sexta-feira, 12 de dezembro de 2003

Indústrias Musicais Mesa-Branca S.A.

Igualzinha a Vivi, prefiro acreditar nas versões mais inventivas e delirantes das teorias conspiratórias, como Paul McCartney morreu, Elvis vive e Nessie existe, confortavelmente instalada no lago Ness. Não porque tais afirmações tenham lógica ou embasamento, mas simplesmente porque são mais divertidas do que saber que Paul segue firme e forte, o Rei nos deixou há algum tempo e as tais águas escocesas nunca viram nada além de peixes.

Por isso acredito não só nas lendas acima, mas também na existência da dinastia merovíngia, dos Illuminati e de outras sociedades conspiratórias e/ou mafiosas, que tentam dominar o mundo ou o que sobrou dele. Flá contou hoje os setores que ela jura serem controlados pela máfia, e vou acrescer a lista com duas indústrias secretas – como toda boa conspiração, tem de ter algo por debaixo dos panos…

A primeira indústria secreta é a das composições póstumas. É impressionante como astros da música que já bateram a caçuleta continuam lançando canções! Isso só pode significar duas coisas: ou os figurões estão vivos e bem, morando com Elvis nalguma ilha paradisíaca, ou há um grupo de pessoas que continuam compondo para os falecidos e distribuindo as partituras e letras para as gravadoras, que ganham pesado com o filão necrófilo.

Eu fico com um misto das duas teorias: acho que Renato Russo e Tupac Shakur, campeões dos lançamentos mesa-branca, comandam um escritório de composições situado no Suriname – afinal, quem vai se lembrar de procurar pelos dois ali?

A outra indústria secreta é a das novas modalidades de assalto. A cada semana surge uma nova coleção, feito aquelas grifes de moda. Ladrões que esguicham silicone no vidro do carro; bandidos que invadem sua casa disfarçados de polícia civil; assaltantes que roubam você quando a porta do veículo é aberta para puxar o cinto de segurança para dentro… São tantos e-boatos que merecem um texto à parte.

Só pode ser produto de uma mente perversa – ou de várias, interessadas em amedrontar as pessoas gratuitamente. E, medo por medo, eu prefiro me assustar com Nessie, com a arrepiante história Paul is Dead ou com a possibilidade de topar com Elvis andando nas ruas de Piraporinha. Com o naipe que o moço ostentava nos últimos (?) dias de vida, isso seria verdadeiramente assustador…

EP1976.jpg
Ele podia ser o Rei, mas a lataria estava bem
danificada perto do fim, hein?
* * * * * *

Nós dizemos Ni – e obrigada também!

Ontem terminou a Primeira Fase de votação do iBest. O resultado só sai no dia 15 de janeiro – aposto que só para fazer suspense, porque se até resultado de eleição para presida sai no mesmo dia, que dirá uma competição de sites…

Até lá, estaremos de dedos cruzados e corações cheios de gratidão pelo apoio dos nossos leitores que disseram ni, votaram na gente e agüentaram o pop-up com a cara de brava da Rosie. Obrigada, queridos e queridas! Nós vivemos para isso (não para a cara da Rosie, mas para falar com vocês).


Clara McFly às 06:28 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold