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De atalhos, cabeças e surpresas Pegue um campo de mais ou menos 100 x 60 metros, adicione traves com redinha em cada uma das pontas, jogue 22 homens uniformizados lá dentro, uma bola e um trio de árbitros. Cerque tudo com duas torcidas apaixonadas (não entre si, pelamordedeus, que isso não é culto a Baco) e aí está o mais popular espetáculo nacional. Não sou daquelas que torcem o nariz para futebol, quase uma obrigação religiosa para boa parte dos garotos dessa terra brasilis. Mas também não sou uma dessas que se vê na tv, no meio da torcida, chorando com o rosto pintado nas cores do escrete favorito. No meu confortável meio-termo, às vezes vou ao estádio ver meu time. Mas passo boa parte do tempo observando as pessoas da arquibancada, geralmente mais interessantes que a partida depois de uns 30 minutos de bola rolando – e sem narração nem replay. Em casa, até assisto a alguns jogos, e me divirto não só com os lances do embate, mas talvez até mais com as pérolas desfiadas sem o menor pudor por narradores e comentaristas. Foi aí que percebi três lugares-comuns que, além de chavões, para mim são lendas do futebol. Apesar das esmeradas tentativas do namorido em provar por a + b que não, eu duvido que existam... … "os atalhos do campo" … "o elemento-surpresa" … "a cabeçada consciente" Em tempo: meu time não vai muito bem, obrigada, mas corintiana que é corintiana (apesar de ser daquelas que mal sabem a escalação) jamais abandona o Timão. Sou maloqueira (um pouquinho só, vá?) e sofredora (nem tanto, que eu não ligo muito para isso), graças a Deus! Clara McFly às 05:27 PM |
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