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Serviçais de luxo Um mordomo, um pianista, uma modelo, um menininho ou até um exército de loiras. Parece que os candidatos ao posto de ajudante de palco de programas de TV são tão distindos quanto os afazeres da ingrata profissão. Ingrata porque eles vivem em segundo plano. Ei, não por aqui! Graças à nossa memória - que é tão grande quanto os estúdios da Grôbo - é chegada a hora daqueles profissionais brilharem. Ajudantes de palco são o braço direito (e às vezes o esquerdo também) dos apresentadores. Eles dão a ficha certa na hora exata, fazem sala para convidados, exibem o produto anunciado com o maior sorriso, escolhem vítimas na platéia, entregam brindes, demonstram brincadeiras e seguram fãs mais exaltados. Fora que são o termômetro do sucesso dos astros e estrelas: só os animadores top de linha têm direito à ajuda preciosa. Pegue as Paquitas, por exemplo. Comparsas oxigenadas da Xuxa, elas foram as únicas do programa que realmente aguentaram o surto infantil carinhosamente apelidado de "baixinhos". O cenário, em forma de parque de diversões, tinha criança pendurada em todos os cantos. Imagine o trabalho! Mas tudo bem: as Paquitas ficaram famosas, gravaram disco e uma delas, a Sorvetão, até casou com o Conrado. Que maravilha, hein? Falando em maravilha, a Mara Maravilha era rodeada por um grupinho de meninas e meninos que cuidavam dos mínimos detalhes de seu programa nas tardes da TVS (me recuso a falar SBT). Um deles, o Paulinho - mais conhecido como o maquinista do trenzinho cenográfico que trazia e levava a apresentadora - hoje é o digníssimo senhor esposo de Mara. Bozo recebia auxílio do sempre atento Garoto Juca. E outro que contava com criancinhas no palco era o Gugu. Tinha o Danny Boy, um pobre menininho que se vestia tal qual o loiro milionário (só que ele ganhava 600 reais por mês, dizem por aí) e uma tal de Mayra, cheia de cachinhos como a Shirley Temple. Cadê essa gente toda? O Gugu é o rei das ajudantes de palco curvilíneas. Mais recentemente passou pelo "Domingo Legal" a morena Helen Ganzarolli e a loira Alessandra Scatena. Porém, áureos eram os tempos do "Viva a Noite". O show contava com a preciosa ajuda de Marriete (não sei como escreve isso!) para fazer o coro do "Viva! Viva! Viva!". Tinha ainda o Bugalu, um boneco cabeçudo e gordo recheado por algum ilustre desconhecido. Ou por cinco criancinhas polonesas, vai saber... Luxuosos mesmo eram os respectivos de Clodovil e Hebe. O do estilista Clô era um pianista chamado unicamente de "Paixão". Já o de dona Hebe tinha um nome comum, Antônio. O calvo e distinto senhor conduzia a estrela até a frente do auditório com o sorriso Colgate ligado na tomada enquanto durasse a atração. Mas nenhum ajudante de palco consegue superar o Roque - tanto em fama quanto em carisma. Ele é baixinho, tem a cara da Marlene Mattos e usa camisas de gigolô com os três primeiros botões abertos. O que seria de Silvio sem a figura? Afinal, quando Julio Iglesias acabava de cantar "Manuela" e o casal dizia que era namoro, Roque corria para entregar o buquê aos recém-enrolados. Obrigada por tudo, ajudantes de palco. Agora de volta ao batente porque o comercial está acabando! ![]() Haja descolorante e miçangas! |
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