quinta-feira, 11 de dezembro de 2003

Pão frito com creme no meio

Taí um tipo de sonho que eu adoro. Existe algo mais gostoso do que creminho amarelo de padaria? E no meio de dois pãezinhos devidamente encharcados de óleo? Mas não é dessa espécie de sonho que quero falar. Nem daquele sonho/desejo, tipo “Porta da Esperança”. É o sonho sonhado, à noite – filminho surreal que chega na sua cabeça sei lá de onde e muitas vezes você não entende. Ou nem lembra.

No meu último sonho, estava dentro de um carro estacionado numa ladeira no centro de São Paulo, e o freio de mão falhou. Comecei a descer, sem tomar qualquer atitude prática (coisa que eu faria se estivesse no mundo real). Instantes depois, eu estava numa mansão na Inglaterra. Aparentemente, a mansão era minha (gostei) e eu estava prestes a participar de “Minha Casa, Sua Casa”.

Agora o que uma ladeira na cidade e uma residência de campo inglesa têm em comum? Como as duas foram parar na minha cachola ao mesmo tempo? Mistério. Outro mistério é que, sempre que sonho com a minha casa, o que vejo é a casa onde morei há muito tempo. Nunca sonhei com o apartamento da minha mãe (minha casa por 10 anos e até uns quatro meses atrás) ou o meu próprio apartamento. Vai entender.

Sonhos que eu não suporto são aqueles sem-graça, como ficar na fila de um banco, ou ir no supermercado, ou levar o carro para lavar. Uma grande perda de tempo. Pô, ao invés de sonharmos com galãs/estrelas hollywoodianos, festas glamourosas, passeios em cachoeira com unicórnios, viagens intergaláticas e outras coisitas agradáveis e impossíveis, passamos horas preciosas de sono vivendo o que viveríamos acordados.

E aqueles sonhos que são comuns a todas as pessoas? Como sonhar que está voando. Eu já sonhei várias vezes que isso acontecia. Ou que estava caindo, despencada de um prédio ou de um penhasco. O estranho é que a gente sente até o friozinho na barriga por causa da queda virtual.

Outro clássico noturno é ir pelado na escola. A vergonha é tão grande que passa a ser palpável. Você está lá, antes do sinal bater, no meio do pátio da entrada. Enquanto os coleguinhas vestem uniformes, você esqueceu de colocar roupa! E não há um ser vivo, desde alunos até o tiozinho da cantina, que não esteja apontando e rindo. Ah, que horror. Isso é pesadelo.

Também costumo sonhar que estou tendo prova. Mas não é como se eu estivesse em idade escolar. Sou eu, como sou hoje, tendo prova. E, claro, não sabendo nada de trigonometria ou genética. Como sempre fui cdf, isso me assusta um pouco e eu acordo de mau humor. Depois passa.

O mais estranho de todos os sonhos são aqueles com pessoas desconhecidas, que você nunca viu - mas que estão lá no mundo da fantasia, falando com você como se fossem amigos de uma vida. Alguns leitores já sonharam com a gente. Isso que dá, ficar aí dando trela para estas garotas.

Por falar em garotas, Flá me contou ontem que está tendo um sonho recorrente: nós três ganhamos um dinheiro do nada e, ao invés de pagarmos todas nossas contas atrasadas, vamos juntas para Nova York. Já pensou? Isso sim é sonho – melhor até que o da padoca da esquina.


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Faça dar certo!
Ir para Nova York como celebridades? Pode acontecer. E você pode ajudar. É só votar no Garotas para o iBest, nas duas categorias em que estamos concorrendo: Pessoal Entretenimento e Blog. Dizem por aí que a votação termina amanhã. Então corra! Quem sabe não há mais lugar no nosso vôo? Já que sonhar não custa nada mesmo...

Vivi Griswold às 09:27 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold