Pode chamar de radical, mas eu não sei separar as coisas mesmo. Pra mim, é assim: bom ou mau, certo ou errado, Coca ou Pepsi, Beatles ou Rolling Stones. Eu me orgulho tanto dessa minha maleabilidade...
Mas é sério, não dá mesmo para ficar vendo por aí certas atitudes tão permissivas. O sujeito dá uma voadeira em um torcedor de seu time (um torcedor cretino, é verdade, mas ainda assim um torcedor) e ninguém dá bola porque o tal é bom... de bola. Desde quando ser craque deve liberar o cara para ter temperamento de psicopata?
Eu sei, tendo a profissão que tenho, eu deveria ser menos rígida e analisar os fatos mais friamente, checando ponto a ponto caso a caso. Ah, mas dá pra aturar isso?
Wanderley Luxemburgo? Argh!
É assim: eu me recuso a admitir que um cidadão que não paga impostos, assedia manicures e ainda faz aquela pose de malandro que ganhou na loteria seja “o melhor do Brasil”. Dá nos nervos ouvir o povo dizer por aí que “ah, ele é um imbecil mesmo, mas eu queria no meu time”. Se vier para o MEU, faço greve isolada e não assisto nenhum jogo até ele picar a mula.
Utilitário? Só para quem vive no morro
É constrangedor perceber que existe gente com cérebro de pudim. Por que o cidadão compra um carro gigantesco, que faz meio quilômetro com um litro de combustível, e usa apenas para buscar seus pirralhos na porta da escola? Adquirir veículos utilitários barulhentos e fedidos só devia ser permitido caso a pessoa provasse que mora num lamaçal. E transporta pedregulhos como profissão.
Bruce Willis, que grande bolha
Pode até ser que eu volte a assistir algum filme desse moço. Mas, podendo evitar, eu prefiro passar longe. Apesar de fazer gênero de defensor de todos os fracos no cinema, seo Bruce só faz decepcionar na vida real. Céus, ele apóia aquele homem que tem o dedo no botão (que vira-e-mexe aciona o dispositivo)! “Duro de Matar” é divertido? Ô se é. Mas o Bruce é duro de engolir, então não dá para fechar os olhos.
Édson, diz ao Pelé que ele é chato?
Desculpa, ele é mesmo o melhor jogador de futebol de todos os tempos e coisa e tal. Mas o cara usa o subterfúgio barato de dividir sua personalidade em duas para se dar bem! O Pelé bate um bolão e faz campanhas beneficentes. Já o Édson... minha nossa, como mete os pés pelas mãos. Ainda bem que ele não fazia isso em campo, ou o Brasil seria apenas o berço de um grande jogador de fubeca.