quinta-feira, 23 de outubro de 2003

O Tom de quem eu gosto

Tudo bem que hoje ele conseguiu ser levado a sério e figura entre respeitados atores de Hollywood. Mas posso confessar que preferia quando Tom Hanks protagonizava comédias sem compromisso e me fazia gargalhar, suspirar e até soltar lagriminhas de vez em quando? Pois o astro pode ter conquistado diversas estatuetas do Oscar - mas antes ele conquistou minha eterna simpatia.

A barriguinha, a calvície acentuada e as rugas aqui e ali não contam. O problema é ver aquele às da tiração de sarro cotidiana vivendo um náufrago barbudo, um astronauta em apuros ou um ex-matador arrependido. Claro que Tom é sempre ótimo, mas às vezes acho que ele está aos poucos apagando seu passado cômico – e isso não é coisa que se faça.

Trocaria fácil qualquer um dos papéis atuais do ator por uns minutinhos do hilário filme "Um Dia a Casa Cai", onde Tom compra uma mansão a um preço módico e depois descobre que a residência está em frangalhos. O que é aquela cena da escadaria, que começa a desmoronar enquanto ele sobe? E quando o personagem cai num buraco encoberto pelo tapete da sala e fica lá esperando pacientemente a mulher chegar?

Outro que eu adoro é "Splash, uma Sereia em Minha Vida". É bobo? É, não vou mentir pra você. Mas se esse filme adocicou a Sessão da Tarde, o mérito é todo do doce Tom Hanks de outrora. Isso sem mencionar outros clássicos como "O Homem do Sapato Vermelho", "Joe Contra o Vulcão", "Uma Dupla Quase Perfeita" e o date movie supremo "Sintonia de Amor".

Porém, nada se compara a "Quero Ser Grande", que conquistaria fácil alguma das primeiras colocações na minha lista dos melhores filmes dos anos 80. Josh é um menino que pediu para crescer e foi atendido. Tom faz o papel desse adulto de 10 anos, adoravelmente desengonçado e inocente.

Quem poderia esquecer a cena em que o personagem toca um piano de chão na loja onde conseguiu o emprego dos sonhos - testar e inventar brinquedos? Aquilo é coisa de gênio.

Eu concordo que a vida é uma caixa de bombons, Tom. Só acho que, às vezes, o chocolate mais simples é o melhor.

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Diversão pouca é bobagem!
Vivi Griswold às 09:35 AM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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