terça-feira, 14 de outubro de 2003

Os quatro pequenos

Faz algumas semanas que Vivi contou aqui na área sobre seus “quatro grandes” – os rapazes que valem ingresso de cinema mesmo que interpretem a parte de trás numa fantasia de burro. Bom, eu faço minhas as palavras dela sobre o quarteto (John, Eddie, Ewan e Johnny terão minha devoção eterna), mas... preciso botar minha porção ácida em campo e contar sobre os “quatro pequenos”.

Ao contrário dos rapazes dos nossos sonhos, essas duas duplas de homens (?) simplesmente não me dizem nada. Nada. Se um dia virassem poeira e fossem levados pelo vento bem na frente dos meus olhos, eu daria de ombros. Provavelmente nem tentaria juntar o pó.

Desculpa, gente, mas preciso citar esses nomes. Só não repitam alto mais de três vezes, que senão eles aparecem numa tela de cinema perto de vocês. E daí, haja saco.

Alec Baldwin
Eu só desculpo a passagem desse cidadão por “Beetlejuice”, que adoro e faço reverência. Isso porque ele pouco interfere. Fora esse filme, tenho engulhos de ver aquele olhar de peixe morto. O cara tem uma necessidade louca de parecer charmoso e sedutor. O problema é que, quando faz isso, fica parecendo um cafetão aposentado.

Christopher Lambert
Alguém aí assistiu “Highlander” recentemente? Bom, também não importa, porque já era mesmo constrangedor na época em que foi lançado... Em boa parte, por culpa desse rapaz com cara de mamão esquecido na fruteira. Ele até se esforça, mas a impressão que fica é que Chris daria um ótimo sapateiro. Ator? Não, deixa pra lá.

Steven Segal
É chutar cachorro morto? É. Mas como deixar de fora do clube dos malas esse ícone do cinema-soco-no-baço??? Quando Seo Steven aparece na tela, eu apanho o antiácido. Já sei que, na seqüência, vem uma interpretação que me deixará com a já dolorosa gastrite em grau máximo de sofrimento. Suponho que ele aprendeu a ser ator com o mesmo cidadão que o ensinou a golpear indefesas toras de madeira, aliás...

Jeremy Irons
Um dia vamos descobrir que esse senhor, na verdade, morreu durante a Primeira Guerra Mundial e é tão somente um espírito perdido entre o eixo Londres-Hollywood. Eu sei que ele é endeusado como grande astro e coisa e tal. Mas pra mim, o taciturno Jimmy dá é sono. E só quem teve a chance de vê-lo numa recente versão de “Lolita” há de concordar que, como ator, o sujeito é um tremendo manequim de funerária...

irons.jpg
Jimmy e um defunto, mórbida semelhança...
Fla Wonka às 03:49 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



· Clara McFly
· Flá Wonka
· Vivi Griswold