quarta-feira, 17 de setembro de 2003

Dois casamentos e algumas tradições

Como já é mais que sabido, Vivi juntou as escovas com o "namorido" final de semana passado. E eu sigo para o cartório em breve. Ambas optamos por fazer essa passagem da vida sem uma festa daquelas – pelo menos por enquanto…

Isso não quer dizer que não temos planos. A idéia, surgida numa reunião de pauta da Época, é um dia promover a maior e mais tradicional festa de casamento dos últimos tempos. E a Flá pode pegar carona, se quiser celebrar a renovação dos votos.

Vai ter batatinhas temperadas, com casca. Vai ter decoração de mesa com aquela base de isopor coberta com papel alumínio, cheia de palitos espetados com quitutes nas pontas. Vai ter bolo cheio de glacê.

O salão vai ser decorado com flores, talvez artificiais. E, sobre as mesas, vão encontrar vasinhos de flores para serem roubados na hora de ir embora. Afinal, casamento sem cachepô levado discretamente para casa pelos convidados não é casamento!

Enquanto comem croquetes, coxinhas e risoles e entre um copo de refrigerante Dolly ou similar e outro, os convivas vão dançar ao som da banda ao vivo, com teclado, que vai tocar clássicos de casamento, como "Besame Mucho" e "My Way".

Lá para o final da festa, quando a tia Irene já estiver com a sandália na mão, porque o calo dela a está matando, a banda vai sacar do maior dos clássicos: "Whisky a Go-Go", do Roupa Nova: "Foi numa festa. E as outras tias vão comentar, na mesa: "Menina, olha a Irene lá, no meio da turma… Não pode beber um Keep Cooler que já fica assim!"

Ao fim e ao cabo, serão distribuídas lembrancinhas de sachê em forma de coração, embrulhadas em tule e amarradas com um fitilho, com uma etiqueta assim: "Lembrança do enlace de Clarissa e Viviana". Ôpa. Assim fica estranho. Melhor: "Lembrança do enlace de Clarissa e Viviana, cada qual com seus respectivos namoridos."

Vai ficar um pouco grande, mas a Mirtes conhece uma mulher que faz lembrancinha sob encomenda, caprichada que é uma beleza! Vocês viriam à nossa festa assim?

Clara McFly às 07:07 PM

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No cinema
Pipoca, telona, escurinho e
celular tocando em hora errada.
No dia-a-dia
Fatos bizarros, comentários
inúteis e notas estranhas.
Na estante
Páginas, ilustrações, escritores
e traças, muitas traças.
No passado
Brinquedos, escola, casa
da avó e saudades disso tudo.
No som
Verso, vinil, vitrola, voz
e gente boa ou ruim de rima.
Na TV
Bombril na ponta da antena
e o milagre que vem pelo cabo.



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