"Curtindo a Vida Adoidado", "O Casamento do Meu Melhor Amigo" e "Lado a Lado" já são café-com-leite. Somados, os três filmes citados já tiveram a bagatela de 28 citações aqui no Garotas; por isso, não entram na competição dos filmes que não consigo parar de assistir. Mas há outros dez que fizeram o ranking.
Eu não sei qual é o segredo que prende meus olhinhos míopes na tela durante a exibição destas peças. Talvez o senso de humor, mesmo que em alguns doce-amargo, compartilhado por eles. Talvez os personagens carismáticos. Talvez a fantasia presente na maioria. Ou quem sabe apenas alguma mensagem subliminar estrategicamente projetada… que funcione só comigo.
Afinal, quem mais é incapaz de parar de assistir uma dessas ecléticas pérolas abaixo listadas, mesmo que já a tenha visto mais de mil vezes?
Jerry Maguire - A Grande Virada (Jerry Maguire)
Será o charme de Tom Cruise (que eu nem acho lá essas coisas na vida real), as caretas de Cuba Gooding Jr., o maravilhoso sotaque 'sou negona, e daí?' da mulher dele ou a fofura explícita de Jonathan Lipnicki? Não sei, mas se esse filme estiver passando só deixo o sofá depois dos créditos finais. E show me the money!
Melhor É Impossível (As Good As It Gets)
Eu já gostava da Helen Hunt desde "Mad About You". E de tio Jack, então, nem se fala… Para completar, esse filme tem diálogos ótimos, grande atuação de Greg Kinnear, a impagável seqüência com a secretária do lar latina (considerada roitmann pelo misantropo Melvin) e um dos elogios mais lindos que alguém pode fazer a outra pessoa.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain)
Acho que aquela fotografia verde tem algum tipo de efeito hipnótico sobre o incauto telespectador. Claro que a doçura e inventividade da história, os personagens deliciosamente caricatos e a trilha embevecedora ajudam… Ok, esses três itens são os principais responsáveis pela minha estática diante da TV quando pego o filme em exibição.
O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (Lord of the Rings – The Fellowship of the Ring)
Nesse caso, acho que a mensagem subliminar que diz "não pare de assistir este filme" fica escondida nos imensos e assustados olhos de Frodo, o estagiário. Ou entre uma e outra cena de Aragorn empunhando sua espada. Afinal, de que outra forma uma fita sobre nove caras que passam três horas tentando queimar um anel (entenda como quiser) poderia prender a atenção de uma garota? Brincadeiras à parte, a saga do herói que todos buscam, como definiu o admirável tio Joseph Campbell, está perfeitamente retratada aqui.
Dirty Dancing – Ritmo Quente (Dirty Dancing)
Diz a lenda que a história foi baseada numa experiência vivida pela roteirista do filme. Só sei que demorei uns bons pares de reprises para perceber que a aventura da patricinha-mas-limpinha Baby e do professor-meio-rebelde Johnny acontecia nos anos 60. Na verdade, ainda há controvérsias… E outra pergunta que não quer calar sobre a película é: o que diabos é uma patchanga? Ainda assim, é impossível deixar de assistir até o gran finale, ao som da vexaminosa (e irresistível) "The Time of My Life".
Melhor pararmos por aqui. Amanhã, seguem os outros cinco. Até porque tenho de correr para ver se pego alguma locadora aberta. De repente, me veio uma vontade de assistir a qualquer uma dessas coisas aí de cima… Aaagh! Desconfio de uma coisa: talvez a mensagem subliminar "assista-me" esteja nos títulos!
Afinal, em que época o casalzinho
se conheceu?