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Nas pontas dos dedos Eu tenho uma mania que todo mundo acha feia, mas na qual não vejo lá muito mal. E, talvez por isso mesmo, teimo em não abandoná-la. Desde pequena, rôo unhas. Tá, eu sei que não é exatamente bonito ver uma mulher do meu tamanho com a mão enfiada na boca… pelo menos é o que minha mãe me diz – e alguns dos amigos também. Hoje já me conformei. Na verdade, é um pequeno e delicioso prazer arrancar com os dentes aquelas lasquinhas que ficam arranhando. E acho que a relação custo-benefício desse vício vale a pena, mais que a do meu outro mau hábito, que é fumar. Nenhuma das táticas supostamente infalíveis para resolver o problema deram certo: pimenta debaixo dos dedinhos, esmaltes amargos cobrindo as unhas, gritos da mamãe. Quando eu ainda queria parar, tentei uma estratégia nova: enrolei bandeides em todas as pontas dos dedos. Mas aí eu lavava as mãos e eles ficavam molengas. Cheiravam um pouco mal, também. A coisa ficou mais nojenta do que roer as unhas em si. Desisti. Como disse, ainda pequerrucha, já cultivava o hábito. Aliás, eu tinha várias elucubrações sobre as unhas. Pensava que, se eu puxasse uma pelinha e ela não se soltasse, talvez pudesse descolar tecido epitelial a partir do dedo, por meu corpo todo, até o pé. Também imaginava que, se nunca fizesse as cutículas com alicatinho, que nem minha mãe, ela podia crescer, crescer até passar o tamanho da unha e ficar penduarada pelos dedos. Mas a melhor de todas era a teoria da fome que desenvolvi. Achava que comer unha despertava a Catarina e abria o apetite, enquanto que ingerir pedacinhos da pele ao redor da unha saciava o estômago. Acho que eu tinha mesmo muito tempo livre. E tenho até hoje, para ficar um texto inteiro falando de unhas… Demorou, mas saiu Pensando bem, eu não tenho tanto tempo assim. Se tivesse, o resultado da promoção Discurso do Ibest teria saído antes. Como a gente tarda mas não falha, aí vão. Os dois contemplados podem esperar o contato dessas Garotas e os pacotes com o conteúdo prometido pelo correio. Que rufem os tambores… Hemeterio Neto, Fortaleza, CE [Nisso, à la Scubi-doo, vocês tiram as máscaras e se revelam como sendo na verdade Moe, Larry e Curley, os três patetas, aí soam vaias e vocês têm que ser contidas por brutamontes vestidos de rosa e o tumulto é geral!] Eduardo Piacsek, São Paulo, SP É uma pena que não tenhamos uma fábrica de jujubas, uma gravadora ou um sebo, para presentearmos a todos… Mas deixe estar. Quando dominarmos o mundo, repartiremos os louros da glória, as paçocas Amor e os territórios (como Dudinka e Oceania) com todos vocês! |
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