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Comércio de maluco Pode parecer futilidade, mas ao abrir um estabelecimento comercial, eu acho que o mais importante é escolher o nome direito para o negócio. Eu sei, ter intimidade com administração e um bom volume de capital é preciso... Mas botar na placa de rua um nome podre é pedir falência antecipada. Venho recolhendo uns exemplos por aí do que NÃO se deve fazer ao escolher um bom nome de loja. Reparei que, um monte de vezes, nossa língua mãe é preterida em prol do inglês. E, minha nossa, quanta gafe... Pior é que rende tantas risadas que nem dá para achar tão ruim. É o caso de uma escola para bebês que existe aqui perto do meu trabalho. O sapientíssimo local chama-se Colégio Snail. Tem um caramujo montado em mosaico de azulejos bem no muro da entrada. Era pra ficar meiguinho. Mas eu não botaria meu filho pra estudar numa escola chamada “lesma”! A chance do moleque virar um lerdo é grande demais, não? Foi o mesmo processo criativo que inventou o nome do estacionamento que vi no outro dia. Tiny Park, chama-se o local. Agora o leitor veja bem: se o próprio dono admite que o estacionamento é “minúsculo”, como indica o “tiny”, é quase certeza que não vai haver vaga suficiente para todos e ele vai parar meu pobre automóvel na rua. E o Kinder Ovo Prata que eu tenho não merece esse destino de acabar na calçada do “estacionamento mínimo”. Mas tem coisa pior. Por exemplo: viajando pelo interior paulista há duas semanas, passei por uma cidadezinha semi-fantasma. Mas é claro que tinha pelo menos um açougue lá. Chamava-se Casa de Carnes Boi Sorriso. Desculpa, mas eu duvido que qualquer cabeça esperta de gado ficasse sorridente de virar nome de açougue! Também me deparei esses dias com duas pérolas: uma papelaria de nome Papillon - certamente eles pensaram que isso era um nome relativo a papel e não com uma prisão do cinema ou “borboleta” em francês – e um salão de cabeleireiros chamado Texugo. Eu não sei vocês, mas eu não confio minhas madeixas a um cidadão que é fã de bichos peludos. Vai que minha cabeça fica parecendo o rabo do animal? Para finalizar, um caso clássico do centro paulistano. Ali na Av. Tiradentes existe uma fileira de lojas especializadas em uniformes do exército e da polícia. Uma delas sempre me chama a atenção, mas não é pelo nome. É pelo slogan. Ficou assim: Hercor – O nome já diz tudo. “Diz tudo”? Sério? Então fui eu que não entendi nada. |
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