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Dá para ficar melhor? Dá! Quando eu e as demais Garotas definimos ali nas categorias que existe um “milagre que vem pelo cabo”, não era piada. Televisão por assinatura é mesmo uma dádiva, um vício, uma necessidade quase fisiológica – pelo menos para mim, que prefiro ficar sem geladeira do que ficar sem tv a cabo. E além de todas as suas qualidades divinas, acabo de descobrir mais uma: ela me lembra de filmes que ficam melhores e melhores e melhores a cada vez que eu vejo. Comecei a perceber isso há uns meses, quando meus canais de filmes passaram a apresentar “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Eu vi no cinema e achei uma gracinha – não dou a mínima se é feito para crianças, eu gosto mesmo. Mas revendo na tv, passei a achar mais que “uma gracinha”. Definitivamente, eu preciso passar os filmes que assisto na prova da revisão para dizer mais sobre eles. Nas vezes em que revi o primeiro episódio da saga de Harry Potter, achei muito mais coisas para gostar. O garoto que dá nome à história me pareceu melhor ator, os cenários ficaram mais atraentes, os detalhes que eu tinha perdido na telona (como as pinturas da escola com personagens que se mexem) amarraram melhor o enredo. Daí foi a vez de “Os Outros”. Eu gostei muito desse filme no cinema – do que eu consegui ver quando não estava com as mãos tapando o rosto, claro. Mas, na televisão, ficou melhor a cada assistida. Agora que eu já demarquei as “regiões de susto” e não tenho mais que cobrir a cara de medo, posso prestar atenção em cada lance – o principal foi ter descoberto o papel decisivo que a música incidental tem nessa história. É de gelar. Agora em setembro tive mais dois filmes agregados ao ranking do “quanto mais vejo, mais gosto”: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (e olha que fui quatro vezes no cinema ver esse) e “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”. O primeiro já dissequei quase que com bisturi: encontrei diálogos simplesmente adoráveis que não tinha notado nas primeiras oportunidades e reparei melhor que as cores fortes usadas pelo diretor ajudam a dar o clima da história. Repara lá, você vai ver que isso não é frescura de gente maníaca por cinema. O segundo me deu ainda mais uma certeza: essa história com anel, Terra Média, hobbits, magos, elfos e orcs é muito mais complicada do que eu pensava. Não li o livro, não tenho qualquer intimidade com o tema, mas estou acompanhando e aprendendo pelo cinema. Mas vou precisar de mais umas várias assistidas para sacar cada referência, cada miudeza de roteiro. E como o aluguel de DVDs não é lá uma coisa barata, eu tenho ou não tenho que dar graças pela tv a cabo? |
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