de uma terrível música cantada pelo Gorpo: “O bem vence o mal, espanta o temporal....” Não acredito que estou fazendo isso!

5) Papa-Léguas e o Coiote
Acho que o problema aqui não era a inteligência do Coiote, mas sim a má qualidade dos produtos Acme que ele adquiria para pegar o Papa-Léguas. O pobre lobo acreditava na propaganda enganosa e, sem a assessoria de um órgão de defesa do consumidor, acaba se estatelando nos precipícios. Acho que ele deveria procurar um advogado e mover uma ação por danos morais e corporais.

4) Corrida Maluca
Esse era ótimo. Eu, é claro, torcia para a Penélope Charmosa e achava o Peter Perfeito um charme.

3) Os Superamigos
“Enquanto isso, na Sala de Justiça...” Os Super Gêmeos (ativar) e o macaquinho Glick aprontam mais uma das suas. Eu queria ser a belíssima Mulher Maravilha. E isso desde os tempos do seriado na tv. Lembro bem dos episódios com a Legião do Mal e com o inimigo número 1 do Super Homem, o Mitzerplick, que era um ser vindo da quinta dimensão e que para voltar para lá tinha que dizer seu próprio nome ao contrário.

2) Caverna do Dragão
Para mim esse é um dos melhores desenhos da minha infância. Aliás, quase adolescência. Os garotos perdidos na terra do Vingador, que tentavam desesperadamente voltar para casa com a ajuda do Mestre dos Magos me encantava.

1) Pica-Pau
Ah, eu adorava as maldades do Pica-Pau contra o Zeca Urubu e a Minnie Ranheta. Até sabia de cor alguns episódios. Tinha um que ele cantava: “Tem passarinho que voa pro Sul, bem longe do ninho. Mas eu não viajo não, isso me faz mal, eu sou Pica-Pau”. Lembram que, no Domingo no Parque, você tinha que imitá-lo para ganhar um tênis Montreal, o único antimicrobial? OBS.: Flá, li seu texto sobre esse amável passarinho e também escolheria o episódio das Cataratas do Niagara como o mais divertido...

Por Paula

às 09:08 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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