Amor, além de ser uma paçoca (deliciosa, por sinal), também denomina aquela sensação que eu não vou me atrever a descrever aqui. Vocês sabem qual, né? Então, aquela.
Amor é a coisa mais banalizada do mundo e, desde pequena, achava que a repetição constante da palavra fazia com que ela soasse cafona. E é isso mesmo o que acontece quando se bate muito na tecla do conceito: perde um pouco a graça, fica meio amorfo, meio chato.
Mas não é o que os distribuidores e produtores de cinema pensam. Numa rápida pesquisa mental, encontrei um punhado de filmes que usam e abusam da palavrinha que intitula o quitute de amendoim.
Selecionei os dez mais legais, por uma razão ou por outra. Ao menos, uma coisa é certa: os filmes abaixo dão perspectivas beeeem distintas do que é o amor…
Um truque sujo da natureza para garantir a continuação de sua espécie…
Amor à Queima Roupa (True Romance)
Para Clarence, o Christian Slater, e Alabama, a moça de tolerância, o conceito de amor estava intimimamente ligado a uma maleta de pó (e não daquele que se acumula em móveis), uma fuga desesperada e uma inesquecível seqüência envolvendo um spray e um isqueiro.
Amor à Flor da Pele (In the Mood for Love ou Fa yeung nin wa)
Sabe aqueles filmes pequenos, dos quais pouco se ouve falar, e que são verdadeiras pérolas perdidas? Pois esse é um deles. Numa Hong Kong fumacenta e calorenta dos anos 60, cheia de boleros do Nat King Cole, dois vizinhos cujos cônjuges estão sempre viajando a trabalho começam a se apaixonar. De babar.
Amor Além da Vida (What Dreams May Come)
Já eleito como uma das traduções de títulos mais bizarras, o filme é choroso a dar com pau – e eu acho ótimo. Para Robin Williams, amor é resgatar a mulher da sua vida do próprio inferno – ou do Vale dos Suicidas, se a história se passasse em "A Viagem" (lembram do Alexandre? Cruzes, que arrepio!).
Um Caso de Amor (The Sum of Us)
Russell Crowe, antes de virar gladiador em-si, era um jovem que, digamos, gostava de filmes de gladiador – se é que vocês me entendem. Mais um da série "ninguém-deu-bola-mas-é-o-máximo", o filme defende que amor é aceitar diferenças, como o pai de Russell aceita o filho gay e, posteriormente, o filho gay aceita cuidar do pai com derrame. Parece simples, e é – mas nem por isso deixa de ser legal demais.
9 1/2 Semanas de Amor (9 1/2 Weeks)
Nessa comédia involuntária, amar é passar um punhado de dias trancado num quarto, transando com o uso de diversos acessórios comestíveis, entre eles Karo ou algo que o valha. Na época do lançamento, foi o maior frisson. Minha mãe foi ver no cinema e me deixou na casa da Tati. Fiquei doida para assistir, imaginando que seria a coisa mais erótica (claro que eu não tinha esse vocabulário, mas sabia que era algo proibido e, portanto, excitante) do mundo. Anos depois, quando pude ver, que decepção…